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Correio Braziliense

Livros 'Toca o barco' e 'Os nomes da rosa' terão lançamento em Brasília

As obras serão lançadas na cidade entre sábado e segunda-feira. Saiba mais!


postado em 17/08/2019 10:18 / atualizado em 17/08/2019 10:22

Ricardo Boechat: um dos grandes nomes do jornalismo contemporâneo (foto: Rede Bandeirantes/Divulgação)
Ricardo Boechat: um dos grandes nomes do jornalismo contemporâneo (foto: Rede Bandeirantes/Divulgação)

O ano de 2019 começou de forma avassaladora. Inúmeras tragédias assolaram o país: o rompimento da barragem em Brumadinho, incêndio no CT do Flamengo e a perda de notáveis que influenciaram a cultura brasileira são alguns exemplos. Dentre esses que nos deixaram está o jornalista Ricardo Boechat, figura conhecida por uma parcela enorme da população brasileira, afinal, participava cotidianamente da vida de cada um de nós, fosse via locução na rádio BandNews FM, fosse nas telinhas durante o Jornal da Band.

O competente e premiado jornalista, morto em fevereiro deste ano em um acidente de helicóptero, ganha uma merecidíssima homenagem que é lançada sábado (17/8), no Carpe Diem. O livro Toca o barco, organizado por Luiz André Alzer e Bruno Thys, reúne histórias sobre esse ícone do jornalismo contadas por amigos que conviveram e trabalharam com ele.

Ao todo, 32 colegas do jornalista prestaram suas homenagens neste livro, como José Simão que, por 13 anos, apresentou com Boechat o quadro Buemba Buemba, na BandNews FM; Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Bandeirantes; Sérgio Pugliese, que conviveu quando Boechat esteve no O Globo e eram companheiros das tradicionais peladas.

Não foi difícil para Luiz André e Bruno reunirem esse time que compõe o livro. “Nós tínhamos uma lista inicial, pessoas óbvias que tinham que estar no livro e, conforme fomos fazendo os convites, algumas pessoas iam sugerindo outras”, conta Luiz André Alzer, revelando que as histórias, contadas por esses ilustres convidados, não seguem um roteiro específico. “Deixamos a pauta livre, não tinha um direcionamento específico. A pessoa podia contar algum caso curioso que teve com Boechat, ou como ele enxergava o jornalismo. Tem, por exemplo, o caso do (Sérgio) Pugliese. Que não trabalhou diretamente com ele, mas se conheciam de uma turma que jogava pelada.”

Generosidade


Sob o título de Toca o barco, em referência ao bordão homônimo do jornalista, as histórias não têm a pretensão de esconder os defeitos de Boechat ou canonizá-lo. “Muitos mostram como ele era exigente, ranzinza, mal-humorado”, diz Luiz. “Surge em vários textos a generosidade do Boechat, que era algo que ninguém sabia. Esse lado dele espantou até mesmo a família, porque ele não contava que ajudava as pessoas”, completa.

Luiz André Alzer acredita que o legal de Toca o barco é que contém histórias divertidas e, ao mesmo tempo, emocionantes sobre o jornalista. Ele aponta que o livro “não é uma biografia, nem daria tempo de fazer isso. Claro, se alguém quiser encarar, acho que ele merece”.

Para o lançamento na capital federal, Luiz André convidou dois importantes colegas de Boechat para um bate-papo sobre o jornalista: Rodrigo Orengo, chefe de jornalismo da BandNews em Brasília e Rodrigo Taves, que dividiu um prêmio Esso com Ricardo Boechat em 1992. “É como se fossem capítulos extras, que não estão no livro”, ressalta.

Toca o barco
Lançamento do livro Carpe Diem (104 Sul). Sábado, às 16h. Bate-papo com os jornalistas Luiz André Alzer, Rodrigo Orengo e Rodrigo Taves, seguido de sessão de autógrafos. Preço do livro: R$ 40. Entrada franca. Classificação indicativa livre.
 

Os simbolismos do futebol


Ilustrado por um campo de futebol, o livro Os nomes da rosa, escrito pelo baiano Marcelo Torres, aborda a relação de amor e ódio vivida pelos brasileiros quando o assunto é futebol. Para alguns, o esporte é uma poesia que enche os olhos ao assistir, para outros é o motivo das discussões e desentendimentos entre os amigos, para outros um sonho distante. Apegado a esses sentimentos, o escritor apresenta em 14 crônicas as emoções que o futebol provoca nos amantes.

Desde pequeno, o jornalista se arriscava como jogador amador. Vindo da Bahia e morador de Brasília, o torcedor do Vitória resolveu unir os amores em um único lugar. “Eu fui um menino brasileiro que jogou muito durante a adolescência. Com certeza o futebol é uma das minhas paixões e, com Os nomes da rosa, fiz uma tabelinha entre duas paixões: a literatura e o futebol”, conta o escritor.

A fagulha que o motivou a correr atrás de publicar o livro foi a ideia de um amigo que o aconselhou a fazer um livro de crônicas sobre futebol. “É como se o futebol fosse uma metáfora do mundo, tem uma coisa lúdica, de brincadeira, de jogo. É também um negócio multilateral de milhões de coisas envolvidas”, afirma.

O título escolhido para a obra também é extremamente poético. “Na verdade, a palavra rosa traz diversos significados, os mais visíveis para nós é o nome dado a uma mulher, a uma flor e a uma cor. No entanto, para os livros de símbolos, ela dá nome a várias coisas, como a paixão. A rosa abre um leque de leituras que eu quero fazer com o futebol”, conta Marcelo.

Os nomes da rosa
Lançamento segunda-feira, 19, das 18h30 às 22h30. Local: Restaurante Carpe Diem, 104 Sul. Editora: Lura Editorial. Páginas: 112.  Entrada franca. Classificação indicativa livre.

*Estagiários sob supervisão de José Carlos Vieira

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