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Correio Braziliense

Clube de jazz local traz apresentação de Jeff Gardner

Bar na 408 Sul investe na atmosfera jazzista novaiorquina, e hoje celebra o talento do pianista Jeff Gardner


postado em 05/11/2019 06:55 / atualizado em 05/11/2019 10:17

Jeff Gardner: atração de hoje, ele é convidado para festivais de jazz no Brasil e no exterior(foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
Jeff Gardner: atração de hoje, ele é convidado para festivais de jazz no Brasil e no exterior (foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)

 

Tendência na cena musical brasiliense, projetos idealizados por compositores, cantores e instrumentistas vêm proliferando. Um dos mais recentes é o Noah Jazz, criado pelo contrabaixista Oswaldo Amorim, que desde setembro vem movimentando as noites de terça-feira o Noah Garden Bar, na 408 Sul.

 

Amorim já recebeu destacados músicos da cidade, entre os quais o trompetista Moisés Alves, o guitarrista Rodrigo Bezerra, o saxofonista Bruno Medina, o pianista e tecladista Serge Fransunkiewiz, o baterista Lender Motta, e o multi-instrumentista Manassés de Souza, cearense radicado na capital. Houve ainda a participação no projeto de um convidado especial, o guitarrista mineiro Toninho Horta, “sócio” do Clube da Esquina.

 

O instrumentista diz que o Noah Jazz teve como inspiração os clubes novaiorquinos do Village, que mantêm a tradição de cultuar esse estilo musical originário dos Estados Unidos. “Durante cinco anos, entre 1998 e 20012, que morei em Nova York, toquei frequentemente em casas consagradas como Blue Note, Birdland, Sob's, Zinc Bar, The Easy Bar, The Cutting Room e Village Underground, ao lado de grandes nomes do jazz”, lembra o contrabaixista.

 

A exemplo de clubes de Nova York, os shows instrumentais que ocorrem no Noah Bar, a partir das 20h, têm dois sets de 50 minutos. A atração de hoje é o pianista norte-americano Jeff Gardner, radicado no Rio e Janeiro desde o começo da década passada. “Conheci e acompanhei o Jeff em 2008, quando ele esteve em Brasília, para apresentação na Casa Thomas Jefferson e gravação de programa na TV Câmara”, conta Amorim. “Embora seja quase um carioca, ele sai do Rio com frequência para participar de festivais de jazz em várias cidades brasileiras e também no exterior, principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão”, acrescenta. 

 

Gardner, de acordo com Amorim, tem tocado com mestres da MPB, como Gilberto Gil, Guinga e Hermeto Pascoal, e lançado discos no país, nos quais grava composições autorais, com a linguagem do jazz, mas também utilizando ritmos brasileiros como samba, choro, baião e ijexá. No show desta noite, basicamente, é esse repertório que o público ouvirá no Noah.

 

Idealizador e produtor do Noah Jazz, Oswaldo Amorim é professor da Escola de Música de Brasília desde 2003. Com licenciatura em música pela UnB, com especialização em contrabaixo pela Bass Collective, de Nova York; e mestrado em Jazz Performance, pela Manhattan School of Music de Nova York. 

 

Com longa carreira, inciada em 1990, o instrumentista, nascido no Rio de Janeiro, já tocou com músicos renomados, entre eles, Bradford Marsalis, Roberto Menescal, Vitor Santos, Raul de Souza, Maurício Einhorn, Victor Biglione, Nivaldo Ornellas, Ricardo Silveira, entre tantos outros. No Noah Garden Bar criou também o projeto Jazz em cantos, que estreou quinta-feira passada, tendo Indiana Nomma como convidada. Depois de amanhã, às 20h, quem se apresenta é o cantor Tico de Moraes.

 

Noah Jazz

Show de Jeff Gardner, acompanhado por Oswaldo Amorim (contrabaixo) e Leander Motta (bateria) terça-feira (5/11), às 20h30, no Noah Garden Bar (408 Sul). Ingresso: R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos. Fone: 3548–7988. 

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