Publicidade

Correio Braziliense

Toy story 4: Pais e filhos se veem unidos pela paixão pelo filme

A animação estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros


postado em 20/06/2019 06:05

Ana Paula Lopes (a mãe), com Maria Alice, Gabriel e Mateus (à frente), o mais aficionado pela saga dos bonecos(foto: Arquivo Pessoal)
Ana Paula Lopes (a mãe), com Maria Alice, Gabriel e Mateus (à frente), o mais aficionado pela saga dos bonecos (foto: Arquivo Pessoal)

Ainda bebê, Mateus assistia, com direito a inúmeros repetecos, à saga dos personagens presentes numa das franquias mais duradouras do cinema: Toy story. Hoje, com 9 anos de idade, Mateus coleciona seus personagens preferidos da franquia iniciada em 1995. Irmão de Maria Alice, 5 meses, e de Gabriel, 12 anos, Mateus faz coro com a ansiedade dos fãs para assistir ao quarto filme que tem entre os protagonistas o cowboy Woody.

A mãe, Ana Paula Lopes, 31 anos, incentiva toda essa expectativa da família. “Fiquei feliz com a chegada do novo filme. Toy story trata de valores familiares, com representação de respeito e carinho”, destaca Ana Paula. Os bonecos de Woody e do astronauta Buzz ainda hoje atuam como vigias do sono, no quarto de Mateus.

Na casa dos publicitários Patrick de Andrade, 37, e Simone Santos, 35, somente o recém-nascido Bento “não entrou na dança” pela adoração dos personagens de Toy story. Uma mochila jogada num canto da casa, com motivos do filme; um aniversário da filha Isabela (hoje com 7 anos) com decoração inspirada em Jessie (a cowgirl da série) e cópias dos três filmes anteriores dão a medida de influência do desenho da Disney na vida de Patrick. A pequena Gabriela, 5, também está no grupo de fãs. Jogos de videogame, réplicas das personagens, como Jessie, fazem com que o publicitário mantenha vivo o gosto pelo universo inicialmente apresentado numa fita VHS, reprisada exaustivamente para toda a família.

A filha de Patrick, Isabela, em aniversário do passado: paixão antiga por Toy story(foto: Augusto Costa/Divulgação)
A filha de Patrick, Isabela, em aniversário do passado: paixão antiga por Toy story (foto: Augusto Costa/Divulgação)


“Meu personagem favorito é Woody, por levantar o universo do cowboy, e pela relação de amizade mantida com o Buzz”, explica Patrick. Ainda adolescente, ele comprou bonecos da série, hoje guardados como relíquia. O colecionador nato tem Woody e Buzz, além do porquinho e do dinossauro que estrelam o enredo, ainda embalados originalmente. “As meninas não chegam nem perto”, brinca. “Acho que me identifiquei com Toy story pelo fato de o enredo dar vida e expor relações e detalhes que não são imediatamente notados”, diz. Patrick, que sempre namorou (sem adquirir) as versões falantes dos brinquedos, comprou algumas para as filhas: “É bom ver os desejos realizados pelos filhos, num gosto que passa de geração em geração”.


Brinquedos


Com uma série de filmes para assistir, entre os quais Patrulha canina e o da Turma da Mônica, o pequeno Enzo, 4 anos, ainda que não seja dos maiores fãs da franquia Toy story, começa a se interessar pelas histórias que moveram a infância da mãe, a servidora pública Ludmila Sá Teles, 34 anos. “Ele ainda está muito ligado em carrinhos; mas, como em agosto vamos para a Disney, as coisas começam a mudar. A questão do consumismo não tem importado: é infância, e não tem jeito — quero ver Enzo feliz. Toy story representa um sonho de infância e, piscou, ela foi embora”, observa Ludmila.



Sim, Toy story tem o poder de tornar possível aquilo que fazíamos brincando na infância: “Os personagens vivem as aventuras com os donos e dão continuidade a tudo, mesmo na ausência deles. As novas versões do filme possibilitam que, hoje, compartilhe minha infância com meus filhos”. Grávida de 4 meses (a futura filha será Isadora), Ludmila, aos 10 anos, teve um boneco Buzz que falava e participava de aniversários animados por decorações da animação da Pixar. Nunca renegou o poder de encantamento de Branca de Neve e de Cinderela, mas crava diferencial com Toy story: “Traz invenções tecnológicas, com animação perfeita”.


O máximo


Os pais Leonardo e Isa, com a filha Laís: incentivando o gosto pelo desenho(foto: Arquivo Pessoal)
Os pais Leonardo e Isa, com a filha Laís: incentivando o gosto pelo desenho (foto: Arquivo Pessoal)
“Não vejo uma animação que supere Toy story”, pontua o advogado Leonardo Gonçalves, 36 anos, marido de Isa Roque, a mãe de Laís, 4 anos. Isa, ainda grávida (sem a confirmação do sexo do bebê), viu o marido correr para comprar um pequeno Woody para o futuro rebento. “Acho que é o meu personagem preferido; ele traz uma mensagem de superação, a partir do abandono”, comenta Isa. Na visão da mãe, os filmes da saga constroem sentimentos importantes para a infância.

Um acúmulo de lições desponta na percepção de cada filme de Toy story, como aponta o cinéfilo Leonardo. “No primeiro filme, é impressionante como as pessoas não viam Woody como um vilão: por vaidade, ele tinha ciúmes do brinquedo novo (o Buzz); no segundo filme, Woody se valoriza, e recupera a autoestima, ao se desfazer da ideia de ser anacrônico. No terceiro filme, Buzz e Woody têm que retrabalhar a relação, e recuperar o que perderam, além de serem colocados para escanteio”, comenta Leonardo.

Dos 9 meses aos 4 anos, a pequena Laís tem, por tabela, entrado no universo de Toy story, graças às compras de personagens do filme pelos pais. “Toy story entrou para a história pela inovação tecnológica, foi o primeiro longa totalmente feito no computador. Acho os filmes espetaculares: têm unidade e harmonia muito fortes. Com o quarto filme, só não quero me decepcionar. Espero que não seja um caça-níqueis”, conclui Leonardo.

DEPOIMENTO


“Toy Story alimentou os sonhos do meu trio de filhos, principalmente do Mateus que, assim como eu, sempre amou o Buzz Lightyear. Estamos ansiosos para assistir ao número 4! Quando eram menores, a história os fascinava, ao mesmo tempo em que resgatava lembranças da nossa própria infância. Os meninos agora estão crescendo e, a exemplo do filme, os brinquedos vão sendo esquecidos nas caixas, trocados por videogames e bolas. Sempre com humor e espirituosidade, Toy story traz aquele gostinho de quero mais das brincadeiras, do faz de conta, da inocência das crianças. A família toda curte muito. “Ao infinito e além!”
Marília Serra, servidora pública, além de mãe do Samuel (9 anos) e dos gêmeos Felipe e Mateus (8 anos)

Nova trama
Os tempos e os personagens mudaram, em Toy story 4: na casa da pequena Bonnie, o cowboy Woody terá como missão integrar entre os colegas brinquedos o recém-criado Forky, feito a partir de um garfo. Detalhe: Forky não faz a menor questão de ser um brinquedo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade