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Correio Braziliense

Viradouro é a grande vencedora do carnaval do Rio de Janeiro

Em uma apuração emocionante, a escola de Niterói garantiu o título de virada


postado em 26/02/2020 16:05 / atualizado em 26/02/2020 21:21

(foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
(foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
De virada, a Viradouro é a grande vencedora do carnaval do Rio de Janeiro 2020. Esta é a segunda vez que a escola leva o título — a outra vez tinha sido em 1997. Desta vez, a agremiação levou o troféu com enredo sobre as lavadeiras de Itapuã. 

 

Com pontuação final de 269,6, a escola fundada em 1946 venceu no critério de desempate a Grande Rio, segunda colocada.
 

Com o enredo De Alma Lavada, a escola abordou o protagonismo feminino na história brasileira. O enredo é dos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira.  

 

A escola garantiu notas máximas nos quesitos harmonia, enredo, samba-enredo, fantasia, bateria, mestre-sala e porta-bandeira e evolução. 

 

Ver galeria . 8 Fotos Mauro Pimentel/ AFP
(foto: Mauro Pimentel/ AFP )

 

O segundo lugar ficou com a Grande Rio, com o total de 269,6 pontos. O enredo da escola foi sobre o pai de santo Joãozinho da Gomeia, morto em 1971. A terceira posição ficou com a Mocidade, com 269,4 pontos e homenageando a cantora Elza Soares.  

 

A apuração das 585 notas foi na tarde desta quarta-feira (26/2) na Praça da Apoteose. São cinco jurados em nove quesitos (fantasia, samba-enredo, comissão de frente, enredo, alegorias e adereços, bateria, mestre-sala e porta-bandeira, evolução, e harmonia). Despreza-se na totalização a maior e a menor nota.  

 

Classificação final
1. Viradouro 269,6
2. Grande Rio 269,6
3. Mocidade 269,4
4. Beija-Flor 269,4
5. Salgueiro 269,0
6. Mangueira 268,9
7. Portela 268,8
8. Vila Isabel 268,6
9. Tijuca 267,6
10. S. Clemente 267,0
11. Tuiuti 266,2
12. Estácio 264,7
13. U. da Ilha 264,2

 

 

 

Confira o samba-enredo da campeã

 

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa, pra depois quarar

 

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa, pra depois quarar

 

Ora yê yê ô oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

 

Ora yê yê ô oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

 

Levanta, preta, que o Sol tá na janela

Leva a gamela pro xaréu do pescador

A alforria se conquista com o ganho

E o balaio é do tamanho do suor do seu amor

Mainha, esses velhos areais

Onde nossas ancestrais acordavam as manhãs

Pra luta sentem cheiro de angelim

E a doçura do quindim

Da bica de Itapuã

 

Camará ganhou a cidade

O erê herdou liberdade

Canto das Marias, baixa do dendê

Chama a freguesia pro batuquejê

 

Camará ganhou a cidade

O erê herdou liberdade

Canto das Marias, baixa do dendê

Chama a freguesia pro batuquejê

 

São elas, dos anjos e das marés

Crioulas do balangandã, ô iaiá

Ciranda de roda, na beira do mar

Ganhadeira que benze, vai pro terreiro sambar

Nas escadas da fé

É a voz da mulher!

 

Xangô ilumina a caminhada

A falange está formada

Um coral cheio de amor

Kaô, o axé vem da Bahia

Nessa negra cantoria

Que Maria ensinou

 

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa, pra depois quarar

 

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa, pra depois quarar

 

Ora yê yê ô oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

 

Ora yê yê ô oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

 

Levanta, preta, que o Sol tá na janela

Leva a gamela pro xaréu do pescador

A alforria se conquista com o ganho

E o balaio é do tamanho do suor do seu amor

Mainha, esses velhos areais

Onde nossas ancestrais acordavam as manhãs

Pra luta sentem cheiro de angelim

E a doçura do quindim

Da bica de Itapuã

 

Camará ganhou a cidade

O erê herdou liberdade

Canto das Marias, baixa do dendê

Chama a freguesia pro batuquejê

 

Camará ganhou a cidade

O erê herdou liberdade

Canto das Marias, baixa do dendê

Chama a freguesia pro batuquejê

 

São elas, dos anjos e das marés

Crioulas do balangandã, ô iaiá

Ciranda de roda, na beira do mar

Ganhadeira que benze, vai pro terreiro sambar

Nas escadas da fé

É a voz da mulher!

 

Xangô ilumina a caminhada

A falange está formada

Um coral cheio de amor

Kaô, o axé vem da Bahia

Nessa negra cantoria

Que Maria ensinou

 

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa, pra depois quarar

 

Ó, mãe! Ensaboa, mãe!

Ensaboa, pra depois quarar

 

Ora yê yê ô oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

 

Ora yê yê ô oxum! Seu dourado tem axé

Faz o seu quilombo no Abaeté

Quem lava a alma dessa gente veste ouro

É Viradouro! É Viradouro!

 

 

 

 

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