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Correio Braziliense

Prestes a lançar 'Minha mãe é uma peça 3', Paulo Gustavo faz show no DF

Desde abril, Paulo Gustavo roda o Brasil com espetáculo em que revisita, ao lado da mãe, Déa Lucia, a trilha sonora da vida familiar. Ao Correio, ator fala da montagem, do retorno da peça e de projetos para 2020


postado em 15/12/2019 06:00 / atualizado em 14/12/2019 21:03

Paulo Gustavo: 'A gente está amando fazer esse show. Pena que está acabando'(foto: Deca Produções/Divulgação)
Paulo Gustavo: 'A gente está amando fazer esse show. Pena que está acabando' (foto: Deca Produções/Divulgação)

Em 2004, o ator e humorista Paulo Gustavo resolveu levar para os palcos a irreverência da mãe, Déa Lucia, na figura de Dona Hermínia, protagonista do espetáculo Minha mãe é uma peça. A personagem conquistou o público, roubou a cena e fez a montagem se tornar no maior sucesso da carreira de Paulo, dando origem a uma trilogia de filmes no cinema e, a partir de 2020, uma série com quatro temporadas já confirmadas no Globoplay.

Por ter inspirado o filme, Déa Lucia virou também uma espécie de celebridade. Todo fã de Minha mãe é uma peça quer conhecer a mulher que deu origem à engraçada e empática Dona Hermínia. “Querendo ou não, por conta da Dona Hermínia, minha mãe é uma pessoa querida na internet. As pessoas gostam dela. Todo mundo pergunta por ela”, conta Paulo Gustavo em entrevista ao Correio.

Como forma de atender um pedido do público e retribuir tudo que a mãe fez por ele, desde os sacrifícios na vida até a inspiração ao maior sucesso da trajetória, o ator decidiu montar um espetáculo para dividir o palco com a mãe, o show Filho da mãe. A ideia veio da própria carreira de Déa Lucia, que foi cantora. Durante um tempo, o ofício a divertia e sustentava a família. Porém, depois, ela acabou tendo que se afastar do sonho de se tornar uma grande intérprete. Com a própria carreira estabelecida, Paulo, então, questionou a matriarca sobre um projeto em conjunto: “Mãe, o que você acha da gente subir no palco e fazer um show com um repertório que você cantou a vida toda, mas para fazer para muita gente? Porque ela cantava em bar, churrascaria, boda, aniversário”.

Musical


Déa Lucia topou e, desde abril, mãe e filho têm rodado o Brasil com o musical Filho da mãe. A capital federal recebe o show neste domingo (15/12), a partir das 16h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). No espetáculo, Paulo Gustavo e Déa abrem a apresentação com Camisa amarela, canção de Ary Barroso consagrada na voz de Gal Costa. Ao longo do espetáculo, a dupla passa por blocos temáticos, como bossa nova, em que serão entoados O barquinho e Lobo bobo, ambos de João Gilberto; músicas de memória afetiva, a exemplo de Faceira, de Ary Barroso; e hits de “boate”, que misturam canções do passado como Pare o casamento (Wanderléa) e faixas mais recentes como Sinais de fogo (Preta Gil) e Bang (Anitta).

“Peguei um livro com as músicas que ela cantava. Ela tinha um repertório de quatro ou cinco horas de show. Falei para ela escolher as que mais amava cantar e essas músicas foram escolhidas. Com isso, também misturei músicas atuais. Em algum momento do show, a gente fala da nossa infância, então a gente canta músicas que ela cantava enquanto eu era criança. Acabou ficando um show lindo, uma homenagem a ela. A gente está amando fazer esse show. Pena que está acabando (a turnê)”, explica o ator sobre a escolha do repertório de Filho da mãe.

No palco, Paulo e Déa estarão acompanhados de uma banda formada por André Siqueira (percussão), Claudio Costa (guitarra), Marcelo Linhares (baixo), Mauricio Piassarollo (teclado) e Wallace Santos (bateria). O espetáculo tem direção musical de Zé Ricardo com cenografia de Zé Carratu, iluminação de Marcos Olívio e figurino de Felipe Veloso. “Todo show pinta uma coisa diferente, porque ela solta uma coisa... Minha mãe é muito espirituosa, é muito legal estar em cena com ela”, garante.

