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Correio Braziliense

52ª edição do Festival de Brasília tem noite de abertura movimentada

O festival, que este ano homenageia o ator Stepan Nercessian, começou nesta sexta-feira com a apresentação do longa ítalo-brasileiro 'O traidor'


postado em 22/11/2019 20:27 / atualizado em 22/11/2019 22:30

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro teve início na noite desta sexta-feira (22/11) no Cine Brasília, na Asa Sul. Numa noite reservada a convidados, com apresentação de Maria Paula, a 52ª edição foi aberta com a sessão hors concours de O traidor, uma coprodução entre Brasil e Itália dirigida por Marco Bellocchio.

A decisão pela escolha do longa-metragem foi destacada pelo secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Adão Cândido. "Abrimos com uma coprodução entre Brasil e Itália sinalizando essa visão de como se deve dar a profissionalização da indústria cinematográfica, mostrando como o cinema nacional pode atingir altos níveis", afirmou.

A movimentação do Cine Brasília começou às 18h, quando cinéfilos e realizadores começaram a tomar o hall do Cine Brasília e a área da Praça de Alimentação, que, neste ano, tem uma estrutura fechada para proteger o público das chuvas típicas do período. 

Personagens importantes do cinema nacional circulavam entre o público, como o documentarista Vladimir Carvalho e o ator Stepan Nercessian, o grande homenageado pelo festival este ano. "Eu me sinto muito lisonjeado e, ao mesmo tempo, preparado para receber uma homenagem. Às vezes, chega cedo demais ou tarde demais. Mas o grande homenageado é o próprio festival", disse Nercessian ao Correio.
 
A cerimônia começou sob vaias para o atual secretário. Em meio aos gritos de "Fora Adão" e também de aplausos, o secretário disse que o público estava querendo boicotar o festival.
 
Presença aguardada da noite, Maria Fernanda Cândido também compareceu para prestigiar a exibição do filme da noite, o qual faz parte do elenco. "É um festival que forma um público, é um festival que tem opinião e sabe cultivar o que pensa o cinema brasileiro. Então, é uma grande honra poder estar aqui hoje", disse. 
 
A ativista Débora Diniz foi celebrada pela Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo pelo seu trabalho com documentários e direitos humanos. O maestro Claudio Santoro, que amanhã completaria 100 anos, também foi agraciado nesta edição do evento. 

Festival é resposta, diz Carvalho

Já Vladimir Carvalho, cujo filme Giocondo Dias — Ilustre clandestino encerrará o festival, fez questão de destacar a importância de mais uma edição. "O festival é uma resposta à situação em que chegamos no plano de fragilização da cultura nacional, com ataques a direitos e a ícones das artes. Então, Brasília responde com o festival da mais alta qualidade, repleto de excelentes realizadores", ressaltou.

Outro homenageado desta edição será o pesquisador de cinema Fernando Adolfo, que receberá a medalha Paulo Emilio Salles Gomes, entregue a expoentes que formataram o Festival de Brasília. "Minha formação foi no cinema brasileiro, especialmente depois do advento do Cinema Novo. Minha tarefa sempre foi a de cuidar do Festival de Brasília", contou.

Ver galeria . 9 Fotos 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema BrasileiroMarcelo Ferreira/CB/D.A Press
52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )


* Estagiário sob supervisão de Humberto Rezende

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