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Correio Braziliense

Saiba mais sobre a cantora que representa Brasília no The Voice Brasil

Carioca radicada na capital federal, Rosana Brown está na oitava temporada do programa


postado em 17/08/2019 06:40

Rosana Brown integrará o time de Michel Teló na competição(foto: Isabella Pinheiro/Divulgação)
Rosana Brown integrará o time de Michel Teló na competição (foto: Isabella Pinheiro/Divulgação)

Rosana Brown, 47 anos, bem que tentou não se tornar cantora, mas a música a puxou pelas mãos há 12 anos. O estalo foi a morte do pai, um multi-instrumentista, que sempre a incentivou a seguir seus passos. “Ele tocava vários instrumentos. Trompete, teclado, violão. Quando viemos para Brasília, eu tinha repugnância à música, porque meu pai sempre tocou e era paupérrimo. Eu não queria ser pobre a vida toda. Eu cantava nas festas de família e meu pai insistia comigo. Até que, quando meu pai faleceu, tomei isso como propriedade. Apossei-me dos instrumentos e dos song books dele. Ele, infelizmente, que insistiu tanto, não viu. Mas peguei forte com a música e está aí, está acontecendo”, comemora.

Na noite da última quinta-feira, a carioca, radicada em Brasília, virou a cadeira de Michel Teló durante o último dia de audições às cegas do The voice Brasil, se tornando a única representante brasiliense da oitava temporada do reality show da Rede Globo. Penúltima a se apresentar no programa, Rosana cantou o samba Mais quem disse que eu me esqueço, de Dona Ivone Lara. Canção um pouco destoante do repertório característico da artista, que costuma cantar jazz, pop internacional e bossa nova nas apresentações pela cidade. Mesmo assim, ela diz: “me apropriei da música, fui lá e defendi”.

A boa execução do samba garantiu a vaga na competição musical, sob elogios do sertanejo Michel Teló. “Parabéns pelo que você traz e o que você representa, pela verdade que você traz no seu canto”, afirmou o técnico logo após a apresentação da artista, que segue para a próxima fase do programa, as famosas Batalhas, em que participantes do mesmo time se enfrentam para continuar na disputa e tem início na próxima terça-feira.

Essa foi a primeira edição em que a artista se inscreveu. Apesar de muitos amigos insistirem, ela conta que nunca tinha tido esse sonho. O motivo era o medo. “É engraçado, porque todo mundo falava para me inscrever. Mas eu nunca tive vontade, porque se tem uma coisa que tenho medo é de me decepcionar. Quando você está sendo julgado e está em voga, você está suscetível à decepção”, analisa. Mas o tal medo foi superado no ano passado, quando ela resolveu se inscrever sem qualquer pretensão de passar. “Três meses depois recebi o comunicado. Eu já tinha esquecido. Três meses depois fui saber que estaria no programa. Bem ou mal, estou nessa desde setembro do ano passado”, explica.

Rosana Brown se une ao time de brasilienses com passagem pelo The voice. Na primeira temporada, a cantora Ellen Oléria entrou no programa e se tornou a primeira vencedora do reality. Durante as sete temporadas, a atração teve nomes como Dhi Ribeiro, Nãnan Matos, Babi Ceresa, Gustavo Trebien, Gabriel Correa e Deborah Vasconcellos.

Trajetória

Apesar de ter ficado conhecida pelo Brasil todo ontem, a carreira de Rosana Brown é duradoura em Brasília. Quando tinha 35 anos, ela começou a cantar profissionalmente. Inicialmente, fazia voz e violão com repertório de MPB. Cansada da mesmice, assumiu um novo desafio, cantar pop internacional. “Isso era muito novo na época. Só tinha o Emmerson Nogueira, que fazia isso profissionalmente. Desde então, fui me especializando em cantar música internacional de qualidade, que eu acho que é a mais antiga, dos anos 1980 aos anos 2000. Depois fui juntando com o jazz, que eu sempre gostei, com a bossa nova”, lembra.

Se consolidando no cenário, a cantora decidiu jogar tudo para o alto e mudar. Entrou para uma banda especializada em casamentos. Cantando apenas para os noivos e convidados, percebeu que não levava a música para todos, o que era o seu desejo. “Eu gosto de mostrar o meu trabalho. Fui para noite de novo, comecei pequeninha, com voz e violão em restaurantes como Coco Bambu e Oliver e isso vai agregando pessoas que gostam da noite como eu. Nessa onda de fazer restaurantes, que é esse público mais requintado, já estou há cinco anos. Não saí da banda. Faço isso aliado aos restaurantes, que hoje são o meu trabalho”, afirma. Semanalmente é possível conferir as apresentações de Rosana Brown no restaurante Ticiana Werner. Ela é atração fixa às segundas, quartas e sextas-feiras.

Antes da vida musical, Rosana Brown teve diferentes trabalhos. Foi segurança, trabalhou no Metrô, no DER e o último emprego convencional foi em uma gráfica. “Tudo que fui conquistando foi com muito sacrífico. Esses 12 anos me deram bagagem. Tudo é lição”, define.

*Colaborou Vinicius Nader
 
 
 
 
 


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