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Correio Braziliense

Nomes brasileiros se destacam no Festival Internacional de Pingyao na China

Filme 'A febre' é um dos mais aguardados, além de palestra com diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho


postado em 10/10/2019 06:50

Regis Myrupu e Rosa Peixoto, atores do filme 'A Febre'(foto: Massimo Pedrazzini/Locarno Film Festival)
Regis Myrupu e Rosa Peixoto, atores do filme 'A Febre' (foto: Massimo Pedrazzini/Locarno Film Festival)


Pingyao (China) — Vencedor do prêmio de melhor ator em Locarno (Suíça), realizado em agosto, e, mais recentemente, o de melhor filme em Biarritz (França), no final da semana passada, A febre, da brasileira Maya Da-rin, é um dos mais aguardados títulos da seção Hidden Dragons, uma das duas mostras competitivas do Festival Internacional de Pingyao (PYFF), cuja terceira edição acontece entre hoje e 19 de outubro.

O programa Hidden Dragons abriga trabalhos de novos talentos, chineses e estrangeiros, no cinema de gênero. Ambientado entre a cidade de Manaus e a Floresta Amazônica, o drama de Maya compete com títulos como Nuestras madres, do guatemalteco César Diaz, They say nothing stays the same, do japonês Joe Odagiri, A certain kind of silence, do holandês Michael Nhogenauer, e Ee allay ooo! do indiano Prateek Vats, entre outros.

O cinema brasileiro também estará representado pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, que interrompeu a agenda de lançamentos de Bacurau pelo mundo para dar uma palestra a jovens realizadores e cinéfilos durante a maratona chinesa. O tema do encontro de Kleber com a plateia local, marcado para segunda-feira (14/10),  é “Um olhar sobre a América do Sul”. Ganhador do prêmio do júri do Festival de Cannes, o filme do diretor pernambucano já ultrapassou a barreira dos 600 mil espectadores no Brasil.

Idealizado pelo cineasta chinês Jia Zhangke com o objetivo de promover a aproximação entre cineastas e produtores independentes chineses e estrangeiros, o festival acontece dentro das muralhas da antiga cidade de Pingayo, com mais de 3 mil anos de história, eleita pela Unesco como um dos Patrimônios da Humanidade. Foi ali dentro que Zhangke construiu um complexo de salas de produção, auditórios e uma arena aberta com mais de 1.500 lugares, que ficou conhecido como Palácio do Festival.

A maratona chinesa exibirá cerca de 52 produções de 26 países e territórios — 28 delas em estreias mundiais. Além das mostras competitivas, há outras paralelas, informativas, como a Best of Fest, com filmes laureados em outras contentas, como Atlantique, de Mati Diop, exibido no Festival de Cannes desse ano; e a Made-in-Shanxi, com filmes produzidos por produtores da província da qual Pingyao faz parte, ou de produções filmadas nela. “Após duas edições bem-sucedidas, Pingyao conquistou reconhecimento global na indústria de cinema mundial, e entre os cineastas internacionais”, avalia Zhangke, que divide a curadoria com o ítalo-suíço Marco Müller.

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