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Correio Braziliense

Sesc Garagem celebra 40 anos com artistas da cidade

Programação tem espetáculos emblemáticos para a trajetória do espaço


postado em 12/09/2019 06:30 / atualizado em 12/09/2019 17:19

No sábado, os Autoramas tocam novidades, clássicos da banda e do rock Brasília(foto: Marcela Cardoso/Divulgação)
No sábado, os Autoramas tocam novidades, clássicos da banda e do rock Brasília (foto: Marcela Cardoso/Divulgação)

 
A comemoração dos 40 anos do teatro Sesc Garagem reúne artistas que foram importantes para o teatro, e para as quais o teatro foi importante, em um encontro de grandes influências. Em 5 de julho de 1979, a peça Capital da Esperança, dirigida por Humberto Pedrancini, inaugurava uma longa trajetória do teatro Sesc Garagem como palco de importantes acontecimentos culturais na capital do país. Faz  40 anos, portanto, que aquela garagem no subsolo do Sesc 913 sul, disputada, ocupada e construída por artistas candangos, abriga diversas manifestações artísticas, do teatro ao rock, de várias gerações.

Os retratos espalhados no foyer do teatro não permitem ignorar a quantidade de lembranças acumuladas pelos inúmeros artistas e espectadores que já desceram e subiram aquela íngreme rampa e a gigantesca escada, e os responsáveis pelo espaço não deixaram por menos. Desde o começo do ano, começando por um show de Lô Borges, em maio. Desde terça-feira e até este final de semana, vários artistas que fizeram parte desta história passam pelo palco mais uma vez.

Na terça-feira, a cantora Ellen Oléria inaugurou a semana de celebrações, e artistas e profissionais do Sesc foram homenageados. Na quarta-feira, teve show da pioneira banda de rock Mel da Terra, uma versão do Sesc Sketch Show com Chico Sant’anna, Murilo Grossi, Miriam Virna e Carmen Moretzsohn, e Os Melhores do Mundo Wélder e Pipo. E hoje à noite, o espetáculo Os Saltimbancos, dirigido por Hugo Rodas, dá continuidade às atividades cênicas a partir das 20h.

Rock 

A importância do Teatro Sesc Garagem foi tão grande para formação da vida cultural brasiliense, que até mesmo algumas bandas clássicas, mas de curta trajetória, se reuniram outra vez só para relembrar os bons tempos. Este é o caso das bandas de metal Deja-vu, Torino e Dungeon, que fizeram história no final dos anos 1980 e começo dos 1990 e botam o público pra bater cabeça nesta sexta-feira. “Tomara que, com esse evento, as bandas voltem”, diz Alexandre parente, guitarrista da Dungeon.

“A minha não vai voltar não, porque já tá cada um prum lado. Cada um tem uma profissão”, antecipa Alexandre, que, ao lado de Bulha, Elder e Henrique Alema, trarão ao público mais uma das raras reuniões da banda Dangeon, continuação da Fallen Angel. Da formação original, vai faltar apenas o Fejão, guitarrista lendário que tocou em vários projetos importantes da capital, como a banda Escola de Escândalos, e é tido por muitos como “o melhor do mundo”. 

O guitarrista Gabriel Thomaz, que se apresenta no sábado com a banda Autoramas, na época da Dungeon se apresentava com a banda Little Quail & the Mad Birds. Gabriel, assim como parente, se lembram de tocar para mais de 600 pessoas no teatro, e outras 600 ficarem do lado de fora. E foi lá que Thomaz viu, pela primeira vez, bandas como Cólera, Planet Hemp e Superdmo , diz.

Para a noite de sábado, os Autoramas prepararam um repertório com novos sons, os bons e velhos hits tanto dos Autoramas quanto do Little Quail, músicas da banda Detrito Federal, com participação do vocalista Podrão. “Escolhi o Podrão por ser uma figura histórica de Brasília”,

Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco



40 anos de Teatro Sesc
GaragemTeatro Sesc Garagem (913 Sul). Hoje, amanhã, sábado e domingo, às 20h. Ingressos: 1kg de alimento não perecível. Classificação indicativa livre.
 
 
 

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