Publicidade

Correio Braziliense

Grande nome do blues, Robert Cray se apresenta no Festival BB Seguros

Ao Correio, o artista revelou estar ansioso para retornar ao Brasil depois de 10 anos


postado em 01/08/2019 06:10 / atualizado em 31/07/2019 19:52

O guitarrista Robert Cray se apresenta em Brasília, acompanhado da sua The Robert Cray Band, no Festival BB Seguros de Blues e Jazz(foto: James L.Bass/Divulgacao)
O guitarrista Robert Cray se apresenta em Brasília, acompanhado da sua The Robert Cray Band, no Festival BB Seguros de Blues e Jazz (foto: James L.Bass/Divulgacao)
Dez anos separam a última visita do músico Robert Cray ao Brasil. Uma das maiores referências mundiais do blues brinda o público brasileiro, este ano, com shows em quatro cidades acompanhado da sua The Robert Cray Band. “Normalmente, não demoramos muito para voltar a um determinado lugar. Estamos ansiosos. Faz muito tempo”, conta o guitarrista em entrevista ao Correio.

Em Brasília, Robert e a banda são as principais atrações da 5ª edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz. Partindo do conceito simples de reunir os amigos e a família em um ambiente agradável ao som de grandes nomes nacionais e internacionais, o evento ocorre este fim de semana no Parque da Cidade e é totalmente gratuito.

São mais de 40 anos de carreira, cinco Grammys no currículo e inúmeras canções nas paradas de sucesso da Billboard. Robert Cray se tornou um dos grandes representantes do blues e da música negra. O segredo? “Acredito que todos nós gostamos de tocar e nos divertimos”, resume o artista. 

Autor e compositor das canções, para ele, a boa música é aquela que transparece e respira a personalidade e a alma do músico. “A magia do blues está no fato de que é uma música honesta, sobre a vida das pessoas e como elas vivem. Quando você escuta, você escuta as pessoas colocando, realmente, os sentimentos nela”, afirma.

A relação de Robert Cray com esse tipo de arte começou ainda na infância. Em casa, ele ouvia, com a família, os discos de R&B, jazz e ícones como Ray Charles. Aos domingos, a influência era a música gospel. Contudo, foi o som de John Lennon e George Harrison, guitarristas dos Beatles, que determinou o sonho de Cray. “Quando os Beatles apareceram, eu queria uma guitarra como todo garoto que conhecia. Ouvíamos o que eles tocavam na rádio e tudo o que queríamos era tocar”, relembra. Aos 15 anos, ele e os amigos redescobriram o blues, com as canções de Buddy Guy e B. B. King. “Voltei para a casa dos meus pais e, de repente, os discos começaram a desaparecer. Eles não ouviam, então eu pegava”, acrescenta aos risos.

Mesmo com as referências do pop, do rock e da “invasão britânica”, com Beatles, Rolling Stones e Jimi Hendrix, Cray não deixou de lado a representatividade da black music. Nos Estados Unidos, na América, uma parte do gênero tem referência política. “Temos que trazer essa mensagem. Temos que atingir as pessoas, porque o objetivo do blues, da soul music é compartilhar o que está acontecendo, é ajudar a lidar com as situações e os problemas”, avalia. 

Bossa nova


Da música brasileira, o norte-americano confessa não conhecer muito, sobretudo, do que é feito atualmente. O último artista brasileiro que viu tocar foi Ivan Lins em um show na Califórnia. Anos antes, um dos guitarristas da sua banda, lhe apresentou o som do violonista Baden Powell. “Me tornei um grande fã. Tenho vários álbuns em casa. Também gosto de Chico Buarque e João Gilberto. Fiquei muito triste ao saber que ele morreu. João GIlberto mostrou ao mundo sons incríveis”, conta.

Com elementos do pop, do rock dos anos 1970, do funk e da música negra em geral, Robert Cray é autor de um blues singular. Apesar da voz lembrar Otis Reeding, ele toca com simplicidade e elegância. Além da sua inseparável guitarra, o norte-americano chega a Brasília acompanhado por Richard Cousins (baixo), Dover Weinberg (teclados) e Terrence Clark (bateria), The Robert Cray Band.


Festival BB Seguros de Blues e Jazz

Sábado, 3 de agosto, das 14h às 22h, no Estacionamento 4 do Parque da Cidade (CES- Eixo Monumental Sul- s/nº-). Classificação indicativa livre. Entrada gratuita. 






Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade