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Correio Braziliense

Criadora de trilha de 'Coringa', islandesa premiada deve levar o Oscar

Hildur Gudnadottir é a favorita para o prêmio de melhor trilha sonora no Oscar, e pode fazer história, destacada como a primeira mulher a ganhar na categoria


postado em 21/01/2020 07:14 / atualizado em 21/01/2020 10:31

Favorita a levar a estatueta do Oscar, Hildur já ganhou o Globo de Ouro e Critics Choice Awards(foto: Frederic J. Brown/ Divulgação)
Favorita a levar a estatueta do Oscar, Hildur já ganhou o Globo de Ouro e Critics Choice Awards (foto: Frederic J. Brown/ Divulgação)

 

Uma mulher, nova, estreante em indicações, em uma categoria dominada por homens, contra alguns dos maiores nomes da história da música no cinema. São esses alguns pontos que desafiam Hildur Gudnadottir, a favorita ao Oscar de melhor trilha sonora na atual edição dos Oscar pelo trabalho feito no multi-indicado longa Coringa. Caso ganhe o Oscar, além de desbancar grandes nomes da trilha sonora cinematográfica, a compositora se tornará a primeira mulher a levar a estatueta na história. Feito esse que já conseguiu no Globo de Ouro.

 

Nascida no dia 4 de setembro de 1982 na cidade Reykjavik, capital da Islândia, Hildur Gudnadottir é violoncelista e percussionista de origem. A compositora começou a trabalhar com cinema em 2007, com apenas 25 anos, quando fez músicas para o curta-metragem The Gift. A partir de 2011, passou a trabalhar para longa-metragens. Coringa e Chernobyl são os primeiros trabalhos de destaque nas grandes premiações de Hildur Gudnadottir, mas fora da área composição, a profissional já havia trabalhado em outros filmes de destaque, como A chegada e Sicário: A terra de ninguém além da série O conto de Aia, em que compôs para seis episódios.

 

Concorrer ao Oscar é uma grande honraria para qualquer profissional do cinema. As estatuetas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas são a maior premiação da indústria norte-americana da área e o prêmio mais relevante da mídia. Ser favorito na corrida para este prêmio já é um enorme reconhecimento do trabalho feito. Hildur experimenta essa sensação na estreia à premiação e já é colocada como a possível vencedora após ter concorrido a mais de 25 prêmios na categoria e ter vencido os dois principais prêmios pré-Oscar: Globo de Ouro e Critic Choice Awards.

 

Aos 37 anos, Hildur Gudnadottir é a mais nova a disputar a categoria entre os indicados desta edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ela também é a única mulher entre os indicados. Único também é o seu trabalho: a islandesa está em alta e pode ganhar na mesma temporada de premiações um Emmy, um Grammy e um Oscar. 

 

A minissérie Chernobyl, sucesso estrondoso da HBO e que abocanhou os principais prêmios que disputava, teve a trilha sonora assinada por Hildur, o que já rendeu a compositora o a estatueta de melhor trilha sonora em minissérie ou filme para TV do Emmy e também a indicação ao Grammy que acontece no próximo domingo. Ou seja, Hildur pode ganhar três dos prêmios mais importantes dos EUA em uma única temporada.

 

A trilha sonora de um filme não inclui apenas as músicas escolhidas para serem tocadas no filme. O artifício musical no cinema está diretamente ligado ao tom do longa. A música precisa dialogar com o filme de forma a imergir o espectador na história, a interação som e cena traz a quem assiste um estímulo a mais que pode encaminhar o filme e quem assiste a um mundo novo e adicionar sentimento e profundidade ao enredo. Em Coringa, a compositora islandesa faz este trabalho com maestria e é uma das responsáveis pelo tom depressivo do filme do palhaço louco.

 

Contra todos 

 

Os homens que disputam o prêmio contra Hildur são nomes de peso para a categoria. Todos já acumulam mais de 10 indicações ao prêmio e figuram com frequência entre os lembrados na premiação melhor trilha sonora. O principal nome em experiência é John Williams, que concorre pela trilha sonora de Star Wars — A ascensão Skywalker; o compositor é a pessoa viva com maior número de indicações ao Oscar. Ao todo são 52 indicações para ele, que fez algumas das músicas mais icônicas do cinema, como toda saga Star Wars e Tubarão

 

Entre os outros indicados está Alexandre Desplat, pelo trabalho em Adoráveis mulheres, vencedor em 2015, por Grande Hotel Budapeste, e em 2017, por A forma da água; Randy Newman, que fez a trilha de História de um casamento, que ganhou duas estatuetas de canção original por Toy Story 3 e Monstros S.A. e ainda concorre a outra nesta edição do Oscar pela canção original de Toy Story 4; e Thomas Newman, do filme 1917, que já concorreu a 15 Oscar, mas nunca ganhou.

 

*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco. 

 

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