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Correio Braziliense

Anahi faz tributo a Elis Regina nesta quinta-feira no Clube do Choro

A cantora presta homenagem a mais influente intérprete da MPB no show 'Arrastão, Um Canto Elis'


postado em 11/02/2020 08:43 / atualizado em 11/02/2020 08:43

Anahi: show com repertório de tempos turvos da história brasileira(foto: Janine Moraes/Divulgação)
Anahi: show com repertório de tempos turvos da história brasileira (foto: Janine Moraes/Divulgação)

“Um arrastão de sentimentos, um redescobrir de nós mesmos, um canto por dias melhores, de vida e de esperança”. Isso é o que propõe Anahi no show que faz nesta terça-feira (11/2), às 21h, no Espaço Cultural do Choro, com o qual presta tributo a Elis Regina, tida como a mais influente intérprete da MPB e principal referência para cantoras de diferentes gerações.

Em Arrastão, Um Canto Elis, a cantora nascida em Cuiabá (MT) e radicada em Brasília desde a adolescência revisita canções que se tornaram marcantes no repertório da Pimentinha pelo conteúdo político-social e que remetem aos anos de chumbo da ditadura militar. “As músicas que interpretarei são de um período turvo da vida brasileira, especialmente o da década de 1970”, diz Anahi. Ela tem a companhia no palco da banda formada por Marcos Moraes (guitarra e direção musical), Hamilton Pinheiro (contrabaixo), Pedro Almeida (bateria) e Felipe Togawa (piano). A direção artística é de Rebeca Dourado.

Criteriosamente, ela escolheu clássicos da importância de Aos nossos filhos (Ivan Lins), Conversando no bar (Milton Nascimento e Fernando Brant), Deus lhe pague (Chico Buarque), O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc) e, é claro, Arrastão (Edu Lobo e Vinicius de Moraes) – canção que projetou Elis nacionalmente, após vencer o 1º Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela extinta TV Excelsior.

Intercalando blocos de canções, Anahi, licenciada em artes cênicas pela UnB, lembra textos que eram ditos pela homenageada. Um deles é: “A música é meu arco, minha flecha, meu motor e meu combustível. Cantar é um ato que se comete completamente só. E eu adoro”. Em outro, fala: “A revolução não se faz pegando arma. Ela começa dentro de casa. A verdadeira revolução começa no ser humano”.

A relação da cantora com a música vem desde a infância, quando ouvia em casa discos dos pais, que eram ligados na MPB de Chico Buarque, Gilberto Gil, Cetano Veloso, Milton Nascimento, Elomar, Elis Regina, entre outros. “Iniciei minha trajetória artística como backing vocal do grupo Mambembrincante, que teve meu pai como um dos criadores”, lembra.

Quando decidiu partir para carreira solo, optou por cantar samba, usando o nome de batismo, Clara Nogueira. “Até hoje canto samba, em rodas no Feitiço Mineiro, onde há algum tempo me apresento, às sextas-feiras, num roda na hora do almoço. Sou uma das fundadoras do coletivo Mulheres de Samba, que surgiu em 2016, com o propósito de inserir a mulher no samba, como protagonista”, conta.


Arrastão, Um Canto Elis
Show de Anahi e banda nesta terça-feira (11/2), às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos.  Informações: 3224-9599.
 
 

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