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Correio Braziliense

O cantor e compositor Jão lança segundo álbum da carreira

Composto por 10 faixas, 'Anti-herói' está disponível nas plataformas digitais


postado em 04/11/2019 08:32 / atualizado em 04/11/2019 08:32

Jão: lidando com as consequências da ruptura de uma relação amorosa(foto: Sérgio Cupido/Divulgação)
Jão: lidando com as consequências da ruptura de uma relação amorosa (foto: Sérgio Cupido/Divulgação)

O corpo de Jão caindo do céu após uma flechada foi a imagem escolhida pelo cantor para ilustrar a capa do novo álbum, Anti-herói. A escolha simboliza uma imersão nos sentimentos “mais bonitos e mais difíceis” de um relacionamento, em síntese: é sobre o amor. O disco chegou de surpresa, após poucos meses do fim da turnê Lobos (2018), trabalho que marca o primeiro álbum do cantor.

Com Anti-herói, o artista escolheu um assunto que fala com propriedade para se inspirar: a própria vida. Jão irradia pela música, as vivências de um relacionamento que acabou. “A principal diferença entre Lobos e Anti-herói é eu ser uma pessoa diferente no processo destes dois álbuns. Lobos tinha uma carga de juventude e liberdade muito grande, já Anti-herói sou eu lidando pela primeira vez com um relacionamento destrutivo e as consequências disso. Eu acho que ele é um álbum bem mais denso”, conta Jão em entrevista ao Correio.

Anti-herói foi composto logo após o término de um relacionamento. Se sentindo pequeno e esquisito, Jão apostou em um álbum mais intimista para cantar sobre a relação, e o trabalho foi uma tentativa que se sentir melhor com a situação, ele ainda declara que é um pedido de desculpas. 
 

"Anti-herói foi feito de uma maneira pouco ortodoxa. Pela primeira vez, cheguei ao estúdio sem nenhum tipo de referência sonora e estética"

Jão, cantor e compositor



Jão segue explorando a multiplicidade sonora e as composições, com faixas que apostam em pianos, baterias, teclados, violões, percussão e outros artifícios. Em meio a pegadas eletrônicas, ele enfatiza as emoções mantendo o título de “rei da sofrência pop” e emocionando os ouvintes. “Está sendo muito incrível a recepção das pessoas, eu senti muito isso no lançamento do álbum com todas as coisas que aconteceram e a resposta do público. E agora muito mais quando estreou a turnê, que foram só 15 dias entre o lançamento do álbum e o primeiro show e as pessoas cantaram de uma forma muito louca e muito alta, que eu quase não me ouvia. Acho que elas se identificaram o tanto que eu gostaria que elas se identificassem”, pontua o cantor e compositor.

Composto por 10 faixas, todas de autoria de Jão, o álbum também ganhou arranjos de Los Brasileros, Paul Ralphes e Rodrigo Tavares. “Anti-herói foi feito de uma maneira pouco ortodoxa. Pela primeira vez cheguei no estúdio sem nenhum tipo de referência sonora e estética, eu tinha aquelas letras e vontade de contar aquelas histórias, e foi isso, deixei fluir. Não tive nenhuma outra fonte de inspiração a não ser minha história”, revela.

“O processo todo de Anti-herói foi bem ruim e estranho. Tanto pelo conteúdo das letras e pela forma que eu tive que me doar para escrever e cantar aquilo, quanto pela parte técnica da coisa. Eu gosto muito de escrever e eu gosto muito de ir pra turnê cantar, mas a parte do estúdio é muito desgastante, e eu passo muito tempo no estúdio; então, para minha saúde, para minha cabeça e para minha mente não foi muito legal”, completa.

Entre as músicas que integram o projeto, Jão sente carinho por todas, afinal, refletem períodos da vida ele. “Eu não vejo Anti-herói como uma coletânea de músicas ou singles. Eu o vejo como um álbum e eu me identifico com todas, por que ele é um álbum documental, destas 10 a que eu mais tenho um carinho especial é A última noite”, conta Jão.

O disco já está há 25 dias do lançamento de Anti-herói, o público se mostra receptivo. A faixa Enquanto me beija marca mais de 240 mil visualizações. “Foi muito incrível ver aquelas 5 mil pessoas cantando o disco inteiro, foi uma prova do quanto eu acho que a música é transformadora e importante na vida das pessoa, tanto quanto ela é na minha. Foi começar essa turnê com o ‘pé na porta’, foi muito incrível”, relembra a primeira apresentação da turnê.

*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco. 

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