Diversão e Arte

15 anos de reggae

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 25/03/2020 04:38
O EP Cabeça de folha leva um clima mais intimista para o público

Formada em 2005, a banda Maneva ficou conhecida nacionalmente ao longo da carreira por conta de composições que transmitem muitos sentimentos e por uma musicalidade mutável, com diversas influências. Ao longo desses 15 anos, entretanto, o grupo nunca deixou o reggae de lado. O estilo, mais trabalhado pelos artistas, está presente também no EP Cabeça de folha, lançado para comemorar o aniversário de carreira dos músicos.

No novo álbum, a banda trabalha com um conceito diferente, envolvendo um personagem. O Cabeça de folha é o responsável por dar vida às seis composições da Maneva, sendo a atração nos videoclipes musicais.;Trabalhamos com a música jamaicana. Foi tudo muito natural, com arranjos mais lúdicos. O Cabeça de folha ganhou músicas especiais para ele, que se associam com os episódios (videoclipes) e contam a nossa caminhada de trabalho. É uma história que tomou um rumo diferente, no sentido musical. Explicamos o projeto para o diretor musical e realizamos;, explica o vocalista Tales de Polli.

Com seis canções presentes, sendo elas Lindo leve e pleno, Nós do Bonfim, Me entenda, Nuvens do amanhã, Olha pra mim e Sorri de novo, o EP traz uma musicalidade suave com uma presença instrumental marcante. Tudo isso é fruto de muito trabalho dos artistas, que contaram com Sergio Soffiatti na direção musical do projeto, como conta Tales. ;O Sergio exigiu muito de nós na produção. Ele realizou um processamento dos timbres antes de gravar, que nos ajudou bastante.;

O percussionista Diego Andrade completou, expondo o lado dos músicos. ;Nosso baterista, por exemplo, demorou cinco dias para gravar. Repetimos a mesma coisa umas 30 vezes para buscar o melhor resultado. E acredito que conseguimos mostrar isso, que foi um trabalho feito com o coração, entregue de alma.;

Dentro da banda Maneva ; e do reggae em geral, a questão da simbologia é muito importante. Musicalmente falando, a mensagem que os integrantes buscam passar permeiam a busca por um novo nascimento do ser, que não tinha vida e se redescobre em contato com o mundo. ;Essa jornada e evolução representam a procura pela felicidade e pelo prazer que a vida pode nos proporcionar;, explica o vocalista.

Sendo um projeto de aniversário, mais intimista, o único convidado para cantar no EP Cabeça de folha é Vitor Kley, um dos novos nomes musicais que surgiram em 2019 com o single O sol. ;Ele é um cara maravilhoso, super evoluído. É um jovem, mas consciência musical não tem idade. Ele combinou demais com o projeto, nessa música que é única;, explicita Tales.

No segundo semestre, a banda planeja uma turnê pelo país com os novos singles e Brasília está no calendário. Para isso, o projeto musical contará, ainda, com outros EPs que completarão este primeiro lançamento. ;Chamamos de primeira temporada. É o início das comemorações de aniversário da banda.;

*Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira





Três perguntas / Tales de Polli


As músicas são agradáveis, quando se escuta. Qual a sensação que vocês sentem ao escutar o som de vocês?
Nós escutamos muito as nossas músicas, mas acredito que a gente não faz nada sozinho. Temos uma missão e fazer música foi a designada para nós. Toda vez que escuto nosso som me emociono bastante. Esse, em especial, é um projeto diferente, é uma história de uma vida que está com problemas e busca um caminho diferente para a felicidade.


Qual é o grande legado que esta banda carrega nestes 15 anos?
O legado é feito por meio das nossas lições, acertos e aprendizados. É uma honra poder trabalhar e ainda ter o tesão pela música. Esses 15 anos passaram voando, mas tenho certeza que a banda Maneva constrói um legado que vai ser para a vida inteira. É uma coisa natural.


O que representa o Cabeça de Folha?
O nascimento do universo. Ele está incluso em um meio ambiente diferente, com uma população diferente e não se encaixa. Esse é o grande problema. Ele busca uma saída para enflorescer com a descoberta da música. Tudo pode se transformar se estivermos abertos para que o novo aconteça.



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