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Correio Braziliense

Formada em Brasília, a candanga Sara Sarres está no musical 'Billy Elliot'

A cantora já esteve em vários musicais, incluindo 'Les misérables' e 'Cats'


postado em 22/06/2019 06:30 / atualizado em 21/06/2019 19:06

Sara Sarres se consolidou no cenário: %u201Co brasileiro abraçou o teatro musical como uma expressão artística de interesse para o entretenimento familiar%u201D(foto: Cassiano Grandi/Divulgação)
Sara Sarres se consolidou no cenário: %u201Co brasileiro abraçou o teatro musical como uma expressão artística de interesse para o entretenimento familiar%u201D (foto: Cassiano Grandi/Divulgação)

 

O teatro musical é uma das vertentes que, ao longo dos anos, cresceu e se consolidou no cenário artístico brasileiro. Apesar de não ter grandes palcos, Brasília tem em sua veia a formação de artistas desse segmento. A candanga Sara Sarres, que está atualmente na montagem Billy Elliot, o musical, em cartaz em São Paulo, é um desses frutos da capital federal. 

Antes de firmar morada na capital paulista e ter experiências fora do país nos musicais, ela deu os primeiros passos no quadradinho. A primeira experiência foi na infância, quando, apaixonada pelo piano, foi incentivada pelo pai a estudar na Escola de Música de Brasília. Ainda na cidade, participou de pequenos grupos corais e teatrais. “Com meus amigos, montamos uma companhia de teatro musical para pesquisa e pequenas apresentações, antes mesmo do grande boom dos musicais em São Paulo”, lembra em entrevista ao Correio.

Nos anos 2000, entrou para o elenco de Les miserábles, primeiro grande musical no eixo Rio — São Paulo. Foi a única brasileira a protagonizar O fantasma da ópera como a personagem Christine na versão paulista e também na turnê mundial. No currículo tem ainda sucessos como West side story, Cats, A família Addams, Carmen, Shrek, A madrinha embriagada, O homem de La Mancha e Annie — O musical, sempre com papéis relevantes. Desses, ela destaca as participações mais marcantes da carreira: O fantasma da ópera e O homem de La Mancha.

“Vínhamos num crescimento exponencial tanto no aperfeiçoamento artístico, técnico, operacional quanto na criação e fidelização de público. O brasileiro abraçou o teatro musical como uma expressão artística de interesse para o entretenimento familiar. Hoje, podemos considerar até que viramos uma indústria com uma grande cadeia econômica que movimenta muito positivamente a economia criativa do país. Chegamos a virar referência mundial em qualidade e exportar talentos e equipes criativas. Agora estamos à mercê de entender os próximos capítulos do teatro musical no Brasil”, analisa Sara sobre o momento atual do segmento.

 

Em cartaz

 

O currículo é recheado e não para de crescer. A brasiliense está desde 15 de março e segue até 30 de junho no elenco da montagem Billy Elliot, o musical, em cartaz em São Paulo. Na produção, que é recordista de prêmios no teatro musical (com 10 Tony Awards e 5 Olivier Awards), ela vive a personagem homônima Sarah Elliot, a mãe do prodígio Billy, um menino que descobre querer ser bailarino contra a vontade do pai, Jack Elliot, vivido pelo ator Carmo Dalla Vecchia.

“Billy Elliot é um espetáculo muito especial que chegou em um momento muito oportuno no país. Ele reflete a importância do respeito, da tolerância e da dignidade na sociedade e como a união de uma comunidade pode transformar vidas. Me sinto muito honrada e feliz em poder contar essa história no nosso país”, revela a atriz.

Assim que o musical encerrar as apresentações, Sara Sarres deve assumir outro projeto. Por enquanto, ela mantém em segredo, mas garante: “Logo, logo vem coisa boa por aí”. Desde o ano passado, ela vem sendo sondada para aparecer na tevê, algo que ela tem muito desejo, já que teve experiência apenas em Dona Xepa, da Rede Record: “adoraria!”.

Voltar a Brasília para se apresentar também está entre os planos de Sara. “Sou muito apaixonada pela terrinha. Toda a minha família segue aí então meu coração bate longe do peito. Só tive a oportunidade de voltar três vezes, para as óperas La Boheme e Carmem, no Festival de Ópera de Brasília e um concerto com a Orquestra do Teatro Nacional. Infelizmente trabalhar em Brasília com arte pode ser muito difícil. Alguns contratantes não honram os acordos e não pagam os artistas. Triste, pois os talentos aí são sublimes, mas precisam sair da cidade para serem respeitados”, completa.

 

QUADRO

 

Três perguntas // Sara Sarres

 

Você teve experiência de atuar em musicais também fora do Brasil. Quais são as principais diferenças?

É a organizacional. Eles dominam há mais tempo o mercado e por isso tudo flui com muita segurança, objetividade e profissionalismo. 


Em que artistas você se inspira na hora de atuar?

Gosto sempre de imaginar como Bibi Ferreira, Patti LuPone, Meryl Streep ou Marília Pêra resolveriam a cena em questão.

 

Quais são os desafios de unir atuação e música no palco?

Muitos. Desde artístico a técnicos, mas acredito que o maior de todos seja atingir a precisão e a naturalidade de ninguém perceber que a música está contando a história. 

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