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Correio Braziliense

'Se Machado de Assis fosse vivo estaria tuitando', diz fundador da Fliaraxá

Feira Literária de Araxá, em Minas Gerais, começa nesta quinta-feira (19/6) e homenageia os 180 anos de Machado de Assis e o escritor português Valter Hugo Mãe


postado em 19/06/2019 10:06 / atualizado em 19/06/2019 10:06

Festival começou em 2012 com 25 autores e público de 5 mil pessoas. A última edição teve 120 autores e mais de 27 mil visitantes(foto: PH Daniel/Divulgação)
Festival começou em 2012 com 25 autores e público de 5 mil pessoas. A última edição teve 120 autores e mais de 27 mil visitantes (foto: PH Daniel/Divulgação)
 
Começa nesta quarta feira (19/6) a oitava edição do Fliaraxá, o Festival Literário de Araxá, realizado há oito anos na cidade mineira. Com o tema "Literatura, leitura e imaginação", o festival reunirá, entre 19 e 23 de junho, mais de cem autores brasileiros em um evento com livraria, debates, oficinas, música e feira de gastronomia. 

Entre os convidados, estão nomes como Alice Ruiz, Conceição Evaristo, Ignácio de Loyola Brandão, Marina Colasanti, Míriam Leitão, Pedro Bandeira e Zuenir Ventura. Curador e idealizador do festival, Afonso Borges explica que o alinhamento conceitual é uma das principais características do evento: “É um festival que tem temas bem definidos desde o início. Toda a curadoria foi feita ao redor do tema, por isso a programação é dividida por gêneros literários”, explica.


Sempre um papo

Escritor, produtor, empresário e jornalista, Afonso Borges realiza há 33 anos, em Belo Horizonte, o projeto Sempre um papo, em que recebe semanalmente escritores brasileiros para conversar sobre os lançamentos. O papo também rola há 13 anos em São Paulo e há 14 em Araxá, sempre mediado por Afonso, e entre 2003 e 2011 também manteve o Papo em Brasília, no Centro Cultural da Caixa. 

Foi esse Papo que deu origem, em 2012, ao Fliaraxá. Realizado em um espaço no centro da cidade, a primeira edição do festival reuniu 25 autores e atraiu 6 mil pessoas. Seis anos depois, mudou-se para um espaço maior, o Tauá Grande Hotel, edifício qualificado como Patrimônio Histórico Brasileiro, e na sétima edição, ano passado, reuniu 120 autores e atraiu mais de 27 mil visitantes. 


Clássico atual

Além de homenagear o autor português Valter Hugo Mãe, o festival comemorará o aniversário de 180 anos do escritor Machado de Assis. É por isso, e não por causa do feriado de Corpus Christi, que o festival ocorrerá nestas datas, sendo que normalmente acontece em período letivo para agregar os estudantes. 

Afonso qualifica o festival como “a festa do autor brasileiro”, e depois retifica: “é a festa do escritor de língua portuguesa!”, salientando o caráter lusófono do festival, que reverencia simultaneamente um mestre português da atualidade e um mestre brasileiro clássico. “Machado é supermoderno, integrava todos os movimentos. Se ele ainda estivesse vivo, certamente estaria tuitando”, comenta. 
 
*Estagiário sob supervisão de Adriana Izel 
 

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