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Correio Braziliense

Violonista Manassés de Sousa comemora os 65 anos com grande show

Apresentação traz repertório com clássicos de músicos cearenses


postado em 18/07/2019 06:10 / atualizado em 18/07/2019 07:39

(foto: Valeria Carvalho/Divulgação)
(foto: Valeria Carvalho/Divulgação)
 
Nordeste, região de inúmeras belezas e polo musical que agracia o país com grandes artistas. O Ceará não fica de fora, a chamada Terra da Luz deu ao Brasil músicos como Belchior, Fagner e Ednardo. Não podemos nos esquecer de Manassés de Sousa, importante violonista cearense que reside na capital federal desde 2011. O músico completa 65 anos em 26 de julho e, para comemorar, realiza um grande show hoje na Apcef, às 20h.

Natural de Maranguape, Ceará, também terra do saudoso Chico Anysio, o instrumentista relembra as origens cearenses neste show comemorativo. Manassés vai contar com a ajuda de Myrlla Muniz (vocal), João Marinho (violão), Marcílio Homem (violão), Ocelo Mendonça (violoncelo), Paulo Façanha (vocal), Aparecida Silvino (vocal), Silvino Filho (vocal), Pedro Almeida (bateria) e Igor Diniz (baixo), todos músicos cearenses, que apresentarão clássicos de Fausto Nilo, Ednardo, Belchior, entre outros músicos naturais do estado. Haverá espaço também para outras canções. “Terá música do mundo todo, além de autorais. Vai ter instrumental, vou tocar Piazzolla, Beatles, entre outros. Vai ser uma noite muito boa”, garante Manassés.

O que distingue a música cearense para as demais, segundo Manassés, é a poesia. “O grande diferencial é a poesia, que é muito forte, dessa leva da música cearense como Belchior, Fausto Nilo, Fagner e Brandão. Ela chegou e ficou”.

O inicio

Manassés de Sousa é um exímio violonista, dedilha as cordas de maneira primorosa. A maneira como toca é resultado da extensa carreira. Começou a tocar aos 4 anos de idade, utilizando escondido o violão do irmão. “Meu irmão tocava violão. Quando ele não estava em casa, eu pegava e começava a tentar tocar e foi assim que comecei. Ele era muito ciumento, um dia me pegou tocando e me deu uns tabefes. Meu pai chegou e eu disse que sabia tocar, ele disse para eu tocar e se eu não soubesse eu apanharia de novo. Acabei tocando uma música e então ele me autorizou a usar o violão”, lembra o músico.

O pai, então, o levou para tocar na Praça do Ferreira, em Fortaleza. “Toquei por uns 40 minutos, começou a ter bastante gente. Meu pai passou o chapéu e conseguimos muito dinheiro, fomos numa loja de música e compramos meu primeiro violão com aquele valor que ganhamos”, conta. A partir daí a carreira profissional começou e permanece até hoje como a principal atividade de Manassés. “Fui presenteado com a música, ela me deu uma profissão. É o ar que respiro, é tudo na minha vida, nunca fiz outra coisa”, disse.

Durante toda a trajetória, esteve ao lado de grande artistas da música brasileira, como Fagner, Chico Buarque, Zé Ramalho, Gal Costa, Nara Leão, entre outros. “Fagner é muito importante na minha carreira. Ele produziu meu primeiro disco, em 1979, e trabalhamos juntos por muito tempo”, conta Manassés de Sousa.

*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco




Manassés 6.5: do Ceará ao Lago Paranoá
Quiosque da APCEF (SCEN, Tc. 3, cj. 3, lt. 2A/2B). Hoje, às 20h. Couvert a R$ 20. Classificação indicativa livre.

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