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Correio Braziliense

Festival do Cairo exibe 150 títulos até esta sexta-feira

O Brasil é representado com o filme 'O homem cordial', de Iberê Carvalho, na competição internacional. Apesar de não estarem competindo, 'Babenco', 'Lamento' e 'Marighella' também serão exibidos no festival


postado em 27/11/2019 09:16 / atualizado em 27/11/2019 09:16

'O homem cordial' é o único título brasileiro na competição internacional(foto: Agencia Pressphoto/Divulgação)
'O homem cordial' é o único título brasileiro na competição internacional (foto: Agencia Pressphoto/Divulgação)
 
Após passar por uma repaginação, ano passado, em seu aniversário de 40 anos, o Festival do Cairo retorna em 2019 disposto a recuperar e solidificar a reputação de maior e mais antigo evento cinematográfico do mundo árabe. Além de reforçar a programação de filmes, a 41ª edição, que começou com a exibição de gala de O irlandês, marcando a estreia do novo filme de Martin Scorsese no Oriente Médio, amplia a recém-criada área de mercado, o Cairo Industry Days, adicionando painéis e encontros voltados para a produção de conteúdo para a TV e streaming.

Até o dia 29, a maratona exibirá um total de 150 títulos de 63 países, entre premières mundiais e regionais, espalhadas por seções competitivas e informativas. O cinema brasileiro estará representado por O homem cordial, de Iberê Carvalho, na competição internacional; Babenco, de Barbara Paz, e Lamento, de Diego Lopez e Claudia Bitencourt, ambos na mostra Panorama; e Marighella, de Wagner Moura, em projeção especial. Mas o evento também contará com a participação de representantes de distribuidoras, exibidoras e produtoras de cinema e TV, como Ahmed Sharkawi, diretor de criações originais da Netflix.

“O papel de um festival de cinema hoje não é apenas selecionar e mostrar grandes filmes. Eles também são como incubadoras, plataformas para lançar carreiras e ajudar pessoas a criarem relacionamentos criativos e comerciais”, afirma o produtor de cinema Mohamed Hefzy, que assumiu a direção da mostra ano passado, com o objetivo de resgatar o brilho do passado, apagado por uma década de crises financeiras e políticas na região. 

O filme de Iberê Carvalho disputa o troféu Pirâmide Dourada com títulos como Mindanao, do filipino Brillante Mendoza, The border, do colombiano David David, A certain kind of silence, do tcheco Michal Hogenauer, Let’s talk, da egípcia Marian Khoury, e I’m not longer here, do mexicano Fernando Frias de La Parra, entre outros. 

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