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Correio Braziliense

Morre DJ Tydoz, pioneiro e referência na cena hip-hop do DF, aos 46 anos

Tydoz era considerado um dos mais importantes atores da cena hip-hop nacional, oriundo do DF. Ficou conhecido por excursionar com GOG e Japão (Viela 17) e lançar a coletânea 'Arsenal sônico'


postado em 11/07/2019 16:01 / atualizado em 11/07/2019 16:00

Dj Tydoz, em São Paulo, em 1996, com GOG e Japão (com quem excursionava na época), Thaíde, DJ Hum X (Câmbio Negro) e Fábio Macari(foto: Japão/Arquivo Pessoal)
Dj Tydoz, em São Paulo, em 1996, com GOG e Japão (com quem excursionava na época), Thaíde, DJ Hum X (Câmbio Negro) e Fábio Macari (foto: Japão/Arquivo Pessoal)
Morreu na noite da última quarta-feira (10/7), aos 46 anos, o DJ Niquele Moura Siqueira, conhecido como DJ Tydoz (TDZ), em decorrência de um acidente entre a moto que ele pilotava e outro automóvel, no viaduto da estação Park Way do BRT, na altura da quadra 14. Tydoz morreu no local do acidente. 

Oriundo do DF e considerado um dos mais importantes DJs da cena hip-hop nacional, Tydoz tocava com o rapper GOG em excursões nacionais e foi o criador do Arsenal sônico, uma coleção de discos com efeitos, frases e batidas que foi utilizada por inúmeros DJs do país. 
 
Em entrevista ao Correio, o rappar Japão (Viela 17) falou sobre amigo e colega de movimento: "Eu o conheço há muitos anos. Foi DJ na época que eu trabalhava com GOG, ajudou na produção do disco que nós, do Viela 17, lançamos em 1996. Foi um dos caras que ajudou a produzir o sampler da música E se esse som estourar?, uma canção nossa com DJ Hum, e ele fez os scratchs também, uma batalha de scratchs entre os dois DJs. Toda vez que nos trombávamos, falavámos sobre o Flamengo, familia, e rap. Rolava um respeito mútuo entre nós, dentro da cultura hip hop, um carisma", conta.
 
"Ele foi um dos pioneiros na cena do DF como DJ. Um cara que pegava muito o empreendedorismo, de agir de forma independente, mexer com gravadora de forma bem forte e indepentede. Tinha uma coletânea, que foi do um até o cinco (Arsenal sônico), ele fazia isso do próprio bolso! Ele mesmo pagava a prensa, com dificuldade, às vezes não vendia, mas ele presenteava os DJs, para que eles conhecessem as vinhetas. Em termos de performance, como DJ, pra mim, ele era o melhor", completa Japão. 
 
O velório ocorre nesta quinta-feira (11/7), das 14h às 17h, na Capela de Nº 6 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul
 
*Estágiario sob supervisão de Adriana Izel 

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