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Correio Braziliense

Léo Santana é o Gigante que movimenta multidões no carnaval

Há dez anos, Léo Santana ganhava reconhecimento nacional à frente do Parangolé ao som de Rebolation. Hoje, tornou-se uma das maiores estrelas da festa


postado em 18/02/2020 06:59

%u201CFaz o L%u201D se tornou uma das marcas registradas de Léo Santana (foto: Arquivo pessoal / Divulgação)
%u201CFaz o L%u201D se tornou uma das marcas registradas de Léo Santana (foto: Arquivo pessoal / Divulgação)

 

Leandro Silva de Santana vendeu frango assado nas praias de Salvador; foi dono de uma barbearia; trabalhou em tendas de coquetéis; tocou percussão; integrou várias bandas na capital baiana até chegar ao Parangolé. Por sete anos, Léo Santana comandou o grupo formado em 1998 e um dos expoentes do estilo pagode baiano. E, justamente, há 10 anos, o conjunto ganhou reconhecimento nacional alavancado pelo sucesso Rebolation.

 

À frente da banda, ele percorreu o Brasil e fez shows na Europa e nos Estados Unidos, além de emplacar canções de sucesso (veja quadro). Em 2014, o Gigante, como é conhecido, deu início à carreira solo.“Sou muito grato por tudo que aconteceu ao longo de todos esses anos. Rebolation me deu frutos sensacionais e foi uma canção que me levou para diversos locais no Brasil. Foi um grande sucesso”, conta em entrevista ao Correio.

 

 

 

Desde que saiu em carreira solo, Léo Santana gravou três álbuns. O primeiro, Baile da Santinha, consagrou de vez o sucesso do cantor no Brasil. Com participação da sertaneja Marília Mendonça, o trabalho teve, como singles tocados em festas e rádios, Santinha, Vidro fumê e Um tal de toma. Em seguida, lançou Ao vivo em Goiânia, com inéditas e músicas antigas.

 

Do material, caíram no gosto do público as músicas Encaixa, uma parceria do Gigante com o MC Kevinho; Vai dar PT, cujo clipe foi lançado pela Kondzilla; Crush blogueirinha; e Várias novinhas, eleita uma das músicas do carnaval em 2018 e a mais escutada no período no segmento Axé entre os artistas baianos na Billboard Brasil.

 

No ano passado, realizando uma média de 20 shows no mês, Léo Santana lançou a primeira parte do DVD Levada do Gigante. Com participações de Anitta, Atitude 67, Lauana Prado e o porto-riquenho Jhay Cortez, a gravação teve ingressos esgotados e o baiano sacudiu o Credicard Hall. O trabalho reuniu 21 músicas, entre elas, 18 canções inéditas e 3 regravações. Questionado sobre a diferença do Léo Santana de Rebolation para o artista que conduz Levada do Gigante, o baiano atribui o crescimento à maturidade. “Com o tempo vamos ganhando experiência, aprendendo cada vez mais e entendendo melhor cada passo dado. Hoje, eu tenho muito mais maturidade no sentido de lidar com determinadas situações, de condução da carreira, também”, avalia.

 

Apesar de um dos principais nomes do pagode baiano, ao lado de Xanddy, do Harmonia do Samba, e Tony Salles, atual vocalista do Parangolé, o amadurecimento de Léo Santana e a condução que deu à carreira o transformaram em um artista versátil. Quem acompanha um show do Gigante sabe que ele percorre os ritmos baianos, mas também passa pelo funk, pelo sertanejo, pelo pagode. Nesse caminho, Léo Santana também é um dos artistas mais procurados para parcerias musicais. Ele gravou com Ivete Sangalo, Rai Saia Rodada, Ludmilla, Luan Santana, Mano Walter, Simone e Simaria, Felipe Araújo, Thiaguinho, entre outros.

 

“Acredito muito na potência e em como essas parcerias podem render bons frutos. Principalmente, para não me manter na zona de conforto, sabendo que posso caminhar por outros ritmos e a música ser muito bem aceita como Invocada, com Ludmilla e Apaixonadinha, com Marília Mendonça. Graças a Deus, essas parcerias têm rendido resultados muito bons. Acredito que é o conjunto: a própria música, quem está cantando, o trabalho de pós lançamento. Não existe fórmula pronta. Deixo sempre Deus conduzir e confio”, comenta.

