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Correio Braziliense

André Gonzales, acompanhado de banda, anima baile na capital

Há três anos com esse grupo Gonzales promove o Baile de Máscara


postado em 19/02/2020 07:00 / atualizado em 18/02/2020 20:23

(foto: Paula Carrubba/Divulgação)
(foto: Paula Carrubba/Divulgação)

Embora tenha se tornado conhecido como vocalista da banda de rock Móveis Coloniais de Acaju, o cantor André Gonzales sempre teve uma ligação com a MPB, principalmente a mais tradicional, que remete à era de ouro do rádio. Não por acaso, em 2015 estreou com o projeto Sr. Gonzales Serenata Orquestra, com o qual passou a animar bailes no Clube Previdenciários e em outros loais da cidade.

Há três anos, com esse grupo, no qual tem a companhia de outros ex-integrantes do Móveis, Gustavo Dreher (teclados), Fernando Jatobá (guitarra) e Esdras Nogueira (sopros), Gonzales vem promovendo, durante o carnaval, Baile de Máscara, mix de show e festa. “Em 2018 e 2019, levamos esse projeto ao Outro Calaf, e agora o faremos no Espaço Cultural do Choro”, diz. O local, com os novos tempos, vem se adaptando à realidade e abrindo suas instalações para outros gêneros musicais.

Gonzales conta que o gosto pela música popular brasileira lhe foi passado por suas avós. “Quando decidi criar a orquestra tinha um repertório expressivo, formado basicamente por canções do repertório de cantores e cantoras da época em que o rádio era o principal veículo de comunicação. Já minha lembrança do carnaval vem dos bailinhos em que participava em Morrinhos, no interior de Goiás, na infância, quando ouvia marchinhas clássicas. Com outras crianças ficava recolhendo os confetes que caiam no chão”.

Quanto ao Baile de Máscaras, ele diz que vão prevalecer no repertório marchas consagradas pelos brasileiros, compostos por mestres do gênero, entre eles, Noel Rosa (Pastorinhas), Benedito Lacerda (Jardineira), Alberto Ribeiro (Chiquita Bacana), Antônio Nássara (Allah-lá-ô), Zé Keti (Máscara negra), Lamartine Babo (Rasguei a minha fantasia), Braguinha (Balancê) e Max Nunes (Bandeira branca ).

No repertório foram incluídos também sambas e sambas-enredos históricos da Mangueira, Portela, União da Ilha e outras escolas cariocas. “Uma outra tradição dos bailes carnavalescos que vai ser resgatada é o concurso de fantasia. Ele sugere a quem for ao baile usar máscara, para entrar no clima do que está sendo proposto pelo evento.”Queremos trazer de volta essa manifestação da cultura popular brasileira”, destaca o cantor.


Axé 90

Roqueiro, sem preconceito, há algum tempo Gonzales tem comandado uma outra festa, a Axé 90, na qual canta sucessos do carnaval baiano, que transformaram Salvador em um dos destinos mais procurados no período da folia. “Desde 2017, venho fazendo esta festa, em vários lugares de Brasília, com ótima acolhida do público. Na segunda de carnaval, às 19h, estaremos de volta ao Outro Calaf”, anuncia.

“Desta vez, teremos a companhia de músicos do grupo Passo Largo e das bandas Consuelo e Muntchako. Com eles, tocamos no pré-carnavalesco, na área externa do Museu da República Esplanada dos Ministérios), dando suporte ao bloco Quem chupou vai chupar mais, que reuniu uma multidão de foliões”, frisa.

A Axé 90 permite a André Gonzales e a banda que toca com ele relembrar clássicos do carnaval soteropolitano, lançados por Daniela Mercury, Margareth Menezes, Netinho, Ricardo Chaves, Chiclete com Banana, Asa de Água, Araketu, Olodum, Cheiro de Amor, Banda Beijo e Banda Eva. “Vai ser uma grande farra”, afirma.



Baile de Máscaras
Festa-show com André Gonzales e banda hoje, às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos, Informações: 3224-0599.
 
 
 
 

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