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Correio Braziliense

Artista brasileiro terá obras expostas em Florença e Paris

O designer gráfico André Pinheiro foi um dos artistas selecionados para expor em dois eventos na Europa


postado em 09/10/2019 08:12 / atualizado em 09/10/2019 08:12

Obras do designer gráfico poderão ser apreciadas em Florença e Paris(foto: André Pinheiro/Divulgação)
Obras do designer gráfico poderão ser apreciadas em Florença e Paris (foto: André Pinheiro/Divulgação)
André Pinheiro não sabe ao certo como tudo aconteceu, mas acha que foi graças às redes sociais. Uma galerista do Canadá viu o trabalho do designer gráfico, se interessou e ele acabou na lista de artistas da Bienal de Florença de Arte Contemporânea e da feira Art Shopping 2019, no Carrousel du Louvre, em Paris.

Com uma caneta de desenho técnico cuja espessura da ponta varia de 0,1 a 0,5 mm, Pinheiro faz desenho sobre grandes superfícies que podem chegar a 96 cm de altura ou largura. “Me encontraram pelo Instagram e entraram em contato, pela primeira vez, em 2017”, conta o artista. Mas como o filho havia acabado de nascer, ele recusou. Este ano, o convite foi realizado novamente e Pinheiro aceitou enviar 10 peças para os eventos. Em Florença, ele mostra um desenho e, em Paris, dois.

São obras nas quais a técnica é fundamental. “O diferencial é que é um trabalho muito detalhado, uma peça de 66cm x 96cm leva de dois a três meses para ficar pronta: foi isso que chamou a atenção deles. O forte do meu trabalho é o abstrato e a figura da mulher”, avisa o artista, que mistura a caneta em nanquim com óleo, grafite, carvão, acrílico, esmalte. Entre os três desenhos selecionados para as exposições na Europa, dois são figuras de mulher, sendo um nu, e outro é um geométrico abstrato, gênero ao qual também gosta de se dedicar.

Paulista do interior do estado, Pinheiro veio para Brasília em 2000. O trabalho como designer gráfico envolvia fazer, principalmente, ilustrações. “A pintura sempre foi um hobby, quem conhecia meu trabalho eram amigos e familiares. Como é muito demorado de fazer, nunca tive pretensão de expor”, conta.

Em 2014, para realizar um sonho de viver o cotidiano de um dos berços da arte na Europa, Pinheiro fez um curso na Escuola Leonardo Da Vinci, em Florença. Na época, notou que a professora olhava de forma diferente para os desenhos realizados com canetas. “Depois dessa viagem, a coisa deslanchou, produzi muito porque vi o feedback que eu tive na Itália. O que mudou o patamar foi o Instagram: comecei a publicar em 2016 e, daí, veio um convite da Art Basel em Miami, e, em 2017, o do Louvre”, garante o artista, que conta já ter vendido obras para compradores em países, como Holanda, Espanha, Estados Unidos e Alemanha graças às redes sociais.

Em Brasília, os trabalhos de André Pinheiro podem ser vistos na Galeria Élepê, no Gilberto Salomão e, em novembro, ele realiza uma exposição com cerca de 15 obras no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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