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Correio Braziliense

Protagonismo feminino se destaca no cinema com diretoras e super-heroínas

Ao mesmo tempo em que algumas das mais influentes diretoras do cinema internacional estreiam longas, três filmes de super-heroínas famosas chegam ao cinema


postado em 15/02/2020 17:29 / atualizado em 15/02/2020 17:29

Os filmes de super-heroínas se destacam entre os mais esperados do ano(foto: Warner Bros./Divulgação)
Os filmes de super-heroínas se destacam entre os mais esperados do ano (foto: Warner Bros./Divulgação)

O cinema é um espaço que deve falar por todos e ter vários pontos de vista. No entanto, as temporadas de premiações mostram que não é bem assim que as coisas funcionam. A latente e repetida ausência de mulheres concorrendo à categoria de Melhor Direção evidenciam um problema sistêmico em Hollywood, que possui mulheres desempenhando este papel, mas raramente o reconhece o trabalho desenvolvido por elas.

Em 2020, um enredo diferente começa a ser escrito para as mulheres alcançarem os primeiros lugares nas mais importantes listas de premiações. Ao mesmo tempo em que algumas das mais influentes diretoras do cinema internacional estreiam longas, três filmes de super-heroínas famosas chegam ao cinema, e Hollywood vai dar protagonismo a mulheres que, até então, têm sido desprezadas pela indústria.


Elas salvam o mundo


Não é preciso ser homem para salvar a vida de milhares de pessoas em perigo. Em 2020, são as super-heroínas que vão salvar o mundo. A começar com a personagem de Aves de rapina: Arlequina e sua emancipação fantabulosa, filme sobre mulheres, feito por mulheres. O longa estreou em 6 de fevereiro, e é o primeiro do gênero a ter produção majoritariamente feminina. Com a estreante CathyYan na direção e roteiro feito por mulheres, o filme passa por dificuldades de arrecadação em bilheteria, mas se mostra um bom passo para o maior espaço das mulheres no protagonismo dos filmes de super-herói.

A DC, pioneira nos filmes com super-heroínas protagonistas, lança também Mulher-Maravilha 1984. Estrelado por Gal Gadot, o filme marca a reprise de Patty Jenkins para as histórias da amazona superpoderosa. O longa estreia em  4 de junho nos cinemas e tem a expectavia de repetir o sucesso de seu predecessor, que arrecadou mais de 800 milhões de dólares de bilheteria.

A Marvel também dá o papel principal para uma personagem importante em 2020. Viúva-Negra ganha seu primeiro filme solo, após participar ativamente de sete filmes do universo cinematográfico. Com uma história completamente nova e que dará detalhes da origem da personagem, o longa estreia em 30 de abril. Quem comanda as ações é a australiana Cate Shortland em seu primeiro filme de grande expressão no cinema de Hollywood.


Elas buscam prêmios


As diretoras que constantemente figuram nas listas de premiações também estão produzindo longas este ano. É o caso de Sofia Coppola, que assina o drama familiar On the rocks. O longa é a sétima direção da diretora, que, apesar do sobrenome, já tem carreira desatrelada do pai Francis Ford. O filme estreia em 2020 e tem Bill Murray e Jessica Henwick nos papéis principais, mas ainda não tem data fechada para chegar aos cinemas.

Outras duas mulheres têm filmes previstos. Esnobada pelo Oscar deste ano, a diretora Greta Gerwig (Adoráveis mulheres) apresenta uma nova visão da famosa boneca Barbie em live-action, protagonizada por Margot Robbie. No entanto, ainda não há certeza se estreia este ano. Outra que acabou fora das premiações, mas, dessa vez, do Globo de Ouro, Ava DuVernay (Olhos que condenam) deve lançar o longa de futuro distópico DMX em 2020.

Elas no Brasil


A principal estreia de uma diretora no Brasil deve ficar por conta de Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças), que trabalha desde 2018 no filme Pedro. O longa deveria ter sido lançado em 2019 mas, por problemas na Ancine, teve produção travada e tem  chances de estrear em 2020. O filme conta a volta de Dom Pedro I a Portugal e tem Cauã Reymond no papel principal.

*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco


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