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Correio Braziliense

Di Ferrero mostra nova faceta no EP 'Sinais - Parte 1'

Em entrevista ao Correio, o cantor e compositor falou sobre o novo momento da carreira


postado em 29/07/2019 06:10

Em primeiro material solo completo, Di Ferrero aposta em diversidade de gêneros como o pop rock, o hip-hop e até o reggaeton(foto: Marcelo Nunes/Divulgação)
Em primeiro material solo completo, Di Ferrero aposta em diversidade de gêneros como o pop rock, o hip-hop e até o reggaeton (foto: Marcelo Nunes/Divulgação)
O sul-mato-grossense Di Ferrero surgiu para o cenário musical como vocalista e líder da banda de rock NX Zero no início dos anos 2000. Após mais de 10 anos à frente do grupo, o cantor e compositor anunciou a pausa e o início de uma carreira solo. A estreia do projeto foi em 2018 durante o festival Planeta Atlântida. Desde então, Di lançou singles, fez shows e começou a trabalhar para encontrar o norte dessa nova fase.

“Foi um processo intenso e profundo, eu diria. Porque primeiro tive que encontrar algo que eu realmente queria fazer, o que eu sabia na música e conseguir chegar nesse som que eu falaria: “era isso”. Fiz música para caramba. Desde a pausa do NX Zero, fiquei compondo, tentando entender qual era o caminho. Fiz muita música. Antes disso, pensei em nem fazer. Pensei em viajar, tirar um ano só escutando música e viajando. Até que vi que não consigo ficar sem fazer nada. Esse processo todo foi importante para chegar agora em Sinais e essa primeira parte do álbum”, revela Di Ferrero em entrevista ao Correio.

Esse longo percurso deu origem a primeira parte de Sinais, lançado neste mês nas plataformas digitais. Composto por seis faixas, o EP mostra a versatilidade de Di Ferrero, que passeia pelo pop rock, hip-hop, reggaeton e música eletrônica. Em relação às letras, o artista também vai por vários caminhos, desde canções de autoconhecimento como Viver bem e Diamante raro, e músicas mais românticas a exemplo de Seus sinais e Vou te levar. “Sinais é um disco de intuição. Eu tô fazendo e vivendo o momento de me encontrar mesmo. De entender quem é o Di, o que eu quero, onde quero chegar e o que quero falar. Agora estou mais confiante. O conceito visual do disco passa por esse caminho de universo, de energia, todo esse lance. O show será em cima dessa ideia. E as músicas também são sobre esse processo que passei. As letras que fiz são vomitadas em cima do que eu tava passando”, afirma o cantor.

Trabalho em conjunto 

Apesar de autobiográfico, Sinais conta com participação de diferentes artistas da música, que se uniram a esse processo. Seus sinais, música que inspirou o nome do álbum, é uma composição do cantor com o multi-instrumentista Vinicius Nallon, que já trabalhou com Projota. Em Diamante raro, Di retoma parceria com o instrumentista e produtor Gee Rocha, companheiro de NX Zero. Não é tarde demais é uma produção do trio Ruxxell, Sergio Santos e Pablo Bispo, nomes responsáveis por hits de artistas do pop atual, como IZA, Pabllo Vittar e Lexa. O duo Tropkillaz, de Zé Gonzales e André Laudz, participou da concepção de Vou te levar.

“Peguei pessoas que conheço e que têm na sua essência esse conceito de banda, que entendem de onde eu vim. Todos os produtores fizeram as músicas comigo e, cada canção tem um produtor diferente. Eu fiz questão de participar de todo o processo, desde a composição à mixagem. Eu demorei um pouco, mas agora saquei qual é o caminho que quero seguir. Até por isso já tenho as músicas da segunda parte do EP”, completa Di Ferrero.

Além de ter trabalhado com produtores e compositores distintos, o artista contou com duas “participações especiais” em Sinais: Lulu Santos e Elba Ramalho, que, apesar de não cantarem com Di, tiveram uma importância no material. “Fui gravar o Só toca top para lançar a música Seus sinais (exibido no sábado, 20 de julho). O nome era outro, O sol não saiu mais. Só que eu não estava feliz, mas não achava outro nome. Não conseguia ver outra alternativa. Eu estava subindo para gravar a música e o Lulu (Santos) tinha acabado de chegar. Ele é um grande mentor pra mim e uma pessoa que conheço há muito tempo, sempre saímos juntos, conversamos sobre tudo. Ele estava ocupado, mas eu bati na porta do camarim e fui entrando. Ele viu que eu estava angustiado e me chamou para tomar um café. Mostrei a música, até falei outro nome Eu te encontrei. Ele ouviu a parte da música que fala “fico aqui tentando entender os seus sinais”. Disse que era bonito, poético e mudou para Seus sinais. Cinco minutos antes de tocar a música pela primeira vez, a gente trocou o nome. E foi tão forte que acabo sendo o nome do disco”, conta.

Já a forrozeira Elba Ramalho teve a própria casa como cenário da composição de Viver bem, faixa essa que será o pontapé para a segunda parte de Sinais, que já está gravada. “Sempre fui um artista de álbum. Inclusive, estou chamando esse EP de álbum. Essa é só a primeira parte. Gosto de ter um conceito inteiro, de contar uma história com começo, meio e fim. Esse conceito inteiro de Sinais está na primeira parte, mas está chamando para o álbum”, defende.

Sobre a nova turnê, Di Ferrero deu início em show em São Paulo. Depois, o cantor deve rodar o Brasil inteiro. Mesmo sem ter uma data já marcada, ele pretende passar por Brasília, cidade a qual ele esteve há alguns dias para participar do tributo ao grupo Charlie Brown Jr., no projeto Tamo Aí Na Atividade, que teve apresentação no fim de semana de abertura do evento Capital Moto Week, na Granja do Torto.

“Sozinho só fui a Brasília em evento corporativo e fechado. Mas quero levar Sinais para a galera. É um show bem dinâmico, em que toco minhas novas e algumas coisas do NX Zero. Tô a fim de tocar em Brasília. Tenho uma lembrança da primeira vez que fui tocar aí. Fomos numa van, estávamos em uma turnê que passava por Uberaba, Uberlândia e Brasília. Eram duas bandas e mais o NX Zero, com todo mundo dormindo em van. São desses perrengues absurdos que os artistas lembram. Mas é muito legal”, diz.

Sinais — Parte 1
De Di Ferrero. Universal Music, 6 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

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