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Correio Braziliense

Vídeos de Björk que exploram recursos virtuais compõem mostra no DF

Exposição com ambientes virtuais dos vídeos da islandesa Björk oferta experiência imersiva no CCBB


postado em 03/12/2019 06:56 / atualizado em 03/12/2019 07:25

Ambientes imersivos dominam a cena da mostra montada no CCBB(foto: Andrew Thomas Huang / Divulgação )
Ambientes imersivos dominam a cena da mostra montada no CCBB (foto: Andrew Thomas Huang / Divulgação )

 

Os vídeos sempre foram uma das obsessões de Björk, um espaço de realização visual das performances que, desde o lançamento de Vulnicura, em 2016, ganharam outra dimensão: o da realidade virtual. É, portanto, uma combinação entre a produção psicodélica dos videoclipes e as possibilidades da experiência virtual que o público poderá vivenciar em Björk Digital, em cartaz a partir de hoje no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

 

Idealizada pela própria Björk e pelo artista plástico James Merry, a exposição reúne seis vídeos criados para faixas do álbum Vulnicura e concebidos para ambiente virtual, além de uma seleção de 38 dos videoclipes mais importantes da artista islandesa. Em um circuito que dura, em média, 20 minutos, os visitantes serão conduzidos à galeria e, por meio de óculos virtuais, poderão experimentar o universo imaginado pela artista para suas próprias músicas. 

 

A experiência é limitada a grupos de 25 pessoas a cada vez e, diferente do ambiente imersivo criado para a exposição de Tim Burton, que também já passou pelo CCBB, no caso de Björk não há desenhos, ambientação nem qualquer tipo de memorabilia. “A ideia é minimizar todo e qualquer apelo visual fora o que está dentro dos óculos. Colocamos banquinhos, porque muitas vezes são conteúdos que as pessoas podem ficar tontas”, avisa Lia Vissotto, diretora da Cinnamon, produtora responsável pela mostra. Björk digital tem classificação indicativa para maiores de 13 anos porque, segundo Lia, não há pesquisas conclusivas quanto aos efeitos do impacto dos óculos virtuais no desenvolvimento do cérebro. 

 

Criações diversas como as de Andrew Thomas Huang compõem a mostra(foto: Andrew Thomas Huang / Divulgação )
Criações diversas como as de Andrew Thomas Huang compõem a mostra (foto: Andrew Thomas Huang / Divulgação )
 

 

Vulnicura trata, basicamente, de uma decepção amorosa e cada um dos seis ambientes virtuais desenvolvidos para a exposição têm parceria de Björk com artistas e diretores com pesquisas na área. “A Bjork tem muito essa capacidade de fazer parcerias com artistas e diretores que estão sempre inovando e trazendo soluções estéticas e artísticas muito inovadoras mesmo”, aponta Lia. “É uma exposição em que você fica quase 100% do tempo com os óculos, vivenciando esse mundo paralelo que ela criou para expressar o que queria dizer com esse álbum.”

 

 

 

Colaborações com artistas como James Merry, Andrew Thomas Huang e Jesse Kanda fazem dos ambientes imersivos uma aventura estética na qual o visual é tão importante quanto a música. Além dos vídeos imersivos, o público poderá também participar de uma experiência interativa na qual, por meio de controles manipulados pelas mãos, controlará uma gigantesca mariposa virtual inspirada nas máscaras usadas por Björk em clipes e performances. Para as redes sociais não ficarem sem imagens, já que não há o que registrar fora dos ambientes virtuais, a produção da mostra criou um filtro digital de uma máscara criada sob supervisão de James Merry, autor as peças usadas por Björk em trabalhos recentes. 

 

Além dos ambientes imersivos, a exposição tem ainda uma sala de vídeos com exibição de alguns dos clipes mais emblemáticos da artista e um segmento dedicado ao aplicativo Biophilia, desenvolvido para o álbum de mesmo nome lançado em 2011. Destinado à criação musical, o Biophilia, que é pago, está disponível em 24 tablets para que o público possa conhecê-lo e manuseá-lo. 

 

 

 

AMBIENTES IMERSIVOS

 

Stonemilker

Clipe dirigido por Andrew Thomas Huang, é uma das primeiras experiências de Björk em realidade imersiva em 360º. No vídeo, a cantora aparece em uma praia e o público, ao colocar os óculos, assume a visão da própria artista. 

 

Black lake

Também dirigido por Andrew Thomas Huang, Black lake traz uma situação mais complexa: o visitante entra em uma caverna e a sensação é a de estar dentro de um ambiente mais hermético. O desenho de sons é diferenciado e é um clipe mais sombrio.

 

Mouth mantra

Feito em colaboração com Jesse Kanda, que também esteve envolvido no álbum Utopia (2017), esse vídeo é uma viagem perturbadora por dentro da boca da Björk e, claro, é um dos mais psicodélicos da experiência. 

 

Quicksand

Aqui, é uma performance ao vivo da cantora em Tóquio, trabalhado em realidade aumentada, que o público poderá conhecer Esse conteúdo foi transmitido em 360º, por streaming, quando foi realizado. É uma performance de música e o público terá a sensação de estar em um show da islandesa. 


Family 

Do momento de desespero ao empoderamento, da dor à cura, é pela trajetória emocional da artista que esse vídeo, dirigido por Andrew Thomas Huang, pretende conduzir o público. 

 

 

Björk Digital 

Visitação até 9 de fevereiro, de terça a domingo. Galeria 1 (clipes em realidade virtual): das 9h às 19h30. Galeria 2 (Biophilia e cinema): das 9h às 21h, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2) 

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