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Correio Braziliense

Festival Assim Vivemos amplia alcance das vozes de pessoas com deficiência

Quase 40 filmes estarão em cartaz no CCBB, com entrada franca, no Assim Vivemos %u2014 Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, que começa hoje


postado em 12/11/2019 07:33

Daniel Gonçalves é diretor e personagem central do longa Meu nome é Daniel(foto: Marcelo Santos Braga/ Divulgação)
Daniel Gonçalves é diretor e personagem central do longa Meu nome é Daniel (foto: Marcelo Santos Braga/ Divulgação)

 

Brasil, Alemanha, Portugal, Nigéria e Irã — junto com outros 15 países — estão numa associação informal contra toda e qualquer sorte de preconceitos e barreiras, quando o tema é o evento Assim Vivemos — Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, que começa hoje (12/11, terça), no CCBB. Obras que dispõem de recursos como emprego da língua de sinais Libras, legendas e amparos com audiodescrição, além de figurarem em catálogo em Braile, estão dispostas no efestival que tem entrada franca. Até o dia 24 de novembro, serão desenvolvidas 50 atividades, entre as quais projeções de 38 filmes.

 

Quatro sessões de filmes darão a largada, a partir das 13h30 de hoje, no evento integrado por projeções de filmes, oficinas e debates. Produção do Reino Unido, o curta A ponte entre nós (que abre o evento) mostra o potencial de pessoas com deficiência, reunidas pelo bem comum da arte — no caso uma companhia de dança batizada Contact Dance Company.

 

Na sequência do curta, o longa da Bielorrúsia (situada na Europa Oriental) chamado Quem é o último se debruça sobre diferenças mentais e físicas completamente apagadas, em prol da arte. O longa mostra crianças unidas para a composição de uma peça teatral, num retrato em que pouco pesam as diferenças entre alunos com espectros do autismo e outros que não os tenham.

 

Independe da capacidade de visão, das limitações de locomoção e mesmo do escopo de percepção auditivo o aproveitamento de todos os filmes do Assim Vivemos. Versado em grandes desafios no cotidiano, o diretor de cinema Daniel Gonçalves, 35 anos, estará na capital do Brasil, amanhã (quarta), para o debate (às 19h) Família e Estímulo.

 

Daniel viu o filme que dirigiu (que trata da vida dele) Meu nome é Daniel, recentemente apresentado no circuito comercial brasileiro. Com deficiência nunca definida, em termos de diagnóstico, ele é o primeiro diretor brasileiro com deficiência a conduzir um longa-metragem. Cineasta, morador da Zona Sul do Rio, ele cursou jornalismo na Puc e concluiu pós, pela Fundação Getúlio Vargas. Edições de programas para canais como Viva, TV Globo e GNT estão entre os feitos profissionais de Daniel Gonçalves. 

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