Diversão e Arte

Das telinhas para as telonas

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 11/03/2020 04:08
De São Paulo, Patrícia Meira concorre na categoria de Melhor Interpretação pelo Júri Popular com a produção Põe na conta


Hoje, os celulares não são apenas para ligações telefônicas, há múltiplas funcionalidades, como tirar fotos, transferências bancárias, assistir vídeos, entre muitas outras. Uma função que cada vez mais se aprimora são as câmeras destas novas tecnologias portáteis. Smartphones, tablets, câmeras de ação são equipamentos que evoluem a todo momento, e todo mundo tem um desses nos bolsos ou nas bolsas. É seguindo este rumo que começa a 2; edição do Festival de Cinema Filmaê ; Filmes produzidos com o celular, festival que exibe produções cinematográficas feitas exclusivamente com essa mídia. Apesar de a abertura oficial ser somente amanhã, hoje o festival já começa com dois debates na Universidade Católica de Brasília, em Taguatinga, com foco em temas que discutem e refletem sobre o desenvolvimento das novas tecnologias da informação e da comunicação.

A primeira edição do Filmaê ocorreu em 2018 e contou com 123 filmes inscritos. O festival cresceu. Nesta segunda edição, foram inscritos 330 filmes nacionais, além de 805 produções internacionais. ;A produção de filmes com celular não é uma brincadeira, é uma tendência. Podemos quase caracterizar como um movimento, que, historicamente, vamos ver mais lá na frente;, aponta Fernando Campos, coordenador-geral do festival.



Entre os filmes nacionais inscritos, foram selecionados 117 produções, que serão exibidas entre 13 e 15 de março, no Espaço Cultural Renato Russo. Elas participam da Mostra Competitiva do festival. ;Nós fazemos uma votação diferente. O Júri Oficial elege os melhores filmes de cada gênero. Já no Júri Popular, feito por uma votação no nosso site, o público elege a Melhor Direção, Melhor Interpretação, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Filme na Escolha Popular;, ressalta Fernando. Os filmes internacionais não competem, mas entre todos os inscritos, 33 foram selecionados para serem exibidos durante o Filmaê.

Apesar de ser uma tendência, para Fernando Campos, os filmes produzidos com câmeras de celular ainda são vistos com certo preconceito, tanto por parte da indústria cinematográfica quanto pelos espectadores. ;Há um preconceito. Eu tenho formação como sociólogo e trabalho com audiovisual quase que a minha vida inteira, e sempre que vou conversar com o pessoal da área sobre isso eles desconversam. Eles veem a iniciativa como se fosse para amadores, para quem está no início. Mas não é isso, esses aparelhos hoje em dia são muito poderosos e capazes de coisas incríveis;, salienta o coordenador do festival. ;Acho que há mais um preconceito por parte dos profissionais. O público geral tem um pouco, no entanto, isso ocorre mais por não conhecer. Utilizam esses aparelhos de uma maneira básica, ainda, somente com selfies e pequenas gravações. Mas esses aparelhos dão muito mais dos que as pessoas estão tirando deles. E, com o festival, o público acaba simpatizando e cria um certo fascínio, de que eles também podem produzir esse tipo de conteúdo;, finaliza Fernando Campos.

*Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco



2; edição do Festival de Cinema Filmaê ; Filmes produzidos com o celular

Hoje (11/3)
; Universidade Católica de Brasília (QS 7, lt. 1, EPCT, Taguatinga)

9h às 10h30
; Debate: Narrativas independentes. O jornalismo que utiliza o telefone como câmera e a conexão 4G como canal ao vivo.

10h30 às 12h
; Debate: Produção audiovisual com dispositivos móveis. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

Amanhã (12/3)
; Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

19h às 21h
; Abertura oficial do festival com a exibição de filmes internacionais. Somente para convidados.

Sexta-feira (13/3)
; Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

18h às 22h
; Exibição dos programas 1 e 2 da mostra competitiva. Entrada franca. Não recomendado para menores de 16 anos.

Sábado (14/3)
; Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

10h às 11h30
; Filmes da mostra Juvenil.*

14h às 14h40
; Sessão Tessituras da Mostra Não Competitiva Internacional.

15h às 16h10
; Sessão 2 da Mostra Não Competitiva de Filmes Internacionais.

16h às 21h
; Exibição dos programas 3 e 4 da Mostra Competitiva de Filmes Nacionais. Entrada franca. Não recomendado para menores de 16 anos. *Não recomendado para menores de 13 anos.

Domingo (15/3)
; Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul)

10h às 11h30
; Mostra Competitiva da Categoria de Filmes Infanto-juvenis.*

14h às 15h30
; Sessão SF3 da Mostra Não Competitiva de Filmes Internacionais.

16h às 21h
; Exibição dos programas 5 e 6 da Mostra Competitiva de Filmes Nacionais. Entrada franca. Não recomendado para menores de 16 anos. *Não recomendado para menores de 8 anos. Mais informações e votação popular no site www.filmae.com.br.

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