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Correio Braziliense

Avenida Brasil: vale a pena ver de novo o embate entre Nina e Carminha

Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella) voltam a se enfrentar nesta segunda (7) em Avenida Brasil, que reestreia no Vale a pena ver de novo da Globo. Novela é considerada marco Da teledramaturgia


postado em 07/10/2019 14:56

(foto: Renato Rocha Miranda/Globo)
(foto: Renato Rocha Miranda/Globo)

Noveleiros eufóricos

Reprise de Avenida Brasil transcende o contexto social da época em que foi exibida, em 2012. Ainda é atual a trama da garotinha atormentada pela madrasta que decide se vingar.

 

Desde que Avenida Brasil foi anunciada como nova atração do Vale a pena ver de novo, os noveleiros ficaram eufóricos. A trama de João Emanuel Carneiro, que volta nesta segunda-feira (7/10) à grade da Globo — até sexta (11/10), vai dividir o horário com Por amor — é considerada um marco na teledramaturgia. O folhetim será exibido na faixa das 17h.

 

A novela, que foi ar originalmente em 2012, conta a história de uma jovem que desde os 11 anos planeja um acerto de contas com a madrasta. Rita/Nina (Mel Maia/Débora Falabella), órfã de mãe, era criada, com muito amor, pelo pai Genésio (Tony Ramos). Tudo muda quando ele se casa com Carminha (Adriana Esteves), mulher ambiciosa e dissimulada. O elenco ainda traz ainda Murilo Benício, Cauã Reymond, Marcos Caruso, Nathalia Dill, Marcelo Novaes, Juliano Cazarré, Débora Nascimento, Heloísa Périssé, Ailton Graça, José Loreto, Fabíula Nascimento, Isis Valverde, Vera Holtz, José de Abreu, Alexandre Borges e Debora Bloch.

 

Tanto Débora quanto Adriana – mesmo com trajetórias já consagradas como atrizes – ficaram marcadas por suas personagens. “Não tem como a vida não mudar depois de ter feito parte de uma novela que foi fenômeno. Fui atingida especialmente no sentido de entender a força e o poder de uma novela. Fora as relações que criei, tudo o que aprendi com um elenco tão incrível e com essa personagem tão rica”, declarou a atriz mineira em entrevista esta semana. Ela acrescentou ter recebido com muita alegria e expectativa o retorno do folhetim. “Sete anos depois de a novela ter sido exibida, tenho curiosidade de entender como será assistir a ela  nos dias de hoje. Vai ser interessante rever e saber o que as pessoas que não viram naquela época vão achar. Estou com uma curiosidade enorme”, destacou.

 

A intérprete da maquiavélica Carminha também considera seu papel marcante e tem verdadeira paixão por esse trabalho. “Ter recebido a missão de encarar esta personagem foi um presente e tanto de João Emanuel Carneiro, autor da novela, e da direção da Globo. Ela nunca sairá de mim”, assegurou Adriana Esteves.

 

Para o colunista, editor e redator do site de entretenimento RD1 Duh Secco, a escolha de Avenida Brasil se deu por conta do êxito de Por amor. A trama de Manoel Carlos acumula a segunda melhor média da faixa nesta década, atrás apenas de Senhora do destino. “A Globo chegou a produzir chamadas de Êta mundo bom, mas quando esta notícia vazou, a web reagiu mal. Acredito que a opção por Avenida veio desse 'pedido' do público por algo mais clássico e não tão recente”, observa.

 

Mesmo após sete anos, ele acredita que a trama pode repetir o sucesso do passado. “Aposto no êxito dela porque é uma novela que transcende o contexto social da época em que foi exibida. É um folhetim clássico, da garotinha indefesa atormentada pela madrasta que decide se vingar. E, ainda que o momento seja outro, de crise em todos os sentidos, o público gosta de ver gente de boa índole se dando bem. O jogador que consegue levar toda a família para uma mansão, a cabeleireira que expande o salão após apostar alto numa fórmula de alisamento. Como Maria da Paz abrindo um novo negócio depois de voltar a vender bolo na rua...”, analisa.

 

Cortes 

 

Quando a primeira chamada da produção foi ao ar – com um diálogo incompleto entre Nina e Carminha – as redes sociais começaram a especular sobre possíveis edições. Telemaníaco desde criancinha, Duh Secco diz que cortes no Vale a pena ver de novo são inevitáveis. Mas, considerando o que assistiu em Por amor, acredita que a tesoura da edição não vai castigar a trama de João Emanuel. “A Globo não extirpou nenhuma cena 'mais pesada' de Por amor; eles atenuaram o conteúdo – reduzindo as sequências ou cortando para o intervalo quando a coisa 'pegava fogo' -, mas cortes bruscos e malfeitos (como foi em Celebridade) não rolou”, recorda.

 

Para ele, a edição é um fator importante e quando é bem-feita, além de deixar o conteúdo mais adequado à faixa, torna o folhetim mais "dinâmico". “Além disso, houve uma mudança nas regras da classificação indicativa, anos atrás. Antes, um produto não recomendado para menores de 12 anos só podia ser exibido após as 20h. Agora não. Mas, até onde sei, o conteúdo segue em avaliação e a emissora pode sofrer sanções caso observem alguma irregularidade. Como a Globo é precavida, segue cortando 'de leve' para evitar problemas. E também tem por norma evitar cenas muito pesadas ou chulas no período vespertino”, comenta.

 

Através de sua assessoria, a Globo informou que “todos os conteúdos, quando produzidos originalmente para outros horários, podem passar por ajustes e adequações ao serem reexibidos. Sempre com o cuidado de não comprometer a essência da obra e das tramas abordadas”.

 

EXPECTATIVA

O colunista de TV ressalta que o sucesso de Avenida Brasil se deve a alguns fatores, como o texto bem escrito de João Emanuel Carneiro, “alinhado ao espírito da época”, a direção de Ricardo Waddington, José Luiz Villamarim, Amora Mautner e equipe, além do elenco. “Avenida Brasil se deu a partir desse 'encontro'. Tudo funcionou, da trilha sonora ao efeito de congelamento, que, de tão festejado, parecia ter sido criado ali. É uma novela que realmente vale muito a pena ver de novo”, celebra. 

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