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Correio Braziliense

Elis reflete uma nova nova faceta para a cantora Anahi Nogueira

Expoente do samba em Brasília, Clara Nogueira reassume o nome de batismo Anahi, em show do Espaço Cultural do Choro, hoje, na capital


postado em 12/11/2019 06:13

Clara Nogueira reassume o nome de batismo: Anahi(foto: Rhenan Soares/ Divulgação)
Clara Nogueira reassume o nome de batismo: Anahi (foto: Rhenan Soares/ Divulgação)

 

Durante mais de uma década, Clara Nogueira se destacou na cena do samba em Brasília, se apresentando frequentemente em diversos locais. Mesmo sem deixar de lado o estilo musical com o qual se tornou conhecida, ela deu uma guinada radical para levar adiante o seu trabalho. A nova fase tem início hoje (12/11, terça), às 21h, no Espaço Cultural do Choro.

 

No show Arrastão: Um canto Elis, ela vai se desfazer do nome artístico e passa a utilizar o que recebeu na certidão de nascimento, Anahi. “Levei um tempo para assumir a minha identidade artisticamente. Agora, é com meu próprio nome que vou dar continuidade à carreira musical, a partir desse tributo a maior intérprete da história da MPB”, destaca a cantora.

 

Ao falar sobre o show, Anahi deixa claro sua admiração pela homenageada. “Foi com Arrastão – canção de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, vencedora do 1º Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Exelsior – que Elis se mostrou, pela primeira vez, como uma força da natureza em cima do palco. Desse momento em diante transformou a música do seu tempo”, enaltece. “Quando ela cantava, seu corpo cantava por inteiro. Corpo político, corpo de opinião. Elis fez do seu canto seu protesto”, acrescenta.

 

Foi na adolescência, que Anahi “descobriu” Elis Regina e, desde então, a tomou como principal referência, “pela interpretação, pelo bom gosto nas escolha do repertório e por ser uma espécie de porta-voz dos compositores como Milton Nascimento, Gilberto Gil, João Bosco e Belchior, entre tantos outros”, transformando em clássicos as canções criadas por eles”.

 

Mambembrincante

 

Originária de Cuiabá (MT), pertencente a uma família de cantores e violeiros, Anahi sempre foi ligada à música. Mudou-se para Brasília para acompanhar o pai, Chico Nogueira, como uma das vocalistas da Cia. Mambembrincante, grupo musical regional com fortes influências do teatro de rua. Licenciada em artes cênicas pela UnB, há 10 anos ela estuda canto popular na Escola de Música de Brasília, onde tem Alysson Takaki como professor.

 

Ele foi uma das idealizadoras e fundadoras do coletivo Mulheres de Samba, criado há três anos, sob a a influência de Elizeth Cardoso, Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Beth Carvalho, Elza Soares, Alcione e Leci Brandão. Mesmo redirecionando sua atuação, ela não vai deixar o segmento, nem a roda de samba, em que, já há algum tempo, participa – como uma das atrações –, às sextas-feiras, a partir do meio dia, no Feitiço Mineiro (306 Norte).

 

Hoje, no show Arrastão, Anahi tem a companhia em cena de Marcus Moraes (guitarra e direção musical), Hamilton Pinheiro (contrabaixo), Pedro Almeida (bateria) e Felipe Togawa (piano). A direção artística é de Rebeca Dourado. O repertório traz canções imortalizadas por Elis, entre elas Atrás da Porta (Chico Buarque e Francis Hime), Como nossos pais (Belchior), Nas asas da Panair (Milton Nascimento e Fernando Brant), O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc) e Onze fitas (Fátima Guedes), além, é claro, e Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes). 

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