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Correio Braziliense

Em sequência de Malévola, Angelina Jolie mantém o reinado nas telonas

Após bilheteria fenomenal, 'Malévola - Dona do mal' estreia nos cinemas. Confira também outras estreias da semana


postado em 17/10/2019 06:40

Angelina Jolie: o contato desajeitado com os seres humanos segue como combustível para a protagonista(foto: Disney Enterprises/Divulgação)
Angelina Jolie: o contato desajeitado com os seres humanos segue como combustível para a protagonista (foto: Disney Enterprises/Divulgação)

Criada debaixo das asas da protagonista de Malévola (Angelina Jolie), a jovem e acanhada Aurora (Elle Fanning), involuntariamente, vai desencadear o choque que movimenta a trama de Malévola — Dona do mal. O filme estreia nos cinemas hoje, cinco anos depois de o primeiro título arrecadar, em escala mundial, bilheteria superior a US$ 760 milhões. Na continuação, a humana Aurora, ante possível casamento, ouve da futura sogra (papel de Michelle Pfeiffer) frase que ameça colocar em colapso a política de boa vizinhança de reinados: “De agora em diante, considero Aurora como uma assumida das minhas (propriedades)”.

Sucesso nas mãos do, à época, diretor estreante Robert Stromberg, Malévola se tornou a oitava maior bilheteria no mercado de cinema dos Estados Unidos, em 2014. Daí a expectativa no retorno do enredo; agora, pelas mãos do cineasta norueguês Joachim Ronning, um dos codiretores da aventura Piratas do Caribe: A vingança de Salazar (2017) e à frente de dois episódios da série Marco Polo. A rainha Ingrith (Pfeiffer) se constitui como ameaça e ainda elemento de atrito na convivência entre Aurora e Malévola, ambas sempre inseguras quanto aos laços maternais que estabeleceram.

Na nova trama, o ator Brenton Thwaites — que deu vida ao príncipe Phillip, no filme de 2014 — cede o personagem de galã para Harris Dickinson (do filme alternativo Ratos de praia). Pai do pretendente de Aurora, John (Robert Lindsay) vê, sem pingo de espanto, a conjuntura de traição armada por Ingrith. Um plano para a destruição de fadas está em curso.

Com data definida e inserido no enredo sob efeito de espécie de bomba-relógio, o casamento, a ser consumado em três dias, obriga Malévola — incapaz de ter traquejo social — ao contato com o grupo que tanto despreza: os humanos. Na imprensa norte-americana, começam a pipocar os elogios para a performance de Angelina Jolie, que cerca a relação com a enteada com doses de humor cortante e, claro, pontadas de maldade.

Desequilíbrio


O jogo de perversão e a disputa pela coroação de presença mais maquiavélica, em cena, contrapõem Ingrith e Malévola. A protagonista ganhará reforço no páreo, com a entrada de uma liderança de deserdados que vivem na floresta: uma entidade chamada Conall (personagem de Chiwetel Ejiofor, ator de 12 anos de escravidão). Muitas mudanças povoam, portanto, o filme que vem apoiado pelo roteiro da animação da Disney de 1959 e que derivava de texto clássico assinado por Charles Perrault, criador de A bela adormecida.

Até um desfecho que acopla uma batalha épica entre reinados, o roteiro de Linda Woolverton (da animação O Rei Leão) — que ganhou o reforço dos colegas Micah Fitzerman-Blue e Noah Harpster (talentos da série Transparent) — promete encampar temas como tolerância, as dificuldades de se crescer (e o consequente assumir as rédeas da vida), isso além de desenvolver um embate entre a esperança sobreposta a situações de medo, como aponta parte da crítica estrangeira.

Malévola — Dona do mal traz na torcida pela felicidade de Aurora, as presenças das fadas interpretadas por Juno Temple, Imelda Staunton e Lesley Manville, já vistas no primeiro filme. Criaturas selvagens criadas em computação gráfica também estão asseguradas. Uma mudança a ser sentida está na troca da figurinista veterana Anna B. Sheppard (de filmes como Bastardos inglórios e A lista de Schindler), e que alcançou indicação ao Oscar com o primeiro filme. Agora a criação das vestimentas — ponto alto dos filmes de contos de fadas — está a cargo da novaiorquina Ellen Mirojnick, lembrada por musicais como O rei do show e Minha vida com Liberace.

Outras estreias

A luz no fim do mundo

• Segundo filme dirigido pelo ganhador do Oscar de melhor ator Casey Affleck (Manchester à beira-mar), o longa retrata o desespero de um pai (papel de Casey), que defende com unhas e dentes a filha Rag (Anna Pniowsky), num mundo devastado pelo espalhar de uma doença.
 

(foto: Rai Cinema/Divulgação)
(foto: Rai Cinema/Divulgação)

Euforia

• Integrante da mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes de 2018, o filme tem direção da atriz Valeria Golino. Riccardo Scamarcio e Valerio Mastandrea interpretam dois irmãos de vidas absolutamente divergentes e que devem rever valores, depois da explosão de uma tragédia.
 

O enigma da rosa

• De Josué Ramos, o filme espanhol trata dos desdobramentos do sequestro de uma jovem cujos pais se veem obrigados a encarar um encontro pessoal com os supostos raptores.

Em guerra

• Diretor com engajamento político, Stéphané Brizé conduz este filme estrelado por Vincent Lindon (O último amor de Casanova), em que os sacrifícios de empregados de uma fábrica se provam insuficientes para assegurar a permanência de cargos e labuta.

(foto: Marcelo Santos Braga/Divulgação)
(foto: Marcelo Santos Braga/Divulgação)

Meu nome é Daniel

• Primeiro cineasta com deficiência a encarar a produção de um longa-metragem nacional, o jornalista e cineasta Daniel Gonçalves conta parte de sua vida e a eterna busca por um diagnóstico médico (sempre inconclusivo) que possa lhe trazer melhoras físicas.

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