Apesar de estar na reta final da turnê, os momentos em Filho da mãe serão eternizados. Tanto no coração de Paulo Gustavo, como em imagens. Desde o início, a equipe de Paulo Gustavo tem feito imagens de making off. “Estou registrando esse show, essa nossa parceria, esse momento das nossas vidas. Quem sabe depois eu faço um seriado dessa história?”, diz.


Dona Hermínia

Minha mãe é uma peça: o grande sucesso da carreira de Paulo Gustavo(foto: Páprica Fotografia/Divulgação)
Minha mãe é uma peça: o grande sucesso da carreira de Paulo Gustavo (foto: Páprica Fotografia/Divulgação)


A partir de 26 de dezembro, a personagem inspirada em Déa Lucia retorna aos cinemas com a estreia de Minha mãe é uma peça 3. Com direção de Susana Garcia, o longa-metragem abordará um novo momento da vida da protagonista. Agora, Hermínia (Paulo Gustavo) precisa lidar com os filhos criando as próprias famílias: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e morando com o marido; e Juliano (Rodrigo Pandolfo) se casará. “A gente fala mais uma vez de relações familiares. Como Hermínia vai lidar com essas novas filhas, e os filhos tendo que dar limites a ela”, adianta Paulo Gustavo.

Além da trama principal do trio, há narrativas paralelas, como o fato de Carlos Alberto (Herson Capri), ex-marido de Hermínia, se tornar vizinho da protagonista; o retorno da irmã Iesa (Alexandra Richter) dos Estados Unidos para o casamento; e ainda a presença da primeira vilã da trilogia vivida por Stella Maria Rodrigues, que fará a mãe do marido de Juliano. “O Carlos Alberto vai morar ao lado dela, para fazer companhia e isso a irrita. A irmã volta para atazanar. Acontecem cenas divertidas das irmãs, porque elas brigam o tempo todo, mas brigam com amor. Esse filme tem a novidade que tem uma vilã. Também tem a volta da Valdéia (Samantha Schmütz), com quem ela tem uma relação muito divertida”, conta.

“O filme está muito divertido, está emocionante. Acho que é mais um projeto com que Dona Hermínia vai tocar no coração da família. Tomara que isso aconteça”, torce Paulo Gustavo. Apesar de Minha mãe é uma peça 3 ser o último filme da personagem, na telinha, Hermínia tem vida longa. Está confirmada para 2020 uma série da franquia. Previsto para ser lançada em outubro no Globoplay, o seriado terá 45 episódios divididos em quatro temporadas e mostrar o passado de Dona Hermínia. “Serão três temporadas de 10 episódios e uma quarta de 15. A gente vai contar a vida toda da Dona Hermínia. A primeira vai começar com os filhos com 8 anos. Então, muita coisa ainda vai rolar”, comenta.



Para o próximo ano, Paulo Gustavo tem ainda mais projetos. Ele começa 2020 gravando a nova temporada da comédia A vila, do Multishow. Em março, filma o novo trabalho com Marcus Majella, o qual tem trabalhado no roteiro. Além disso, o ator está com dois roteiros para o teatro. Só falta decidir qual deles levará para os palcos. Em meio a tudo isso, se divide com o marido Thales Breta na criação dos gêmeos. “Está sendo muito feliz essa novidade na minha vida. Foi uma coisa megalutada, por mim, por Tales. A gente quis muito, desde o dia em que casamos. Tive uma experiência chata no início (a primeira barriga de aluguel do casal sofreu um aborto), mas o final foi feliz. Eles são lindos, cheios de saúde e estamos muito felizes”, afirma.

Filho da mãe

Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental). Domingo (15/12), às 16h (abertura dos portões). Espetáculo Filho da mãe com Paulo Gustavo e Déa Lucia. Direção musical de Zé Ricardo. Com participação dos músicos André Siqueira (percussão), Claudio Costa (guitarra), Marcelo Linhares (baixo), Mauricio Piassarollo (teclado) e Wallace Santos (bateria). Entrada a R$ 70 (setor superior), R$ 90 (setor especial), R$ 120 (setor VIP), R$ 150 (setor gold) e R$ 180 (setor premium). Valores de meia-entrada, válida para estudantes, idosos, professores, deficientes físicos, doadores de 1kg de alimento não perecível e clientes BRB. Não recomendado para menores de 14 anos.

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