 

Além de emplacar hits e dialogar com uma legião de fãs nas redes sociais — o cantor tem, só no Instagram mais de 13,5 milhões de seguidores - Léo Santana percorre o país com shows e projetos musicais. Ele conduz o bloco de carnaval fora de época #VemComoGigante, o Baile da Santinha e O Encontro, uma reunião dele, com Tony Salles e Xanddy.

 

Carnaval

 

Com o suingue e a voz que conquistaram o Brasil há 10 anos, o Gigante chega ao carnaval de 2020 com duas canções cotadas à hit do carnaval: Contatinho, com a participação da funkeira Anitta, e Eu não vivo sem ela (eu te amo putaria). O sucesso da primeira, inclusive, espantou o próprio cantor. “Contatinho nos surpreendeu muito. Lançamos a canção em setembro de 2019 e ela vem rendendo até hoje tanto nas plataformas musicais como com o público. Isso me deixa cada dia mais grato, realizado e muito feliz com o andamento de todo esse desempenho positivo. O carnaval do GG promete”, adianta aos risos.

 

Canções lançadas em 2019 seguem fortes neste ano. Além de Contatinho, faixas, como Sentadão, parceria de Pedro Sampaio com Felipe Original (conhecido por Hit contagiante) e JS Mão de Ouro; Surtada, de Dadá Boladão, Tati Zaqui e OIK; Combatchy, de Anitta, Lexa, Luísa Sonza e Mc Rebecca; e Amor de Que, de Pabllo Vittar continuam nas playlists do verão e do carnaval. Sem falar no sucesso do brega-funk Tudo ok, Márcia Fellipe com Thiaguinho MT, Mila, Henry Freitas e JS Mão de Ouro.

 

Contudo, uma série de lançamentos musicais chega a cada semana para incrementar a lista da disputa do hit do carnaval. Figuram na competição funk, axé, brega-funk, piseiro, sertanejo, forró e uma mistura de ritmos que se espalha pela folia em todo o país.

 

Confira a lista de candidatas lançadas recentemente:

 

Amoreco (Simone e Simaria)

Aquecimento da Lexa (Lexa)

Carnaval (Atitude 67)

Carnaval chegando (Rennan da Penha e POCAH)

Corrida elétrica (Baiana System, Armandinho e Dodô e Osmar)

Empurradinha 2.0 (MC Rebecca)

Fevereiro (DJ Zullu)

Graveto (Marília Mendonça)

Jogação (Anitta feat. Psirico)

Joga pra mim (Rennan da Penha, 3030 e Luiza Sonza)

Lei da gravidade (POCAH e Léo Santana)

O amor da minha vida sou eu (Solange Almeida)

O mundo vai (Ivete Sangalo)

Plaquinha de aviso (Gustavo Mioto e Wesley Safadão)

Portabilidade (Bell Marques)

Pulando na pipoca (Ludmilla e Ivete Sangalo)

Pulsação (Cláudia Leitte)

Rave de favela (Anitta, Major Lazer e Mc Lan)

Romance proibido (MC Kevin o Chris e Ferrugem)

Sofrendo feito um louco (Luan Santana, Léo Santana e Olodum)

Tentativas (todos os cantos) (Marília Mendonça)

Treme tudo (Lexa)

 

Ano a ano, Léo Santana coleciona hits. Confira:

 

2010 - Rebolation

2011 - Tchubirabiron

2012 - Madeira de lei

2013 - Dança do arrocha

2014 - Nossa cor

2015 - Abana

2016 - Deboche

2017 - Santinha

2018 - Várias novinhas

2019 - Crush blogueirinha

2020 - Contatinho

 

Três perguntas // Léo Santana

 

Brasília será a terceira cidade a receber o projeto 'O Encontro’, 9 de maio. O que pode nos adiantar do show? Como será essa reunião de Léo Santana, Tonny Salles e Xanddy?

 

Esse é um show muito especial, porque é uma grande oportunidade de estar com essas duas feras que também são amigos muito queridos no mesmo palco. O Encontro é a representação dessa união e força do pagode baiano como movimento. Tenham certeza que vamos fazer um grande show.

 

E o Baile da Santinha, como seguirá em 2020?

 

Adotamos uma nova identidade visual e, além disso, modificamos a estrutura também. Novos elementos, ativações... o Baile da Santinha está ainda mais completo e com muitas novidades.

 

Acha que hoje, o pagode baiano tem mais força, principalmente fora da Bahia, que o axé? Por que?

 

Acredito que tem espaço para todo mundo.. A música da Bahia é única, né? Tenho certeza que cada um na sua vertente consegue ocupar diversos espaços. 

 

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