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Correio Braziliense

Depois de polêmica na Bienal do Rio, mesa com temática LGBT lota

Livro da escritora Nana Queiroz sobre vida da travesti Luísa Marilac era uma das obras expostas no evento


postado em 10/09/2019 08:04 / atualizado em 10/09/2019 08:05

(foto: Instagram/ reprodução )
(foto: Instagram/ reprodução )
Depois que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, emitiu uma ordem para que livros "inapropriados" fossem retirados da XIX Bienal Internaicional do Livro, a autora e jornalista Nana Queiroz e a youtuber e ativista Luísa Marilac ficaram preocupadas com a realização da roda de debates que comandariam no evento. 

 

Mas o efeito foi contrário. "Ficamos com medo de não conseguir fazer a palestra, mas no final deu tudo certo. E a mesa sobre literaratura trans bombou", comemora Nana Queiroz. "No final Crivella fez propaganda para a gente", ironiza. 

 

De acordo com ela, a mesa lotou e ainda tiveram que ficar mais de uma hora dando autográfos. "Um montão de gente chorando - inclusive eu - quando o moderador leu manifesto da Bienal pela liberdade de expressão. Foi poderoso", lembra a autora.  

 

A obra feita em conjunto pelas duas, Eu, travesti, que conta a história de Luísa Marilac, poderia está na rota das apreensões. "Todo mundo teve (problema), né? Porque Crivella queria censurar livros LGBT. E o nosso está no pacote", conta Nana.  

 

Nana Queioz ficou conhecida depois de protagonizar a campanha #nãomereçoserestuprada em 2014 e também é autora do livro Presos que menstruam

 

O nome de Luísa Marilac se tornou conhecido em 2010, quando um vídeo gravado em uma piscina na Espanha viralizou na internet em que ela falava a famosa frase "boatos que eu ainda estava na pior".

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