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Correio Braziliense

LoboFest começa hoje com mostras, painéis e oficinas

11ª edição do festival ocupa a Aliança Francesa com programação que vai de filmes a palestras


postado em 19/12/2019 06:30 / atualizado em 18/12/2019 19:22

'Tio Tomás %u2014 A contabilidade dos dias', da diretora portuguesa Regina Pessoa, é atração de sábado, no 11º LoboFest(foto: Ciclope Filmes/Divulgacao)
'Tio Tomás %u2014 A contabilidade dos dias', da diretora portuguesa Regina Pessoa, é atração de sábado, no 11º LoboFest (foto: Ciclope Filmes/Divulgacao)

Um dos grandes indicativos da qualidade dos filmes selecionados para 11º LoboFest — Festival Internacional de Filmes, que começará nesta quinta (19/12), com cursos, painéis e oficinas, e, que, entre amanhã e domingo, estará repleto de exibição de filmes, na Aliança Francesa (708/908 Sul), está num dado: dois curtas a serem mostrados estão na lista dos 10 finalistas à competição no Oscar 2020. Para as sessões de cinema, o ingresso custa R$ 5. Na sexta (às 19h), será possível conferir a animação francesa Memorável, de Bruno Collet; enquanto, no sábado (às 19h), haverá exibição de Tio Tomás — A contabilidade dos dias, da portuguesa Regina Pessoa.

Regina Pessoa é exemplar no objetivo do programa Do Outro Lado do Espelho, pelo terceiro ano no evento. “A ideia é trazer o olhar feminino do mundo para Brasília, sem falar que a presença feminina no nosso festival é maciça, tanto nos programas de filmes contemporâneos como nas retrospectivas. Um dado curioso é que temos detectado na curadoria é a presença constante de mulheres no campo da animação”, explica Josiane Osório, diretora do LoboFest. Antenado com diretrizes contemporâneas, o LoboFest ainda dá visibilidade à produção independente de jovens realizadores da cidade. “O conteúdo dos filmes reflete o universo dos jovens na interface com o ambiente social e político, como demarcado no segmento Recanto do Cinema”, pontua a curadora. 

(foto: Paula Carrubba/Divulgacao)
(foto: Paula Carrubba/Divulgacao)

Três perguntas // Josiane Osório 

 

Como se deu a seleção e que temas dados privilegiaram? 

 

Foram inscritos cerca de 3.500 filmes. A equipe de curadores escolheu um conjunto de filmes que traduzissem e refletissem as angústias, as preocupações e os desejos do mundo contemporâneo. Portanto, a curadoria foi atravessada por questões de memória, de perdas, de pertencimento e de fronteiras. Dessa forma, apresentamos uma seleção bastante abrangente e diversa com filmes de 32 países. Vale ressaltar que mais de 100 países inscreveram filmes.

 

As ações de mercado e o cuidado em preparar mão de obra traz que perspectiva para a 11ª edição do evento?

 

Essa edição de nosso laboratório de formação está focada na preparação da mão de obra relacionada às narrativas, ou roteiros, visto que é um setor que carece de profissionais capacitados, de acordo com observatórios do mercado audiovisual. O ambiente de mercado propriamente dito, com a rodada de negócios (e os pitchings criativos), além de favorecer a prospecção de novos negócios entre os realizadores, produtores e executivos de diferentes atividades, também tem um caráter formativo no sentido de preparar produtores com projetos em diferentes níveis de maturação para lidar com o mercado audiovisual brasileiro atual. Ainda haverá oportunidades de compartilhamento de experiências de profissionais de diferentes modalidades. Por exemplo, um encontro aberto de realizadores de curtas-metragens (formato em expansão nos canais) e um painel de discussão a respeito da tecnologia de vídeo sob demanda, ou VOD, tema atualíssimo no que se refere aos novos modos de visualização e regulação de conteúdos audiovisuais. 

 

Na organização, vocês ampliaram o circuito do evento. Houve efeito positivo?

O Lobo Fest acontece o ano todo e em vários lugares. Este ano, por exemplo, demos início, no mês de julho, a uma mostra infantil no Cine Brasília. Realizamos também o Lobo Dança, uma mostra internacional de videodança no Centro de Dança do DF, que acontece uma vez por mês. Iniciamos o festival pelo território do Núcleo Bandeirante com sessões em locais emblemáticos, representantes do Patrimônio Histórico e Artístico, como o Museu Vivo da Memória Candanga e na Capelinha da Metropolitana. Um dos pilares do Lobo Fest é a formação de plateias e, nesse sentido, circulamos também por várias escolas públicas. Democratizando o acesso a filmes que jamais seriam vistos e, paralelamente, sensibilizando olhares. Nós não trabalhamos só a descentralização mas a recentralização e a ocupação de novos lugares, a exemplo da Aliança Francesa, outro lugar histórico (projeto de Niemeyer), que será inteiramente ocupada, graças a uma parceria pelo Lobo Fest. 

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