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Correio Braziliense

No Dia dos Pais, a banda o bardo e o banjo retorna à capital com som único

A banda mistura folk, rock, bluegrass e música caipira. Ela se apresenta no Brasas Festival


postado em 10/08/2019 06:15 / atualizado em 10/08/2019 18:19

O bardo e o banjo mistura folk, rock, bluegrass e música caipira(foto: O bardo e o banjo/Divulgação)
O bardo e o banjo mistura folk, rock, bluegrass e música caipira (foto: O bardo e o banjo/Divulgação)
 
Bluegrass, gênero popular e tradicional norte-americano. Provavelmente, você não está familiarizado com o termo, mas já deve ter ouvido em produções cinematográficas ou até mesmo em clássicos desenhos animados, como em Tom & Jerry. É um estilo que utiliza instrumentos como o banjo, mandolin, violino e baixo acústico e cativa com um som que não deixa ninguém parado! É justamente neste caminho que trilha a banda paulista O bardo e o banjo, que trouxe esse estilo algumas vezes à capital e retornam neste domingo de Dia dos Pais no Brasas Festival.

Com dois discos totalmente autorais, Homepath (2014) e, o mais recente, O tempo e a memória (2018), o grupo — formado por Wagner Creoruska Jr. (banjo e vocal), Marcus Zambello (mandolin e vocal), Maurício Pilcsuk (baixo acústico e vocal) e Peter Harris (violino) — formou-se de maneira contrária de como costumam nascer as bandas. Era para ser uma empreitada solo de Wagner, que comprou um banjo em meados de 2010 e partiu para a Inglaterra. Lá, o músico teve contato com a banda Hayseed Dixie, banda americana que faz covers de grandes nomes do rock, como AC/DC e Green Day na pegada do bluegrass, e se interessou pelo gênero musical e foi aprendendo com o estilo.

De volta ao Brasil, em 2012, com o intuito de apresentar aos brasileiros o estilo que aprendera, levou seu banjo às ruas de São Paulo, afinal, não havia espaço para tocar o gênero ainda desconhecido por grande parte da população. Começaram a perguntá-lo qual era o nome, ele, então, se autodenominou O bardo e o banjo. A ideia era realmente estar solo, como demonstra o nome no singular, no entanto, um dia, um violinista juntou-se a ele na rua e começaram a tocar juntos e, como harmonizou, a banda começou a crescer.

Língua materna

Antes, as músicas, até mesmo autorais, eram todas em inglês. Com o último álbum, houve um trabalho de desconstrução e trouxeram o português para as canções. “Foi um processo estranho pra gente, desde o começo eram músicas em inglês. Era uma resistência nossa, achávamos que ia ficar esquisito e tínhamos receio de arriscar nosso trabalho, se ficasse ruim, tinha que jogar fora e voltar tudo”, conta o mandolinista Marcus Zambello. “Foi uma doidera, mas no final gostamos.” Hoje, a autenticidade está intrínseca no quarteto, que mistura o bluegrass com a música caipira brasileira e o rock.

No repertório, o público terá contato não só com músicas autorais do grupo, mas também covers de canções famosas. “Como não somos tão conhecidos em Brasília, a gente acaba sendo uma surpresa para o público. Quem não nos conhece não espera esse estilo. Será um show mesclado, alguns covers e algumas músicas caipiras brasileiras”, diz Marcus.

Então prepare-se, pois o ritmo acelerado e dançante do folk, rock e bluegrass de O bardo e o banjo vai animar o domingão, com direito a muito churrasco e cerveja! Caso queria conhecer um pouco mais sobre a banda, os álbuns e EPs do grupo estão disponíveis no serviço de streaming Spotify.

*Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira


Brasas Festival
Estacionamento 4 do Parque da Cidade. Amanhã, das 11h às 20h. Ingressos a R$ 520 (inteira), R$ 260 (meia-entrada) e R$ 1.000 (grupo de cinco pessoas — meia-entrada), valores referentes ao quarto lote. Crianças menores de 10 anos não pagam. Vendas no site www.sympla.com.br. Classificação indicativa livre.

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