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Correio Braziliense

Inspirados pelo mês de São João artistas lançam trabalhos juninos

O cantor e compositor Moraes Moreira é um dos nomes certos nas festas juninas


postado em 19/06/2019 07:00

(foto: Coringa Comunicação/Divulgação)
(foto: Coringa Comunicação/Divulgação)


Cai, cai balão, Chegou a hora da fogueira, Pagode russo e Asa branca são alguns dos clássicos repetidos a exaustão durante os festejos juninos. Durante o mês de junho, o forró e as variações do estilo musical, como pé de serra, xaxado e baião, ganham espaço nas festas e também nos lançamentos de artistas do mundo da música em que o clima de são-joão se torna a inspiração.

O cantor e compositor Moraes Moreira é um dos nomes certos nas festas juninas. Desde os anos 1980, o artista vê a canção Festa do interior estar na trilha sonora das festas do mês de junho. Só que, neste ano, Moreira quer mudar um pouco isso lançando uma faixa inédita para os festejos: a música Só pensa naquilo, divulgada em formato de single nas plataformas digitais.

A faixa reúne Davi Moraes (guitarra), Filipe Moreno (baixo), Rafael Meninão (sanfona) e Cássio Cunha (bateria e percussão), com Kika Tristão, Bettina Graziani e Jussara Lourenço, que participam dos vocais. O grupo se junta a Moreira para cantar o que ele define como “um xote animado com muita sensibilidade e safadeza, como gostam os admiradores da maior festa popular do Brasil”. Na música, o artista celebra desde a comida junina até os santos do período em uma letra de romance: “A chuva cai/ Quem manda é São José/ Eu vou plantando pé/ Muito pé de milho/ Ah meu amor/ Prepara o terreno/ Que eu já tô querendo/ Te dar outro filho”.

Quem também aposta em novidade é a cantora Mariana Aydar. Em sequência de lançamento do projeto Veia Nordestina, a artista divulgou o segundo EP do projeto, este voltado para as comemorações da festa popular e multicultural. Capítulo junino do álbum, o disco é formado por três faixas em que Mariana mistura “o rastapé da quadrilha, o xote que chora e o forró sambeado”, são elas São João do Carneirinho, Represa e Xilique.

“Acho muito importante (celebrar o forró) e sinto que é como se fosse uma missão. O forró pé de serra virou uma espécie de resistência. É uma cultura muito valorizada, não só no Nordeste, mas no Brasil. A gente tem que tirar essa ideia de cultura nordestina, é a cultura brasileira, que é maravilhosa, que é nossa. É nossa responsabilidade cuidar dela”, afirma.



Celebrando o clássico

Com 27 anos de carreira como DJ em Brasília, Renê Ricochet se dedicada há 10 à discotecagem nas festas juninas. Apesar de ter mais proximidade com a música sertaneja, até tem passagem pelo festival de Barretos, durante o período Ricochet se debruça em cima do repertório tradicional. “Procuro tocar os forrós de Luiz Gonzaga, o pé de serra, o xote, o xaxado, o baião, o xote sanfonado”, revela.

Como o repertório escolhido pelo DJ costuma ser bastante pedido pelo público, há alguns anos ele começou a montar um CD, uma espécie de playlist com canções juninas. Neste ano, ele já montou duas versões com faixas que tocou nas festas juninas dos clubes Iate e AABB. “Faço um CD de acordo com o que vou trabalhar. É um material com as minhas montagens, bem trabalhado. Normalmente, eu disponibilizo por e-mail ou vendo nas festas mesmo. É uma recordação para as pessoas”, conta. Quem estiver interessado, basta procurar Renê Ricochet nos eventos ou na página oficial do artista nas redes sociais.

No projeto Ao Nordeste do meu coração, a cantora Rachell Luz celebra canções que cresceu ouvindo, como Grito de alerta, de Gonzaguinha, Chão de giz, de Zé Ramalho, e Gostoso demais, de Nando Cordel e Dominguinhos. O repertório, inteiramente nordestino,  é composto por nove faixas, ganha uma roupagem menos forrozeira e mais romântica podendo embalar um festejo junino mais intimista.


Música junina eletrônica
Conhecido por misturar a batida eletrônica com a sonoridade brasileira, o DJ Omulu divulgou, neste mês, um novo remix inspirado no som que embala as festas juninas. Na canção Ribuliço, Omulu trabalha com a drag queen norte-riograndense Potyguara Bardo, que fica a cargo dos vocais. A dupla une a sanfona e a zambumba com samples eletrônicos em letra que fala da festança: “O sino toca a noite ofusqueia/ O salão cheio é um rebuliço “loco”/ Triângulo vibra balança as cadeiras/ Rojão estoura e o céu brilha todo”.


Ao Nordeste do meu coração
De Rachell Luz. Ser Livre Produções, 9 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Veia Nordestina II
De Mariana Aydar. Natura Musical, 3 faixas. Disponível nas plataformas digitais.
 
 

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