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Correio Braziliense

Com 10 indicações ao Oscar, '1917' é a principal estreia da semana

Em novo filme, '1917', o diretor Sam Mendes destaca os horrores da guerra. Filme que estreia nesta quinta (23/1) concorre a 10 estatuetas do Oscar


postado em 23/01/2020 06:05 / atualizado em 23/01/2020 11:50

Contundente, '1917' tem se destacado pela ousadia de investir na ideia de um plano-sequência, ou seja, sem cortes(foto: DreamWorks/Divulgação)
Contundente, '1917' tem se destacado pela ousadia de investir na ideia de um plano-sequência, ou seja, sem cortes (foto: DreamWorks/Divulgação)

Ambientado no norte francês, durante a Primeira Guerra, o mais recente longa-metragem do diretor britânico Sam Mendes (007 contra Spectre) vem embalado numa mescla entre os clássicos O resgate do soldado Ryan e Platoon. Do primeiro, traz a precisão visual, enquanto faz ecoar o segundo, ao revelar o horror na juventude dos combatentes integrados ao palco de batalha.

Com 10 indicações ao Oscar 2020, e vitórias tanto no Globo de Ouro (melhor filme e direção) quanto no Sindicato dos Produtores (PGA), o filme traz no elenco nomes de peso como Colin Firth e Benedict Cumberbatch. Mas, na verdade, é protagonizado pela dupla Dean-Charles Chapman e George MacKay. Pela ordem, eles vivem na tela Blake e Schofield, destacados para uma missão que pode impedir mortes, em monumental escala, entre um grupo de 1.600 combatentes britânicos.

Sob roteiro de Mendes e de Krysty Wilson-Cairns, que privilegia um eixo de ação entre regiões de Écoust-Saint-Mein e Croisilles, pesam as imagens de devastação e de escombros, à la O pianista. Tateando a fronteira entre inimigos (alemães e austro-húngaros) e partidários da aliança entre Reino Unido e França, os soldados ficam absorvidos em ações imersivas, captadas em enorme plano-sequência pelo diretor — uma série de imagens sem cortes. A opção enriquece a experiência imersiva dos espectadores.

Ao custo de US$ 90 milhões, o filme traz a maestria do veterano diretor de fotografia Roger Deakins, num primeiro momento, obcecado pelo domínio de tons cinzentos e alaranjados. Em termos de impacto visual, o trânsito pelas linhas inimigas e as cenas noturnas fazem lembrar o vencedor do Oscar O filho de Saul (de László Nemes).

Em campo aberto, Blake e Schofield têm poucas vantagens: sem comunicação com os colegas, contam apenas com a determinação. Circulam entre a desordem absoluta, repleta de cadáveres, deparam com ponte caída, desatolam caminhão, ficam à deriva em correnteza de rio e descobrem, na prática, que “alguns homens querem apenas a briga”, como reforça um personagem. Sempre atentos às intenções dos “boches” (alemães), enfrentam ainda momentos de fatalidade iminente, como a da fuga do choque com avião desgovernado. Choro, exaustão e teste de limites se somam até o fim da obra.
 
'Um espião animal': êxito puxado pela voz de Will Smith(foto: Disney/Divulgação)
'Um espião animal': êxito puxado pela voz de Will Smith (foto: Disney/Divulgação)
 

Um espião animal


A partir de um roteiro elaborado por colaboradores dos textos de O touro Ferdinando e A viagem de Chihiro, a dupla de cineastas estreantes Nick Bruno e Troy Quane coloca em cena a animação que traz como chamariz a dublagem a cargo de Will Smith e Tom Holland (o Homem-Aranha do cinema). Na versão nacional, Thaís Araújo e Lázaro Ramos são alguns dos atores destacados para dar voz às peripécias do bem-sucedido agente do governo norte-americano, o espião Lance Sterling (Will Smith).

Na trama fantasiosa, e que investe na paródia a filmes de espionagem, sem demora, Lance é transformado numa pomba. Em fuga desenfreada, depois de acusado de ter se apossado de um drone assassino, ele tem que reforçar a aliança com Beckett, rapaz que faz experimentos ligados à invisibilidade. Um dos inimigos que enfrentará na ação será o maquiavélico Killian (com a voz de Ben Mendelsohn).
 
Tom Hanks: indicado ao Oscar por 'Um lindo dia na vizinhança'(foto: Sony Pictures/Divulgação)
Tom Hanks: indicado ao Oscar por 'Um lindo dia na vizinhança' (foto: Sony Pictures/Divulgação)
 

Um lindo dia na vizinhança


Desligado dos maneirismos que notabilizaram o personagem Forrest Gump, o ator Tom Hanks encarna outro tipo, por demais ingênuo, no filme assinado por Marielle Heller. A performance pode render mais um Oscar (seria o terceiro da prateleira), uma vez que ele está selecionado entre os coadjuvantes de 2020. Morto em 2003, aos 74 anos, o popular apresentador Fred Rogers serviu de inspiração ao filme.

Apegado a muitos valores do passado, Rogers (Hanks, no filme) vai intervir positivamente na vida do protagonista, o repórter Lloyd Vogel (Matthew Rhys, de The americans), que tem dois gigantes amores na vida: a esposa Andrea (Susan Kelechi Watson, de This is us) e o recém-nascido filho Gavin. Vogel (cuja figura vem da vida real, inspirado em Tom Junod) será transformado por completo, com uma série de entrevistas feitas com Rogers. Traumas, uma relação turbulenta com o pai (interpretado por Chris Cooper, astro de Beleza americana e Adaptação) e a reavaliação da intimidade farão parte da trajetória de Vogel. Maryann Plunkett (vista em Adoráveis mulheres) interpreta a devotada esposa de Fred, Joanne.


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