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Correio Braziliense

'Aladdin, o Musical' mistura linguagens artísticas para contar histórias

Com uma trupe de atores, cantores e contadores de histórias, a diretora Carla Candiotto faz uma releitura do clássico 'Aladdin'


postado em 20/10/2019 06:05 / atualizado em 18/10/2019 20:05

Espetáculo 'Aladdin, o Musical' mistura linguagens para contar histórias de amor, de aventura e de imaginação(foto: Renato Peixoto/ Divulgação)
Espetáculo 'Aladdin, o Musical' mistura linguagens para contar histórias de amor, de aventura e de imaginação (foto: Renato Peixoto/ Divulgação)
 
 
No clássico de Aladdin, um humilde jovem descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode lhe conceder três desejos. Na criação da diretora paulista Carla Candiotto, contudo, não há limites para sonhos, aspirações, narrativas e viagens mágicas, e tudo se concretiza a partir de uma trupe de atores, contadores de histórias, que cantam, dançam e interpretam. “Damos para a criança o que é dela: o poder de imaginar”, resume a diretora.

Carla é uma das referências no assunto teatro infantojuvenil. A diretora, atriz, autora e produtora teatral reúne importantes prêmios na categoria, como Prêmio Governador do Estado na categoria Arte para Crianças, além de seis estatuetas APCA e cinco troféus São Paulo de Teatro Infantil/Jovem. “O que me faz montar esses espetáculos é você poder criar essa plateia e estar sempre renovando o público do teatro. O teatro infantil é importante, porque é a formação dos adultos, da cultura. A criança, quando vai a primeira vez ao teatro, algo toca nela que ela pode imaginar, ela percebe que não tem problema de ser quem ela é, aumenta a autoestima, o empoderamento, o senso crítico”, justifica.

Com 25 anos de carreira e, aproximadamente, 30 espetáculos no currículo, Carla foi convidada pela Chaim Produções para realizar uma releitura de Aladdin. Em Brasília, ela desembarca com uma trupe de atores, contadores de histórias, e uma linguagem artística singular para apresentar Aladdin, o musical.

A trama tem como base o conto árabe Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, de Hanna Diab. “Uso todos os elementos para contar a história do Aladdin. É um conto de um amor entre as pessoas, de acreditar na fantasia, acreditar em si mesmo. Os clássicos têm que ser contados e têm que ser remodelados para o moderno, porque as histórias contêm o mesmo problema que todo mundo passa na vida, principalmente a criança. São preocupações do ser humanos”, explica Carla.

Acostumada a viver e conviver entre tantas narrativas e personagens, como Jasmine, Aladdin, o gênio da lâmpada, o tigre branco Namur e Jafar, a diretora não reconhece a sua personalidade em algum deles. “Me sinto sempre provocadora”, avalia. Para ela, seu papel é de instigar o público e provocar uma química entre o palco e a plateia. A diretora destaca ainda que, por mais que as gerações tenham características diferentes e tenham nascido em contextos distintos, ela não vê diferença entre o ‘ser criança’. “Continuam sendo crianças, mas com mais informações”, pontua.
 
No palco, a diretora cria um espetáculo para todas as idades e toda a família. “Não subestimo qualquer inteligência”, afirma. Mesmo porque Carla acredita que o grande diferencial do teatro infantojuvenil é unir os adultos e as crianças. “Você vê seu pai rindo, achando legal o seu programa. Depois, vocês saem dali e conversam sobre, estão unidos por um terceiro. Esse para mim é o grande lance. A criança vai sempre preferir brincar com o adulto do que com um computador”, conclui.
 
(foto: RenatoPeixoto/Divulgação)
(foto: RenatoPeixoto/Divulgação)
 

Caixa mágica


Com assinatura de Bruno Anselmo, a cenografia é um elemento extra no musical. Enquanto a trupe de 12 atores canta, dança e interpreta as narrativas, no palco, não faltam elementos para enriquecer a dramaturgia. Uma carroça estilizada se transforma em uma caixa mágica e funciona como teatro ambulante, mercado, quarto e gruta.

Para embalar a história que se desenrola no universo da fantasia e da imaginação, além do pianista Rodolfo Schwenger que toca ao vivo, a diretora utiliza uma fusão de linguagens artísticas. Tem teatro físico, circo, manipulação de bonecos e teatro de sombras, truques e efeitos especiais, além de vídeos com imagens de palácios, luas e estrelas. “Encher os olhos da criança é muito bom, além de contar uma história consistente. O voo do tapete é um dos momentos mais especiais. Contudo, quanto mais original e simples, melhor”, adianta a diretora.

Por fim, são 25 figurinos que mesclam referências contemporâneas e outras mais antigas, ressaltando a inspiração oriental, em um mix de Japão, China e Arábia. Assinado por Fábio Namatame, ele tem cortes modernos, uma base de cores neutras — em bege, cinza e azul acinzentado — e sobreposições coloridas em tons de verde, bordô e dourado.

Aladdin, o musical

No Teatro do Hotel Royal Tulip. Neste domingo (20/10) às 11h e às 15h. Ingressos antecipados a partir de R$ 35 na Belini da 113 Sul e com pelo site www.bilheteriadigital. com. Classificação indicativa livre

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