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Correio Braziliense

'As Panteras' traz três heroínas empoderadas com objetivos desafiadores

Derivado de uma série de sucesso dos anos de 1970, o novo longa da franquia tem direção de Elizabeth Banks


postado em 14/11/2019 06:40 / atualizado em 13/11/2019 21:58

Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott: os novos rostos para as empoderadas Panteras(foto: Sony Pictures/Divulgação)
Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott: os novos rostos para as empoderadas Panteras (foto: Sony Pictures/Divulgação)

A sororidade está em alta pelo que demonstram os bastidores e o conteúdo do longa As Panteras que, quase 20 anos depois do sucesso estrelado por Lucy Liu, Cameron Diaz e Drew Barrymore, ganha nova versão para a telona. Um campo de oportunidades femininos e a quebra de dogmas sexistas ligados à ação e à aventura se descortina. “A indústria do cinema não me oferecia o suficiente. Não me deixavam contar as histórias que eu queria”, avaliou, ao The Guardian, a diretora Elizabeth Banks. Ela se tornou roteirista, produtora, atriz e diretora de As Panteras, quatro anos depois de ter despontado e feito concessões no comando de A escolha perfeita 2, uma comédia musical de enorme bilheteria.

Depois de ter projetado Rodrigo Santoro no cinema, a franquia As Panteras agora abre espaço para a música de Anitta, uma das atrações escaladas pela produtora  da trilha sonora Ariana Grande. O retrato de um Rio de Janeiro descaracterizado impulsiona a trama, logo nas primeiras imagens. Nelas, as espiãs protagonistas Sabina (Kristen Stewart, a Bella de Crepúsculo, agora à frente de uma personagem abertamente gay) e Jane (a inglesa Ella Balinska) combatem o tráfico de drogas. Com a expansão da famosa agência em que trabalham, a Charles Townsend, há uma multiplicação, em escala mundial, de peritas espiãs, como indicam a presença de personagens de Hailee Steinfeld (Bravura indômita) e Lili Reinhart (Riverdale).

Cabe, entretanto, à atriz Naomi Scott (a Jasmine do longa Aladdin) o papel de terceiro vértice, na formação clássica do trio de amigas envolvidas em perseguições de carros, explosões e no uso de infindável arsenal de disfarces. Elena (Naomi) está, a princípio, enfurnada em estação de pesquisa que projeta, via ciência, uma energia alternativa para abastecimento do planeta. Os estudos se dão ao lado do colega Langstone (Noah Centineo, de Para todos os garotos que já amei) — isso, até que os agentes da corporação em que trabalham sabotam os empregos de Elena e Langstone.

Abrangência


Apesar de assumir ter “embutido ideias feministas” em momentos fundamentais do longa, Elizabeth Banks esclareceu à imprensa, no exterior: “Quis fazer um filme atraente e abrangente, muito mais do que algo estabelecido no terreno político”. Chamada de “magnata”, no britânico The Guardian, Banks confessa que almeja uma relevância à la Julia Roberts, em termos de influência em Hollywood. Pouco afeita ao otimismo, “dado o mundo em que vivemos”, ela soube lutar pela realização de As panteras, deixando clara, numa reunião de executivos da Sony, a disposição de comandar o filme.

“Um bom líder é um bom líder”, sintetiza a famosa atriz de O virgem de 40 anos (2005) e O que esperar quando se está esperando (2012). Banks se diz surpresa pela especulação de que tenha primado em apresentar um estandarte feminista, na realização do longa. “Com o longa, não estou fazendo declarações imponentes”, acredita. Ela defende plena naturalidade no destaque reservado ao posicionamento reservado às heroínas.

Mesmo que, em parte, John Bosley (Patrick Stewart) seja visto como chefe de As Panteras, ainda é obscura a maneira pela qual Bosley, a personagem feminina interpretada justamente por Elizabeth Banks. Ficará à frente do comando do trio de agentes. Garantia mesmo, o espectador pode ter de ver em cena a ostentação de tatuagens (repletas de tecnologia de ponta) em algumas das personagens. Outras certezas são os coreografados golpes de luta em cena o emprego de músicas interpretadas por expoentes como Lana Del Rey e Nick Minaj.
 

Outras estreias:  

(foto: Arteplex Filmes/Divulgação)
(foto: Arteplex Filmes/Divulgação)

Adam 

• De Maryam Touzani. Com Lubna Azabal. Dona de uma padaria e a filha vivem em Casablanca. O destino de ambas será alterado com a chegada de uma jovem grávida.

Azougue Nazaré  

• De Tiago Melo. Com Mestre Barachinha e Ananias de Caldas. No interior pernambucano, um grupo de pessoas vive um cotidiano muito centrado na religião e nos festejos do carnaval, que está muito próximo.

A camareira 

• De Lila Avilés. Com Gabriela Cartol e Teresa Sánchez. Camareira se matricula em programa de educação para adultos, mas percebe as injustiças que acompanham sua projeção e o excesso de dedicação.

(foto: Paramount Pictures/Divulgação)
(foto: Paramount Pictures/Divulgação)

Dora e a cidade perdida 

• De James Bobin. Com Isabela Merced e Michael Peña. Um novo desafio é proposto para a popular menina Dora, a mochila falante e o macaco Botas, sempre ligados a aventuras.

Estaremos sempre juntos 

• De Guillaume Canet. Com François Cluzet e Marion Cotillard. Homem decide pelo recolhimento, num fim de semana em que os amigos teimam em tirá-lo do sossego.

Ford vs. Ferrari

• De James Mangold. Com Matt Damon e Christian Bale. Baseado na história da Ford, o longa conta a empreitada da marca para entrar no ramo das corridas de Fórmula 1.

Invasão ao serviço secreto 

• De Ric Roman Waugh. Com Gerard Butler e Morgan Freeman. Agente do serviço secreto se vê acusado de insuflar um crime que envolve o presidente americano.

(foto: O2 Filmes/Divulgação)
(foto: O2 Filmes/Divulgação)

O irlandês 

• De Martin Scorsese. Com Robert De Niro. Veterano de guerra concilia a vida entre o trabalho de caminhoneiro e o de matador. O sumiço de uma personalidade sindical enreda esse protagonista em teia de poder.



 




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