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Correio Braziliense

Nova produção da Disney promete revitalizar o poder de 'O Rei Leão'

O longa estreia nesta quinta-feira


postado em 17/07/2019 07:00 / atualizado em 17/07/2019 07:42

Mufasa, pai de Simba em 'O Rei Leão', tem a voz do ator James Earl Jones na versão americana(foto: Disney Enterprises/Divulgação)
Mufasa, pai de Simba em 'O Rei Leão', tem a voz do ator James Earl Jones na versão americana (foto: Disney Enterprises/Divulgação)


Impactar com o elemento da surpresa uma história de sucesso sacramentada nos cinemas, há mais de 25 anos, é o desafio do diretor Jon Favreau, ao trazer O Rei Leão para a tela grande. O protagonismo de animais, desta vez em live action, foi mais do que convincente, aos olhos da atriz Alfree Woodard, que deu voz à rainha matriarca, a leoa Sarabi. “A admiração não será apenas dos pequenos: nós, que somos mais velhos, não sabíamos que era possível gerar esse tipo de realidade no cinema. É como tomar sorvete pela primeira vez”, comparou a atriz de 67 anos, na divulgação do filme que chegará amanhã aos cinemas.

Ator celebrado por ter dado voz a um dos pais mais perversos da história do cinema, Darth Vader, o ator James Earl Jones — que em O Rei Leão turbina de emoção as falas do icônico rei Mufasa, é quem simplifica: “O Rei Leão é uma história universal sobre pai e filho”. Professor na cidade de São Sebastião, aos 29 anos, Leonardo Leal Júnior endossa a visão, com apego à primeira versão de 1994, quando assistiu pela primeira vez. “Na vida, devo ter visto o filme, desde os 4 anos, umas 150 vezes. Na animação, os leões eram bem-feitos e também tinha Timão e Pumba (amigos de Simba, o leão que puxa o título do longa, escorado na trama de sucessão de reinado na selva). Como não gostar dessa dupla?”, comenta.

A expectativa do professor com o novo longa está alta. “Acredito que será o melhor live-action da Disney: há avanços da tecnologia, com emoções diferentes. Mas o original tem seu charme. Acho que vou rir muito, como no original, e não quero chorar muito na morte do Mufasa. O Rei Leão mostra que todos temos um papel fundamental no ciclo da vida. Como biólogo, utilizo muito isso nas aulas de ecologia. Usei o filme em várias provas que apliquei”, conta Leonardo Leal Júnior.

Lições que brotam do passado, a relatividade da valentia, a validade de sonhos e um bordão (“hakuna matata”), atrelado a impacto motivacional, duelam com a ambição que movimenta grande parte da trama, a partir do vilão Scar, o leão ressentido (tio de Simba) que se vale da inteligência para arquitetar golpes no destino de Simba e de Mufasa. Uma das promessas de mudança na nova versão concerne às afiadas hienas, plenas, quando se aliam ao antagonista. A perversa hiena Shenzi atua como liderança, enquanto, com divergentes capacidades de raciocínio, as outras, Azizi e Kamari, representam o perigo.

As hienas canalizam muito da mensagem do filme, imerso na representação da faceta ruim de alguns seres vivos. Matriz para um musical da Broadway (que passou a faixa das 9 mil apresentações), O Rei Leão, vale reforçar, teve roteiro desenvolvido por duas mulheres (Irene Mecchi e Linda Woolverton), ao lado de Jonathan Roberts. Isso, há 25 anos.

Mesmo diretor de Mogli: O menino lobo (2016), Jon Favreau é quem arremata propósito e metas no filme. “Há uma tradição muito rica em torno do material da marca O Rei Leão. Nós estamos lidando com arquétipos e lutas que remontam a Hamlet, de Shakespeare. Traição, amadurecimento, morte e renascimento — os ciclos da vida — são a base de todos os mitos no mundo inteiro. Contamos ainda com fortes elementos emotivos do calibre da música africana”, disse em entrevista à imprensa internacional.

* Estagiária sob a supervisão de José Carlos Vieira



O que esperar


“O Rei Leão está entre minhas três animações favoritas. É um filme que transmite a lealdade dos animais, e revela como eles se relacionam entre si. Na mistura do fictício com a realidade, diversas mensagens são transmitidas. Assisti ao musical pela internet e tinha DVDs dos filmes, além do interesse de comprar todos os livros que ampliem a história da animação. Tenho nas músicas e no filme o marco de um dos meus relacionamentos, em que cantávamos juntas e repetíamos as falas do desenho; diria que foi um filme que balizou muito do meu lado emocional.”
Rafaela Mota Fernandes, 19 anos, estudante


“Foi um dos primeiros filmes que realmente me impactaram. No último ano, acho que vi entre 15 e 20 vezes. Na adolescência, apresentei o filme a um amigo meu, que se recusava a ver, por achar que fosse de criança — ele chorou quando o Mufasa morreu; coisa que eu parei de fazer depois da quinta vez que assisti. Espero que o novo filme siga fielmente a animação. Tem mensagens importantes como a de que, às vezes, pessoas em quem confiamos nos traem. Mostra ainda que nossa vida dá reviravoltas inusitadas. E que, mesmo nos momentos mais tristes, sempre há quem queira nos alegrar.”
Matheus Felipe Brum, 19 anos, empresário
 
 
 

A animação
Em 1994, não teve igual: O Rei Leão foi o filme mais assistido no mundo inteiro. O êxito se estende em muitas das colocações ocupadas pela animação. Até hoje, é o 42º filme mais visto ao redor do mundo, ocupando a quarta posição entre animações mais assistidas nos Estados Unidos e ainda fica entre os 20 longas mais populares, em meio aos norte-americanos.


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