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Correio Braziliense

Sessões a preços populares fortalecem os laços entre o público e o cinema

Na rede Cinemark, a terça-feira (12/11) é dedicada às produções nacionais com sessões ao preço de R$ 4


postado em 11/11/2019 06:20 / atualizado em 11/11/2019 10:49

'Minha mãe é uma peça': 20ª posição entre os filmes mais vistos na história do país(foto: Reproduo/Internet)
'Minha mãe é uma peça': 20ª posição entre os filmes mais vistos na história do país (foto: Reproduo/Internet)

Num período de incertezas para continuidade da produção de cinema no Brasil que, mundo afora tem merecido prêmios e distinções, um dia inteiro dedicado às produções nacionais foi reservado para os três complexos da rede Cinemark, com a iniciativa do Projeta Brasil. Na 20ª edição dos festejos de bilheteria para a sétima arte, o projeto traz mais de 100 sessões, ao popular preço de R$ 4 (cada ingresso).

Enquanto o emblemático filme para a retomada de público nacional Carlota Joaquina (de Carla Camurati) retorna às telas, com duas sessões em cada um dos três complexos da rede (Iguatemi, Pier 21 e Taguatinga Shopping), propondo visão humorada da história do Brasil, outro estandarte do cinema cômico se impõe na telona: o ator Paulo Gustavo. O potencial do riso que ele desperta se estende por 13 sessões de Minha mãe é uma peça — que o consagrou como a estridente dona Hermínia, em 2103 — e outras 12 exibições programadas para o longa Minha vida em Marte.

O filão do humor também se estabelece em outra atração: Se eu fosse você — que marcou o choque entre os mundos dos protagonistas vividos por Glória Pires e Tony Ramos. O longa de 2006, com a continuação em 2009, levantou a venda de quase 10 milhões de ingressos nos cinemas. A imposição dos desejos femininos e o retrato de mulheres de atitude estarão representadas por duas estrelas de cinema nacional: Lília Cabral e Ingrid Guimarães, respectivamente, à frente de Divã (2009), com 11 sessões nos complexos (apenas uma reservada ao Iguatemi), e De pernas pro ar 3, dono de outras 11 sessões.

Almejando um público mais jovial, o Cinemark trará sessões promocionais de Ele disse, ela disse (no Pier 21, que abrigará ainda uma sessão para a excelente animação Tito e os pássaros) e de Vai que cola — O começo, com 12 exibições nos três complexos. Admirado por uma legião de fãs que independe de idade e tornando um símbolo pop, o comediante Antônio Carlos Bernardes, eternizado como Mussum (e morto há 25 anos), ganha mais uma oportunidade de ser visto na telona (em apenas uma sessão no Pier 21), com a reprise de Mussum, um filme do cacildes, documentário assinado por Susanna Lira que havia entrado no circuito comercial em abril passado.

Responsável por levar de quatro milhões de espectadores aos cinemas, há nove anos, a fita espírita Nosso lar (de Wagner de Assis) também foi recuperada como atração para o Projeta Brasil. Uma dúzia de sessões, no Pier 21 e no complexo de Taguatinga, também projetarão vertentes diversas de crenças alternandas na tela, com o recente longa Kardec, estrelado por Leonardo Medeiros, e Nada a perder 2. Sob outra perspectiva de falecimentos, o longa Morto não fala (atração de Taguatinga e do Pier 21), assinado por Dennison Ramalho, aposta no teor de suspense: dentro de um necrotério, um plantonista (Daniel de Oliveira) cria uma atmosfera de mistério, dada a pretensa capacidade de ele se comunicar com os mortos.

Exclusividade


Com 13 salas à disposição, natural que o Cinemark do Pier 21 absorva mais atrações. Nessa leva exclusivamente destinada à sala, há espaço para tramas que exaltam o futebol, como é o caso dos longas A história de um sonho — Todas as casas do Timão, documentário em torno da trajetória do Corinthians, e o drama Eu sou brasileiro, de Alessandro Barros, em que o ator Daniel Rocha vive Léo, um sujeito nunca descrente de cumprir a meta de ser jogador de futebol. Filmado na Chapada dos Veadeiros, Alaska (de Pedro Novaes) traz como tema a tentativa do resgate de um amor antigo por um casal às vias da separação.

A 20ª edição do Projeta Brasil, para além de celebrar talentos consagrados, dá trampolim para nomes de profissionais em ascensão. No caso, for escolhida uma trinca de filmes que apostam no terror, firmamento para o longa A mata negra (de Rodrigo Aragão), que gravita em torno de uma maldição desenvolvida no interior do país e O segredo de Davi, de Diego Freitas, em que Nicolas Prattes (o Alfredo da telenovela Éramos seis) interpreta um serial killer. Finalizando o leque de programas na iniciativa do Cinemark, o diretor Hudson Senna comparece com o longa A quarta parede, que alia aos meandros das redes sociais um esquema criminoso idealizado por um ator desiludido, ao ser posto de lado na adaptação teatral de uma obra de Jean-Paul Sartre.
 

(foto: Montelona Cine/Divulgação)
(foto: Montelona Cine/Divulgação)

Ponte latina

 
Com a proposta de dar visibilidade aos projetos que integram, via coproduções, a criatividade brasileira no cinema junto aos países da América Latina e da Península Ibérica, a 2ª Mostra de Filmes BrLab será atração do Teatro da Caixa Cultural (SBS Qd. 04). Com entrada a R$ 3 (meia), as atrações programadas contemplam exibição de 12 títulos, em quatro dias de evento. Filmes de países como México, Peru, Paraguai e, claro, Brasil estarão em debate.
 
Vencedor de prêmios no Cine Ceará, o filme uruguaio Clever (foto), de Federico Borges, está programado para as 19h de desta segunda-feira (11/11). Um homem que, em pleno processo de divórcio, prioriza o amor por carros e pelo filho serve como protagonista. Para amanhã, às 17h, o filme Amor, plástico e barulho (Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira) é atração. Estrelado pela brasiliense Maeve Jinkings, o longa mostra o embate entre desejos e a realidade vividos por uma aspirante a cantora (papel de Nash Laila).
 

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