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Correio Braziliense

Banda Surf Sessions celebra 12 anos de carreira com gravação de álbum

A banda brasiliense comemora 12 anos com a gravação do álbum 'Inverso', que busca novos caminhos


postado em 06/02/2020 06:10 / atualizado em 05/02/2020 19:51

A banda brasiliense Surf Sessions celebra 12 anos de carreira com a gravação de álbum que busca novos caminhos(foto: Pedro Brandão/Divulgação)
A banda brasiliense Surf Sessions celebra 12 anos de carreira com a gravação de álbum que busca novos caminhos (foto: Pedro Brandão/Divulgação)
São 12 anos de muita música, transição e amadurecimento. Do cover para o autoral, da limitação dos fios elétricos para a movimentação dos instrumentos com a tecnologia wireless. Surf Sessions celebra sua história com álbum novo e muita energia para as próximas etapas.

A Surf Sessions é uma banda brasiliense de surf music, um gênero que transita entre o reggae, ska, rock e hip-hop. Atuante no cenário musical desde 2007, sua formação atual conta com Rafael Monte Rosa  (guitarra e voz), Felipe Bittencourt (guitarra e voz), Renato Azambuja (percussão e voz), Jorge Bittar (teclado) e Juninho Fernandes (bateria). “São 12 anos incríveis. Viver o autoral não é para qualquer um. O mercado te cobra. A vida te cobra e nós nos cobramos. Somos vitoriosos por termos todo esse tempo de banda”, contam Monte Rosa e Azambuja.

A próxima fase da banda é marcada pelo lançamento e divulgação do novo trabalho, o álbum Inverso, finalizado em outubro do ano passado. O disco foi concebido em três partes: pré-produção na Chapada do Veadeiros, gravação em Brasília e gravação em São Paulo. Esse é o sétimo trabalho dos brasilienses e traz novidades em relação aos últimos seis. “Nossa ideia era buscar um recomeço. Traçar um caminho inverso ao que estávamos seguindo. As músicas já estavam prontas e acompanhavam totalmente nossa ideia. Foi uma experiência maravilhosa, pois o convívio era intenso e conseguimos respirar muita música durante quase um mês e meio”, explica Monte Rosa. Quanto às novidades no estilo, o grupo explica que mantiveram as raízes marcantes do reggae e do rock, mas agregaram a modernidade da música eletrônica, além de novos grooves.

O disco, que tem 10 faixas inéditas, tem produção de Rodrigo Sanches, vencedor do Grammy Latino com o disco Tropix, da cantora Céu. Segundo a banda, ele teve um papel importante no convite para algumas das participações especiais. Um exemplo é o vocalista da Nação Zumbi, Jorge du Peixe, que participa em Gimme Love. “Outras duas conexões via Sanches foram a cantora Anna Lu e o DJ Marcelinho. Já o rapper Jamelão é um amigo de Brasília que convidamos para participar na canção Na Vida”, conta Azambuja sobre as parcerias.

Origens


Com o novo momento, eles refletem sobre as origens e sobre o futuro: como lidaram com as dificuldades, inovações no cenário da música e planos para os próximos anos. A experiência foi adquirida com a estrada, e os momentos de dificuldade foram superados com bastante diálogo: “Isso ameniza muito os traumas. Talvez esteja aí a fórmula para estarmos juntos há tanto tempo. A Surf também sempre foi uma banda muito agregadora e nos tornamos conhecidos por receber participações em nossos shows. Temos inclusive um álbum chamado Surf Com Vida, em que cada uma das 10 músicas tem um convidado especial.”

Ainda lembram a participação nos shows de nomes como Toni Garrido, Saulo, Ellen Oléria, George Israel, Durval Lellys. Outro grande nome da música brasileira, Digão, da banda Raimundos, foi uma das parcerias que marcaram a carreira dos músicos brasilienses.

Sobre as mudanças na indústria musical (sob influência da internet, plataformas de streaming e popularidade dos singles), e suas dificuldades e facilidades, o grupo não acha que exista certo e errado. “Neste momento, vemos artistas lançando singles com videoclipes e outros preparando álbuns completos mais de uma vez por ano. Nossa impressão é que essa geração se interessa por produzir mais em quantidade do que em qualidade. Por outro lado, a tecnologia permite se autoproduzir em níveis bem satisfatórios e o mercado digital trouxe o mundo para perto de cada artista.”

Como artistas, a produção de um álbum nesse momento e nesse cenário foi bastante representativa para o processo: “Foi um resgate interno daquilo que nos é mais precioso, que é a nossa arte e a nossa mensagem. Passamos alguns anos vivendo o nosso lado mais comercial, mas chegamos à conclusão que o dinheiro paga as contas, mas o que alimenta é a arte.”

Quanto ao futuro, a Surf Sessions tem um single pronto para ser lançado, e antecipa, em primeira mão, que é uma versão em reggae de um grande artista do nordeste. O grupo também pretende lançar o Inverso Lado B, com algumas canções que não entraram para o álbum Inverso. Além disso, o grupo prepara um novo show para ser levado para as principais capitais do país.

*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco


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