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Correio Braziliense

Apresentações de música instrumental ocupam diferentes pontos da cidade

Em sua primeira edição, o 'Festival Música não é barulho | Música transforma' dá visibilidade à música instrumental


postado em 21/07/2019 06:15 / atualizado em 19/07/2019 20:38

O festival reúne artistas nacionais e locais, entre eles a banda Aiure, em diferentes locais da cidade(foto: Thaís Mallon/Divulgação)
O festival reúne artistas nacionais e locais, entre eles a banda Aiure, em diferentes locais da cidade (foto: Thaís Mallon/Divulgação)


Piano, berimbau, violão, saxofone e as muitas possibilidades da música instrumental ocupam praças, quadras e setores de Brasília no primeiro Festival Música não é barulho | Música transforma. A partir de hoje, o evento oferece apresentações ao vivo de nomes locais e de várias partes do Brasil, debates e ações gratuitas com caráter social e cultural para profissionais do setor e, principalmente, para os amantes de um bom som.

O músico Esdras Nogueira é o responsável pelo festival. Para ele, tudo começou com a ideia de promover o intercâmbio artístico. “Crescemos muito enquanto comunidade cultural. Também queremos levar as bandas para tocar em outros lugares, não só os grandes palcos”, explica. Como o próprio nome anuncia, a proposta é mostrar que existe uma coexistência pacífica entre a vida cultural de uma cidade e seus moradores. “Brasília teve e tem problemas com a Lei do Silêncio, que precisa ser resolvida, vários estabelecimentos fecharam. Vamos fazer em algumas casas até para valorizar os lugares que dão espaço para a música”, complementa o músico. 

Para a primeira edição do festival, Nogueira focou, como critério curatorial, no que é inovação no cenário. “Buscamos novidades, a nova música instrumental brasileira, jazz, chorinho, algo mais eletrônico”, descreveu. Entre eles, o Duo B.A.V.I. - Berimbau Aparelhado Violão Inventável, composto pelos músicos João Almy de Almeida e Anderson Petti. A proposta é definida por eles como “uma experiência sensorial que não limita o ouvinte e não nos limita”. Com apresentação marcada para hoje, no Clandestino Café, o duo abre o evento e também faz sua estreia na capital federal. 
 
Da Bahia, o Duo B.A.V.I. abre o festival(foto: Matheus Leite/Divulgação)
Da Bahia, o Duo B.A.V.I. abre o festival (foto: Matheus Leite/Divulgação)
 

“Nosso projeto tem um caráter híbrido, que se encaixa nesse perfil de música instrumental. Para nós, participar do festival é um reconhecimento muito grande”, comenta João. Os dois tocam juntos há três anos e possuem uma sonoridade singular. “A gente não se restringe a usar os instrumentos - berimbau e violão de corda. Manipulamos outros sons, vamos criando camadas ao vivo, usamos gírias da Bahia”, descreve o artista. Em Brasília, o Duo B.A.V.I. traz as músicas do último EP, Que onda é essa?, lançado em 2018, e outras melodias e composições.


Nomes locais e nacionais


O Festival Música não é barulho | Música transforma reúne ainda, de Pernambuco, Amaro Freitas, pianista que renovou o jazz brasileiro; Thiago França, do grupo Metá Metá e Mariá Portugal, da Quartabê; de São Paulo, Aeromoças e Tenistas Russas; Henrique Band e Daniela Spielmann do Rio de Janeiro, além de alguns artistas da cidade. A trupe de brasilienses é formada por Dillo, Passo Largo, Junior Ferreira, Pablo Fagundes, Bruno Gafanhoto Trio, Choro da Resistência, Muntchako, Aiure, Larissa Umaytá, Rodrigo Bezerra e o projeto Re.Me.Xe. de música instrumental para dançar seguido de Jam Session. 

