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Correio Braziliense

Banda Zil se reencontra em novo álbum ao vivo lançado neste ano

Quase 30 anos depois, os sete amigos encontraram um bom momento para uma reunião, que deu origem à um DVD


postado em 02/11/2019 06:00

Banda Zil sai de um hiato de quase 30 anos com o DVD 'Zil Ao Vivo'(foto: Victor Carvalho/Divulgação)
Banda Zil sai de um hiato de quase 30 anos com o DVD 'Zil Ao Vivo' (foto: Victor Carvalho/Divulgação)

A história começou com dois amigos durante uma apresentação em uma casa de show no Rio de Janeiro. Na saída, encontraram outros dois camaradas que foram prestigiá-los. Juntos, decidiram fazer um lanche: papo vai, papo vem, uma ideia surge: uma banda. Foi assim que Zé Renato, Cláudio Nucci, Ricardo Silveira e Zé Nogueira decidiram fazer a Banda Zil.

Na época, no final dos anos 1980, os quatro amigos se juntaram a Marcos Ariel, Jurim Moreira e João Batista e gravaram o primeiro LP, datado de 1987. “Havia uma onda de música instrumental tocando nas rádios do Rio de Janeiro, e nós gostávamos muito de ouvir. A nossa sonoridade saiu dessas influências”, diz Cláudio Nucci ao Correio.

“Somos um grupo ‘instruvocal’”, apontou Cláudio Nucci sobre que tipo de música a Zil faz. O músico, ex-integrante do Boca Livre, também pontuou que uma das maiores referências da banda é o compositor Pat Metheny, que mistura um instrumental complexo com sons vocais. Zé Renato e Nucci puderam conhecer Metheny em uma série de audições no fim dos anos 1980. Mas não só de instrumental vive a Banda Zil. “Como a gente é brasileiro, abriu o repertório para canções também”, ressalta Nucci.

Todos já tinham carreiras bem consolidadas, portanto, a Banda Zil parte de uma amizade e de uma vontade de tocarem juntos. “A Zil é respeito mútuo e amor pela galera, não é só um business”, afirma Nucci, sobre o que move o conjunto.

Quase 30 anos depois, os sete amigos encontraram um bom momento para uma reunião. Desse reencontro, veio o DVD Zil Ao Vivo, lançado este ano, uma reedição do repertório da banda gravado em um show no Cultural Bar, em Juiz de Fora, cidade que, coincidentemente, foi a primeira em que a banda tocou junta nos anos 1980.”É extremamente gratificante perceber que você não está voltando e, sim, indo. Sentir que as performances amadureceram e que o repertório não deu mofo, que ainda vale a pena”, destaca Nucci.

O DVD teve um gosto diferente, porque o reencontro veio com um tom de saudade. Paulinho Albuquerque, que dirigiu os shows do grupo nos anos 1980, morreu em 2006 e foi homenageado no trabalho.

O álbum ao vivo e o primeiro trabalho da banda foram disponibilizados nas plataformas de streaming. Quando perguntado sobre como via a novidade do streaming, Nucci responde: “Vi muitas fases do mercado fonográfico nascerem e morrerem”, afirma. “Achei muito bom, pois deu uma ampliada no cardápio. O momento abriu oportunidades  para muito mais gente ganhar visibilidade”, completa. Para o compositor, o streaming está consolidado, mas precisa de cuidado. “A pessoa tem de garimpar música boa.” Por mais que ele sinta falta das obras físicas, o músico se mostrou contente com a nova era. “Assim que é, a vida anda para frente”, conclui.

*Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira

Zil Ao Vivo
Primeiro DVD da Banda Zil. Som Livre, 14 faixas. Disponível nas plataformas digitais

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