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Correio Braziliense

Confira as exposições que desembarcam na capital em 2020

O Correio adianta o que o público brasiliense pode encontrar nos museus e nas galerias da cidade


postado em 14/01/2020 08:32 / atualizado em 14/01/2020 11:05

O trabalho da japonesa Chiharu Shiota desembarca no Centro Cultural Banco do Brasil em março(foto: Masanobu Nishino/Divulgação)
O trabalho da japonesa Chiharu Shiota desembarca no Centro Cultural Banco do Brasil em março (foto: Masanobu Nishino/Divulgação)

Modernista por essência, Brasília celebra a arte contemporânea neste ano que se inicia. Apesar de os espaços culturais estarem finalizando o planejamento de exposições e atividades para 2020, o Correio adianta mostras e alguns nomes que o público da capital poderá conferir. A intensa e robusta produção local marcam a temporada ao lado de exibições únicas, como a da artista japonesa Chiharu Shiota, que desembarca no Centro Cultural Banco do Brasil em março.

No Centro Cultural TCU, dividindo espaço com a exposição Percursos da saúde no Brasil — a contribuição do TCU, que deve se estender até o fim do ano, três mostras estão programadas. A primeira, em parceria com a Caixa Econômica Federal, vai expor obras do acervo da instituição financeira de importantes artistas brasileiros. Entre eles, Di Cavalcanti, Aldemir Martins, Djanira da Motta e Silva e Antônio Poteiro. Em abril, é a vez de artistas da capital ocuparem o espaço e, em maio, o centro recebe a itinerância do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, um dos mais tradicionais do país.

Encerrada a temporada de Björk Digital, em 9 de fevereiro, o Centro Cultural Banco do Brasil recebe obras da japonesa Chiharu Shiota. A exposição retrospectiva Chiharu Shiota — Linhas da Vida reúne trabalhos do início da trajetória da artista até os dias atuais. Neles, a japonesa radicada em Berlim reflete sobre a vida, as conexões e as memórias. Em junho, as linhas contemporâneas de Shiota dão lugar a esculturas, pinturas, sarcófagos e múmias, vindas do Museu Egípcio de Turim, que possui o segundo maior acervo egípcio do mundo. É a exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade.

Em 2020, a brasiliense Referência Galeria de Arte completa 25 anos e se consolida no mercado nacional. Para 2020, o espaço, criado pela galerista Onice Moraes, apresenta predominância de exposições individuais, com mostras de Luiz Dolino, e lançamento do livro do artista carioca radicado em Petrópolis; Alice Lara; José Roberto Bassul; Gê Orthof, a primeira em Brasília depois de cinco anos; Luiz Mauro; João Angelini; e Wagner Barja, com trabalhos inéditos. A galeria se prepara, também, para levar trabalhos de artistas da região Centro-Oeste e de outras regiões brasileiras para a SP-Arte, uma das mais importantes plataformas de divulgação e venda de arte no mundo.
 
A Referência Galeria de Arte expõe individual de Gê Orthof, a primeira do artista em Brasília depois de cinco anos(foto: Antônio Cunha/CB/D.A Press)
A Referência Galeria de Arte expõe individual de Gê Orthof, a primeira do artista em Brasília depois de cinco anos (foto: Antônio Cunha/CB/D.A Press)
 

Aniversário


No segundo ano de operação, a Galeria Casa, no CasaPark, promoverá exposições tendo como eixo os 60 anos de Brasília. “Teremos mostras com trabalhos de importantes artistas que fizeram e fazem parte, direta e indiretamente, da história da cidade”, explica Carlos Silva, curador e diretor artístico da galeria. No decorrer de 2019, passaram pelo espaço 14 galerias da cidade que apresentaram obras de mais de 120 artistas de Brasília e do Brasil. Para este ano, teve início a Ocupação 11 com a Galeria Risofloras, do programa Jovem de Expressão, que apresenta a mostra coletiva Deslocamentos. Em seguida, é a vez da Galeria DeCurators, conhecida por ser um espaço experimental. Em março, a Ocupação 13 traz a Dupla Plus e, em abril, a Galeria Celso Albano. 

Depois de um período fechada, a Alfinete Galeria reabriu as portas no fim do ano passado, com exposição inventiva de Milton Marques. Este ano, além de expor obras do acervo, o local recebe obras do brasiliense Pedro Ivo. O galerista Dalton Camargos também prepara individuais dos artistas: Elder Rocha, Raquel Nava, Luciana Paiva, Bárbara Mangueira, Julia Milw7,653 cmard, Camila Soato e Derik Sorato. Todos eles são representados pela galeria. Duas coletivas, com nomes fora desse conjunto, também está nos planos de Camargos.
 
A DeCurators, de Gisel Carriconde, é a próxima galeria responsável por ocupar a Galeria Casa, no CasaPark(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 1/5/14 )
A DeCurators, de Gisel Carriconde, é a próxima galeria responsável por ocupar a Galeria Casa, no CasaPark (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press - 1/5/14 )
 

Experimental


Voltada ao trabalho de base com jovens artistas e curadores, sobretudo, no que tange o experimental, A Pilastra concluiu a programação deste ano com a curadoria sob coordenação de Gisele Lima. O coletivo Shibari abre o calendário. Em seguida, passam pelo espaço nomes como o artista Guilherme Moreira, Romulo Barros e Suyane de Mattos. “Os nomes deste ano já não assinam a primeira exposição da carreira, então artistas e curadoras são convidadas a partir do trabalho de pesquisa já desenvolvido até então. Nos anos anteriores, nos abrimos para profissionais com e sem experiência, em 2020, mergulhamos junto com todas no aprofundamento de cada pesquisa, com calma e menor quantidade”, explica Mateus Lucena, coordenador da galeria 

A Caixa Cultural está em fase de estruturação da programação de 2020. Contudo, a primeira exposição do ano, RUMOR, abre hoje. Idealizada pela artista e professora do Instituto de Artes Visuais da Universidade de Brasília Cecília Mori e com curadoria de Yana Tamayo, a mostra coletiva reúne a recente produção de 29 artistas de Brasília e revela a pujante atividade acadêmica e dos espaços independentes da capital. 

Outro local que está finalizando o cronograma é o Espaço Cultural Renato Russo. Responsável pela gestão compartilhada com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o Instituto Bem Cultural (IBC) divulgou, como resultado do chamamento público, a exposição Mulheres à margem, de Christiane Santiago Contreiras, como a primeira mostra do ano.

Ainda sem datas definidas, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa adiantou exposições que ocuparão tanto o Museu Nacional da República como o Espaço Oscar Niemeyer. No primeiro trimestre, sob o comando de Charles Cosac, o museu recebe obras do baiano Aurelino dos Santos e de Josafá Neves. Depois, trabalhos do acervo da coleção Hecilda e Sergio Fadel, que recobre toda a história da arte brasileira, e de Amílcar de Castro, encerram o ano. No Espaço Oscar Niemeyer, o primeiro trimestre terá exposição das esculturas do americano Melvin Edwards. 

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