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Correio Braziliense

Espetáculo 'Mosh' reflete sobre a explosão da violência

Inspirado no punk, espetáculo com direção de Diogo Granato integra a 20ª edição do Cena Contemporânea


postado em 24/08/2019 06:10

'Mosh', sob direção de Diogo Granato, reflete sobre a explosão da violência e as maneiras de contê-la(foto: Diego Bresani/Divulgação)
'Mosh', sob direção de Diogo Granato, reflete sobre a explosão da violência e as maneiras de contê-la (foto: Diego Bresani/Divulgação)
 
No palco, três pessoas encenam uma dança com contornos de violência e agressividade embalados por música marcada por guitarras nada suaves. A intenção é refletir sobre a explosão da violência e as maneiras de contê-la, de onde ela vem, como se apresenta e que limites pode encontrar. Sob direção de Diogo Granato e encenado por Carol Höfs, Juliano Coacci e  Renato Alvarenga, Mosh nasceu da experiência pessoal dos atores e bailarinos. “A ideia começou a ganhar forma no casamento de um amigo comum. Falamos de fazer algum dia um espetáculo sobre violência e discutimos várias imagens caricaturais que nos fizeram pensar na explosão da violência e em como contê-la ou não”, explica Alvarenga. “Falamos também de vários episódios pessoais em que a fala não se mostrava suficiente e em que a violência acabava eclodindo de alguma forma mais extrema ou amenizada.” 


Os shows de punk rock frequentados pelos três forneceram parte das imagens trabalhadas na coreografia. Mosh pit, ou as rodas de bate-cabeça comuns nesse tipo de concerto,  inspiraram a movimentação e a concepção do espetáculo. A vivência dos intérpretes, que participaram do movimento roqueiro na cidade nos anos 1990, pontuou as leituras pessoais de cada um para o gestual desenvolvido no palco. “A ideia foi falar do punk rock como se fosse um depoimento pessoal, corporal, cênico de cada intérprete/criador, falar do que foi e do que é o punk rock para cada um deles”, avisa Granato, que ganhou o prêmio de melhor intérprete pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 2006. “É um depoimento pessoal dançado, atuado e interpretado por essas pessoas.” A trilha sonora ficou por conta de Rafael Leporace, que foi integrante da banda Bois de Gerião. 


Mosh
Direção: Diogo Granato. Com  Carol Höfs, Juliano Coacci e  Renato Alvarenga . Hoje e amanhã, às 20h, no Teatro Sesc Garagem. De 28 a 29 de agosto, às 20h, no Teatro Sesc Newton Rossi (Ceilândia) e de 31 de agosto a 1º de setembro, às 20h, no teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama). R$ 40 e R$ 20 (meia).  

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