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Conheça 'Tudo ok', de JS Mão de Ouro, Thiaguinho MT e Mila, hit de 2020

Com mais de 52 milhões de visualizações no YouTube, a música Tudo ok se firma como primeiro grande sucesso do ano


“É hoje que ele paga todo mal que ele te fez/ Cabelo ok, marquinha ok, sobrancelha ok, a unha tá ok/ Brota no bailão pro desespero do teu ex”. O refrão chiclete de Tudo ok dominou as paradas e transformou a faixa no primeiro hit de 2020. O clipe oficial da música tem mais de 52 milhões de visualizações no YouTube. No Spotify, a faixa aparece no primeiro lugar das 50 virais do Brasil e na segunda posição das 50 mais tocadas no Brasil. As redes sociais, como Instagram e Tik Tok, acumulam vídeos dos usuários interpretando a música. No Twitter, os internautas fizeram montagens de exs de famosos, como Bruna Marquezine (Neymar) e Selena Gomez (Justin Bieber), mostrando que, agora, “tudo estava ok” com elas.



Lançada oficialmente em novembro do ano passado por Thiaguinho MT, JS Mão de Ouro e Mila, a canção começou a despontar na terceira semana de janeiro graças aos memes e os compartilhamentos de vídeos nas redes sociais. Isso tudo atrelado a fortes componentes da faixa. A começar pelo fato de ser um brega-funk, ritmo que dominou o Brasil no ano passado. O outro aspecto tem a ver com a mensagem de superação e vingança de um ex-amor.

Composição de Thiaguinho MT e JS Mão de Ouro, a música foi inspirada em uma amiga de Thiaguinho. “Quem veio com a ideia foi o Thiaguinho MT. Uma vez, uma amiga dele disse que estava com o “cabelo ok” e com a “unha ok”. Ele guardou a ideia. Tempos depois, viu um cara falando no Twitter que iria para o baile, para o desespero do ex. Então, juntou as duas coisas. Daí, viemos para o estúdio e fizemos a melodia, misturando dois estilos diferentes: o arrocha-funk e o brega-funk. Assim, surgiu a nossa parceria. Quando estava pronta, chamamos a Mila para fazer uma participação”, explica JS Mão de Ouro em entrevista ao Correio.

Saiba Mais

Tudo ok tem ainda uma versão com batidas de forró com o acréscimo de Márcia Fellipe e Henry Freitas — e mais de três milhões de visualizações no YouTube. O sucesso da canção fez com que Pabllo Vittar chamasse Thiaguinho e JS Mão de Ouro para fazer uma nova versão de Amor de que, lançada na última sexta-feira. A faixa ganhou uma adaptação mais “brega”, com a intenção de se tornar um dos hits do carnaval de 2020. “Na verdade, sempre procuro trabalhar com artistas com que tenho afinidade”, define JS Mão de Ouro.

Criador de hits


Esse é só mais um hit no currículo de JS. Como o nome artístico realmente leva a entender, o jovem de Recife tem uma “mão de ouro”, que, onde coloca, nascem sucessos. No currículo, várias canções entre as mais tocadas em 2019: Hit contagiante, com Felipe Original e Kevin O Chris; Surtada, gravada com Dadá Boladão, Tati Zaqui e OIK; e Sentadão, uma parceria com Pedro Sampaio e Felipe Original.

“Com muito esforço e trabalho, essas músicas viraram hits e a repercussão de Tudo ok me ajudou muito, porque daí a galera começou a conhecer o que eu faço. O público é quem dita. Eles gostaram, e o sucesso veio. Graças a Deus e a eles”, completa. Ao Correio, ele falou do início da carreira, da força do brega-funk e dos projetos futuros.

Entrevista / JS Mão de Ouro

Como foi o seu início na música?

Foi durante a escola. Eu e meus amigos brincávamos fazendo música. Comecei a tomar gosto por isso, e fui me aperfeiçoando cada vez mais vendo vídeos no YouTube. Passei a gravar os MCs que estavam no início da carreira. Com o tempo, fui melhorando e lançando ritmos que ainda não estavam no mercado.


Você é do Recife, local onde o brega-funk nasceu. O que pode contar sobre a origem desse gênero?

O povo de Recife é muito de dançar, não é? A prova disso é o frevo e outros ritmos. O brega-funk surgiu dessa vontade de dançar, criar passinhos e se soltar. O brega atual, na verdade, é algo que já evoluiu, pois os primeiros lançados são bem diferentes dos de hoje.

No ano passado, o brega-funk se firmou de vez no cenário da música. Acha que esse ritmo continuará forte em 2020? E o que acha que motivou essa boa repercussão do estilo?

Tenho certeza disso! Além do Nordeste e de São Paulo, estse ano o brega-funk irá se firmar por todos os estados brasileiros. Acredito que essa repercussão toda veio porque o brasileiro gosta muito de um ritmo dançante, que é a maior proposta quando se junta esses dois ritmos.

Quais outros estilos e tendências acha que vão bombar em 2020?

Como disse antes, o brega-funk continuará bombando em 2020. Mas, na minha opinião, também crescem muito o trap e o funk 150 BPM.

Você anunciou que vai lançar uma versão de Dance monkey em brega-funk. O que te motivou a pensar numa versão brasileira da faixa da cantora Tones and I?

Sempre quis levar o brega-funk para o mundo e, assim que escutei a música, comecei a imaginar como ela ficaria em um ritmo diferente, como uma lambada, brega-funk ou reggaeton.

Além da versão de Dance monkey, o que mais podemos esperar de lançamentos seus?
Ainda não posso revelar, mas podem esperar muitas novidades e vários estilos musicais misturados com o brega-funk.