Na ocasião, Esdras Nogueira aproveita para brindar o público com o lançamento do disco Transe, no qual faz uma releitura do CD homônimo de Caetano Veloso. O idealizador do evento também alia música e gastronomia. Batizado de Coma Lá em Casa, o projeto gastronômico, capitaneado por ele e por Mariana Cardoso, também terá espaço cativo no evento. “Cada lugar vai oferecer um prato e uma bebida pensados para complementar a música. Assim como as canções, os sabores mexem com os sentimentos e trazem à tona coisas boas”, justifica Nogueira.

A primeira etapa do festival ocorre durante uma semana em Brasília, entre os dias 21 e 27 de julho, com 13 apresentações e quatro rodas de debates sobre o mercado da música. Ao organizar um encontro de instrumentos e suas possibilidades, o músico dá visibilidade ao gênero que, para ele, tem espaço e receptividade do público.

Para o baiano João Almy, apesar da dificuldade de disseminação em algumas localidades do país e dos músicos não terem um repertório conhecido, o público se envolve tanto quanto em um show de música cantada. “Essa iniciativa é muito importante e mostra para as pessoas a diversidade da música instrumental, como a gente sabe que é a música brasileira de um modo geral”, pontua.


Musicalização


Em um segundo momento, Esdras quer ir além do que se conhece no universo da música. Sair do palco e levar as canções para um outro tipo de público. A ideia é incorporar ao festival atividades musicais pensadas para hospitais, escolas públicas, creches e orfanatos. “A música transforma, transforma o ambiente, traz vida, segurança e tem o poder de cura. Quase todo mundo que está no evento já faz esse trabalho, vamos agregar ao projeto. O Música Transforma visa à formação, à inserção social e à melhoria de vida por meio da música”, afirma. 

Serviço

Festival Música não é barulho | Música transforma
De hoje até dia 27 de julho, em diferentes locais de Brasília. Entrada franca e livre para todos os públicos. 
 
21 de julho 
Duo Bravi
Clandestino Café (CLN 413, bloco D), às 16h30
Entrada franca e livre para todos os públicos

Passo Largo + Junior Ferreira Pablo Fagundes
Galeria Mundo (CLN 413, bloco D), às 18h
Entrada franca e livre para todos os públicos
 
22 de julho 
Henrique Band Dudu Maia Diego Marx Thiago França 
Gentil - Café, Pausa & Prosa (CLS 410, bloco B, loja 36), a partir das 15h30  
Entrada franca e livre para todos os públicos

23 de julho
Thiago França Mariá Portugal
Eye Patch Panda (CRS 514 bloco A loja 16 - W2 Sul), às 21h 
Entrada franca e livre para todos os públicos

Henrique Band e Bruno Gafanhoto Trio
HugHub (SCS, quadra 1), às 19h
Entrada franca e livre para todos os públicos

24 de julho
Re.Me.Xe - Música instrumental para bailar Jam Session
Birosca Conic (SDS), às 22h
Entrada franca e livre para todos os públicos

25 de julho
Daniela Spielmann Choro da Resistência
Quituart (Canteiro Central do Lago Norte, às 20h
Entrada franca e livre para todos os públicos

Dillo Guitarráfrika 
Eye Patch Panda (CRS 514 bloco A loja 16 - W2 Sul), às 21h
Entrada franca e livre para todos os públicos

26 de julho
Aeromoça e Tenistas Russas
Cervejaria Criolina (SOF sul), às 22h 
Entrada franca e livre para todos os públicos

Muntchako
Cervejaria Criolina (SOF sul), às 23h30 
Entrada franca e livre para todos os públicos

27 de julho
Larissa Umaytá e Rodrigo Bezerra
Pracinha da Piauíndia (Acampamento DFL, rua 5, Vila Planalto), às 15h30
Entrada franca e livre para todos os públicos

Amaro Freitas
Pracinha da Piauíndia (Acampamento DFL, rua 5, Vila Planalto), às 16h30
Entrada franca e livre para todos os públicos

Aiure
Cervejaria Criolina (SOF sul), às 22h 
Entrada franca e livre para todos os públicos

Esdras Nogueira
Cervejaria Criolina (SOF sul), às 23h 
Entrada franca e livre para todos os públicos


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