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Correio Braziliense

Cineastas, produtores e atores: a repercussão do Festival de Brasília

O Correio ouviu os principais cineastas premiados nesta edição para um balanço de mais um ano de um dos mais prestigiados festivais do pais


postado em 01/12/2019 01:45 / atualizado em 01/12/2019 02:53

(foto: Geovana Melo/CB/D.A. Press)
(foto: Geovana Melo/CB/D.A. Press)
Na noite deste sábado (30/11) foi realizada a cerimônia de premiação da 52ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Após sete dias de exibições de curtas e longas-metragens, o festival chega à reta final. O Correio ouviu os principais cineastas premiados nesta edição para um balanço de mais um ano de um dos mais prestigiados festivais do pais.
 
Representante do elenco de A febre na premiação, Léo Mecchi falou sobre o sentimento de receber quatro estatuetas Candango. "É uma alegria enorme. Poder exibir o filme para esse público que eu sempre admirei, um público de Brasília sempre politizado e aguerrido. Ter esse reconhecimento é incrível." 
 
Ver galeria . 7 Fotos Geovana Melo e Pedro Ibarra/CB/D.A. Press
(foto: Geovana Melo e Pedro Ibarra/CB/D.A. Press )
 

O produtor fez, ainda, um apelo para que a sociedade enxergue a luta indígena como inspiração. "Estamos vivendo um momento que está todo mundo sofrendo com essa política, com esse extermínio. Mas a população indígena está sofrendo há muito mais tempo. Precisamos reconhecer essa luta deles e fazer com que essa luta sirva de exemplo para a gente continuar batalhando", pontuou.

Gil Baroni, diretor do filme Alice Júnior, revela que foi surpreendido com as premiações, apesar do filme ter sido bem recebido pelos presentes no Cine Brasília.
"Teve uma repercussão muito positiva de público e foi aplaudido de pé no final da sessão. Estar aqui é muito bonito, mas ver a Anne subindo no palco pra receber o prêmio de melhor atriz, ela que é uma atriz trans no Festival de Brasilia é incrível. A gente torcia muito para isso", conta.

A atriz Anne, protagonista deste longa, falou sobre a importância do prêmio. "Enquanto mulher trans ganhar melhor atriz em um dos maiores festivais se cinema do Brasil é extremamente simbólico e representativo."

Confira a thread do Correio com vídeos das principais vitórias desta edição do festival: 

 


O tempo que resta, único concorrente do Distrito Federal na Mostra Competitiva de Longas, também foi aclamado no Festival de Brasília levando os prêmios da crítica, de melhor roteiro e do júri popular. “Ganhar o prêmio do público, para mim, é muito mais importante. Quero que essa história chegue nas pessoas,  quero que as pessoas vejam o que está acontecendo com a Ivete, com a Osvalinda e com tantas outras pessoas que estão nessa situação”, disse Thais Borges, diretora do filme. 

A personagem principal do documentário Osvalinda, falou, emocionada, sobre a premiação. "Divulgar a nossa história e a nossa luta nos fortalece na nossa região. Não tenho palavras, é muito emocionante ver que a nossa luta não vai morrer. Não desistam, temos que continuar lutando e sempre olhando pra frente."

Na Mostra Brasília BRB, o destaque foi todo de Dulcina, dirigido por Glória Teixeira e premiado com quatro estatuetas Candango. 

"É uma surpresa, mas a gente trabalhou muito. A equipe é muito profissional, tem um pessoal que está fazendo cinema há muito tempo. Foi um trabalho realizado com muita pesquisa, foram 13 anos não consecutivos trabalhando. Nós temos, nesse filme, os grandes artistas de Brasília. Esperamos que o filme ajude na construção de um saber sobre as artes cênicas", explica Glória.

Outros destacados também falaram: "É o Festival mais importante do Brasil, pela história que ele carrega. Toda uma classe de animadores se vê premiada quando um filme de animação vence", disse Tiago Minamosawa, diretor de Sangro.

Sempre critica, Sabrina Fidalgo, do curta Alfazema, elogiou o júri. "Tivemos interferências graves, de censura, de racismo, de episódios em filmes misóginos e equivocados. O júri, entretanto, se manteve ponderado e verdadeiro."

Bem humorado e multi-premiado, Severino Dadá, de A nave de Mané Socó, revela estar esperando um convite dos Estados Unidos. "Tenho que achar um empresário em Hollywood, e me encontrar, no lançamento da carreira que me coloque como protagonista dos filmes de herói de gibi."
 
*Estagiários sob supervisão de Ronayre Nunes 

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