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Correio Braziliense

Angelina Jolie retoma bom momento nas telonas com 'Malévola: Dona do mal'

A atriz redescobriu a alegria ao interpretar a vilã Malévola no sucesso cinematográfico da Disney


postado em 21/10/2019 07:38 / atualizado em 21/10/2019 07:37

Com 'Malévola: Dona do mal', a estrela enfrenta o desafio de equiparar excelente bilheteria alavancada em 2014(foto: Disney Enterprises/Divulgação)
Com 'Malévola: Dona do mal', a estrela enfrenta o desafio de equiparar excelente bilheteria alavancada em 2014 (foto: Disney Enterprises/Divulgação)
 
Para além da badalação, dos mimos e dos luxos inseridos nos bastidores do cinema, histórias de lutas, desentendimentos e de conquistas cercam a estrela Angelina Jolie, 44 anos. Recentemente, entretanto, a estrela de Malévola: Dona do mal, contou, para a revista francesa Madame Figaro, do êxito em “redescobrir a alegria”. Os desentendimentos com o pai, o ator Jon Voight ficaram para trás. A imprensa mais sensacionalista, porém, não cansa de esgravatar nos desdobramentos da separação de Brad Pitt, efetivada há três anos, justamente três anos depois de um câncer de mama levar a atriz a duplo procedimento de mastectomia. O US Weekly destrinça breves fofocas como a de que o primogênito do casal, Maddox, nascido no Camboja e estudante de bioquímica na Coreia do Sul, esteja cada vez mais distante do pai adotivo, o astro Pitt, após sofrer agressões.

Num bom momento, de projeção com o retorno às telas, Angelina — à frente da guarda dos filhos — conseguiu estar com cinco deles, num evento em Hollywood. É subtrato de força para a estrela que confessou para a revista People da sensação momentânea de estar quebrada. Curiosamente, ela diz ter se apossado de um instrumento empregado no set de Malévola: o cajado, que, enfatiza, não sabe nem onde está. Malévola: Dona do mal — continuação para o filme mais assistido no Brasil, há cinco anos — reconecta a atriz com os fãs, depois de um sumiço de sua imagem e de tropeços na carreira. Em Kung Fu Panda 3 (2016) trouxe apenas sua voz, na pele de uma tigresa, enquanto À beira-mar (2015) e O turista (2010) não repercutiram positivamente.

Numa entrevista coletiva, em Los Angeles, a interprete da adorada vilã expressou a admiração pela Mulher-Gato eternizada na tela pela intérprete da atual antagonista de Malévola: Michelle Pfeiffer. Parte da imprensa americana entretanto vem torcendo o nariz para o atual filme. A Time disse que “é como se ela (Jolie) vertesse na tela a existência de um ronronante leopardo, em sua performance. Maldosa? Nem tanto: mas, majestosa e alegremente feroz”. O site Observer grafa que o filme “desperdiça a capacidade da atriz de interpretar a esquisitona”. Para o The Wall Street Journal, o filme registra uma “beleza sonolenta (em paralelo com o conto A Bela Adormecida, que lhe dá superficial base), sendo “violento e desprovido de diversão”.

Nascida para assustar


Foi num telefonema que a atriz ouviu dos figurões da meca do cinema que era “evidente” que fosse “a única pessoa capaz de ser a Malévola no cinema”. Força e diversão no set, como ela disse, resultaram no quadro que colocou a fita de 2014 em oitavo lugar nas bilheterias dos Estados Unidos. “Existe algo na Malévola que me deixa orgulhosa de estar associada à figura dela”, já comentou Jolie. Nem soa tão estranho que a estrela, ativista dona de antigo cargo de embaixadora da Boa Vontade da ONU e que foi agraciada “dama honorária” (em cerimônia, que há cinco anos, contou com a Rainha Elizabeth II), festeje a popularidade, à primeira vista, negativa. 
 
“Malévola, inicialmente, estava ferida e tinha se perdido, com delicadeza aviltada e a perda da capacidade de amar. O amor de uma criança seguramente me transformou, na vida real; mas somos distintas”, declarou a atriz.
 
Aclamada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em 2013, quando cidadãos bósnios e sérvios a saudaram, num palco em que George Lucas (de Star wars) lhe estendeu o prêmio humanitário Jean Hersholt, Angelina Jolie referendou passos e ergueu bandeiras cada vez mais agitadas: contra o abuso sexual, a violência e a favor de refugiados, sobreviventes de guerras por territórios. Recentemente, com a promoção de Malévola: Dona do mal, a atriz sublinhou que “não estamos no mundo tão somente para existir: você deve encampar lutas, eleger pontos e temas que sejam vitais”. Na maior mensagem repassada pelo atual filme, Jolie acredita que haja clareza. “Abusando de outros, não se encontra resposta para abusos anteriormente sofridos”, disse.

Afundada em temas maternais, pelo novo filme, Malévola capricha nas expressões de um humor cortante, dado que separa Jolie de outro momento marcante na telona, em A troca (2008), filme de Clint Eastwood que a colocou na disputa, ao lado de colegas como Kate Winslet e Meryl Streep, quase uma década da vitória da estatueta, com Garota, interrompida. Engajada, como confirmam as investidas dela na direção de filmes (Na terra de amor e ódio, de 2011; Invencível, 2014, e Primeiro, mataram meu pai, de 2017), Angelina estende as discussões de Malévola, para um terreno pessoal. Mãe de três filhos adotivos (nascidos fora dos EUA), entre outros três, biológicos, brada pela vitória da diversidade “que nos torna mais fortes”. “Malévola questiona se é uma mãe; se é boa o suficiente para se tornar uma”, simplifica.


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Os eternos (em filmagens e previsto para 2020)
A chinesa Chloé Zhao (de Domando o destino), comanda para a Marvel, a trama dos personagens imortais resposáveis por talhar a civilização humana

Aqueles que esperam minha morte (em pós-produção)
Depois do sucesso com os roteiros de A qualquer custo (2016) e Sicario (2015), o diretor Taylor Sheridan comanda este western passado em Montana, no qual Jolie deve despistar gêmeos no encalço de testemunha de crime.

Come away (em finalização)
Num mix de tramas de Peter Pan e da famosa Alice, as literaturas de J. M. Barrie e de Lewis Carroll dão estofo para filme comandado por Brenda Chapman (a mesma do surpreendente Valente, de 2012). Michael Caine reforça o elenco.

O único Ivan (em finalização)
Depois do êxito de Como eu era antes de você, a realizadora Thea Sharrock dispõe das vozes de Jolie, de Brian Cranston e de Helen Mirren para a animação em que uma elefanta ajuda gorila a empreender fuga de cativeiro.

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