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Correio Braziliense

Exposição 'Olho e contenta-me ver' está em cartaz na Galeria Baixo Cobogó

Athos etc e Onde se formam as lembranças e Street Arte são outras alternativas para o público


postado em 23/06/2019 18:40 / atualizado em 23/06/2019 19:06

Monumento fotografado por Nick Elmoor: beleza atemporal(foto: Nick Elmoor/Divulgação)
Monumento fotografado por Nick Elmoor: beleza atemporal (foto: Nick Elmoor/Divulgação)


Na primeira vez que se deparou com os mosteiros portugueses góticos, o fotógrafo Nick Elmoor se sentiu intimidado. Achou muito bonito, mas ficou inseguro de fotografar. Em 2012, tomou coragem e, durante uma viagem a Portugal, começou a fazer os registros incentivado por dois fatos. O primeiro deles foi a inscrição dos prédios na lista de Patrimônio da Humanidade pela Unesco e a outra foi a criação da Rede dos Mosteiros, que reúne três desses monumentos, todos localizados no centro do país. O resultado está na exposição Olho e contenta-me ver, em cartaz na Galeria Baixo Cobogó, um ensaio sobre os mosteiros góticos portugueses.

Nas imagens estão a Ordem de Cister, conhecido como Mosteiro de Alcobaça, o Campos de Batalha, localizado na cidade de mesmo nome, e os Templários, no Convento de Cristo, além do Mosteiro Jerônimos, em Lisboa. Todos foram fotografados durante viagens turísticas nas quais o fotógrafo aceitou as condições de luz e tempo do momento. Por isso, ele quer repetir as viagens com o intuito de fazer registros mais precisos de um ou outro detalhe que não pôde ser fotografado. A intenção é fazer um livro e, até agora, Elmoor coleciona cerca de 3 mil fotografias dos monumentos. “Não são fotos de arquitetura, são pequenos recortes pessoais de impressões”, avisa.

Para o fotógrafo, os mosteiros portugueses são um caso de paixão antiga. Ele conheceu os primeiros nos anos 1980, mas achou que não estava maduro o suficiente para embarcar no ensaio. “Toda vez que viajei pelo mundo, sempre ficava muito impressionado com o passar do tempo marcado nos lugares. Quando fui à Europa pela primeira vez, nos anos 1980, fiquei fascinado com aqueles prédios que estavam lá muito antes de o Brasil ser descoberto”, conta. “Na época, amarelei, não tive coragem de fotografar, achei tudo tão legal que pensei que as fotos não iam prestar. E a vida acabou me levando para mil coisas, fui deixando esse projeto de lado”. Agora, todas as vezes que vai à Europa, arruma um tempo para visitar os patrimônios e fazer registros.

Ocupação

Na Galeria Casa, hoje é o último dia para conferir um apanhado da produção brasiliense atual. Quarta exposição do projeto Ocupação, que convida galerias da cidade, Onde se formam as lembranças e Street arte trazem propostas, respectivamente, da Matéria Plástica e da Ponto. A primeira reúne 12 artistas contemporâneos da cidade, entre eles Pedro Alvim, Valéria Pena-Costa, André Lafetá, Suyan de Mattos, Luiz Gallina e Nelson Maravalhas. “São artistas que acompanho há muito tempo, as obras deles foram escolhidas de forma atemporal no sentido de que não foram a última coisa que fizeram”, diz Luis Jungmann Girafa, curador e proprietário da Matéria Plástica. 

Street art é fruto do projeto Protagonista, idealizado por Bruno Bernardes, da Ponto, e que consiste em uma plataforma para receber fotos de artistas de rua de todo o mundo. Para a Galeria Casa, Bruno selecionou o Coletivo Transverso e suas poesias capazes de quebrar a rotina cotidiana em espaços públicos, as imagens feitas com fuligem e impressas nos muros da cidade por Marcelo Calango, o colorido dos grafites de ONIO e os desenhos carregados de mensagens políticas de Ester. 

Athos lúdico

Na Fundação Athos Bulcão, Victor Zaiden e Renata Reis, estudantes de artes na Universidade de Brasília, mergulharam no viés lúdico da obra de Athos Bulcão para montar Athos etc. Sob supervisão da curadora e professora Ana Avelar, a dupla escolheu pinturas, máscaras, peças de figurinos para teatro e desenhos na linha do lúdico.


Olho e contenta-me ver
Exposição de Nick Elmoor. Visitação até 29 de junho, de segunda a quarta, e sexta, das 14h as? 20h. Quinta, das 14h as? 21h, e sabado?, das 14h as? 20h, na Galeria Baixo Cobogó (Cobogó Mercado de Objetos: SCRN 704/705 bloco E lojas 51/56)

Athos etc
Visitação até 30 de agosto, de segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábado, das 10h às 17h, na Fundação Athos Bulcão (CLS 404 Bloco D Loja 1), seg. a sex., das 9h às

Onde se formam as lembranças e Street Arte
Visitação até hoje, de 14h às 22h, na Galeria Casa (CasaPark – 1º Piso, corredor do Espaço Itaú de Cinema)
 
 

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