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Correio Braziliense

'Playmobil' e 'Star wars' dão o tom das estreias da semana

Longas trazem para o cinema universo mágico e fantástico


postado em 19/12/2019 06:30 / atualizado em 18/12/2019 19:24

Dimensões, cores e formatos das mais variadas peças de um brinquedo infantil ganham vida na telona, com a estreia de Playmobil — O filme nos cinemas. Estreante na condução de longa-metragem, Lino DiSalvo, que é conhecido por integrar o corpo de animadores de fitas como Bolt, Enrolados e Frozen, sublinha que uma das maiores preocupações foi a de remeter às aventuras dos anos de 1980, atentando para a possibilidade de mesclar gêneros cinematográficos no novo longa de animação. Ressaltar a importância dos ganhos com a infância, a partir da exposição dos mundos diversos de personagens bastante opostos, moveu o roteirista Blaise Hemmingway, num trabalho complementado pelos colegas Jason Oremland e Greg Erb.
 
'Playmobil %u2014 O filme': mescla de gêneros cinematográficos em narrativa de animação(foto: Paris Filmes/Divulgação)
'Playmobil %u2014 O filme': mescla de gêneros cinematográficos em narrativa de animação (foto: Paris Filmes/Divulgação)
“Contrastar um jovem personagem dotado da capacidade de criar mundos e expandir a imaginação (por meio de brincadeiras) com alguém que revela a lacuna dessa habilidade, que é essencial para a vida, nos moveu”, explicou Blaise Hemmingway, no material de divulgação de Playmobil. No conteúdo que se destaca como diversão para a família, prevalece um mundo multifacetado que leva ao velho tema do rito de passagem da infância, permeado por componentes mágicos na trama encorpada por fadas, piratas e robôs. O enredo — que aposta em descrever um relacionamento familiar aprimorado pela imersão num mundo lúdico — traz a jovem heroína Marla em busca de um irmão desaparecido.
Metida num desconhecido mundo movido à “selvageria eletrizante” (como pontuam os criadores da ação) representada pela interatividade dos brinquedos Playmobil, com direito a coreografias de kung fu e ambientação aos moldes de ficção científica (que acopla até mesmo dinossauros), Marla parte atrás de Charlie, que é literalmente absorvido pelo mundo de seus brinquedos. Um dos grandes destaques, no enredo, promete ser o Imperador Maximus, um vilão que, na versão em inglês do filme, ganha a voz de Adam Lambert, famoso cantor do American Idol cujo personagem demarca sua estreia em cinema. 
Com o auxílio de um motorista de caminhão chamado Del, Marla encontrará companheiros inesquecíveis na viagem ao mundo dos brinquedos. Rex Dasher, um detetive com jeito de espião ganha a voz, na telona, do celebrado Daniel Radcliffe (para a vida, o Harry Potter dos cinemas). “Rex é uma espécie de James Bond. Mas, nesta versão, ele é praticamente uma paródia do famoso agente, mas com traços de bobeira mais acentuados, pendendo mais para o tipo feito por Roger Moore, e não o interpretado por Daniel Craig”, explicou, em entrevista estrangeira, Radcliffe. 

Outro departamento
'Star wars: A ascensão Skywalker': nono episódio da série tem clima de despedida(foto: Lucasfilm Ltd./Divulgação)
'Star wars: A ascensão Skywalker': nono episódio da série tem clima de despedida (foto: Lucasfilm Ltd./Divulgação)

As prateleiras de qualquer loja infantil, vira e mexe, estão abarrotadas de brinquedos que remetem à outra franquia de cinema, e que, há mais de 40 anos, ocupa o imaginário das crianças crescidas, sob estímulo de nerd: Star Wars. O nono capítulo de toda a saga idealizada por George Lucas, Star Wars: A ascensão Skywalker, ganha as telas de inúmeras salas de cinema, a partir de hoje, com um clima de despedida, como já antecipou o diretor J.J. Abrams — que coloca em letras garrafais a derradeira associação com o enredo que move heróis como Leia, Luke, Han Solo e Rey, contrapostos ao mundo sombrio da Força, representado por Darth Vader, Kylo Ren e o Imperador Palpatine. 
A ascensão Skywalker, por enquanto, seguiu os passos do longa anterior (o oitavo, no trio de trilogias propostas desde 1977), lançado há dois anos, não necessariamente indicando unanimidade. Entre as questões que mais movem os espectadores está a de como se dará o retorno do personagem Luke Skywalker. Isso ao lado de outras respostas como a de qual será o destino de Kylo Ren (Adam Driver), que protagonizou o horrendo destino de matar o pai (Han Solo), e de como se dará a possível transição de Rey (Daisy Ridley) para o lado do mal. Como alívio cômico, droides como BB8 e D.O. (novato na aventura) devem chamar a atenção. 



Religiosidade

Uma série de longas documentais, conduzida por Emilio Hucs Gallo, estará na corrente de lançamentos da semana. São quatro filmes: Filhos do Pai Eterno; Jorge, o padroeiro guerreiro; Padroeiros oficiais do Brasil e Sob o olhar do padroeiro. O primeiro mostra a devoção de goianos pelo Divino Pai Eterno. Jorge lança o olhar em cima da trajetória popular de São Jorge, enquanto Padroeiros oficiais examina o conhecimento das pessoas quando a crença alcança a figura de São João Pedro de Alcântara. Por fim, Sob o olhar do padroeiro descreve dois processos de beatificação. 


Outras estreias
(foto: Diamond/Divulgação)
(foto: Diamond/Divulgação)

A batalha das correntes
De Alfonso Gomez-Rejon.
Com Michael Shannon e Benedict Cumberbatch, o longa mostra o embate entre Thomas Edson e George Westinghouse pela determinação de qual sistema elétrico prevaleceria nos Estados Unidos. 

O paraíso deve ser aqui 
De Elia Suleiman.
Partindo da Palestina, o cineasta se desloca pelo mundo, vivendo as crises de sempre, movidas a racismo e controle de imigração.

E então nós dançamos 
De Levan Akin.
Geórgia, Suécia e França, em coprodução, criaram a trama em que o bailarino Merab encarará, a um só tempo, seu amante e rival, nos palcos, o dançarino Irakli.

Carta registrada 
De Hisham Saqr.
Na capital egípcia, Hala enfrentará uma sucessão de transtornos para a vida, com um agravante: o marido foi preso, injustamente.

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