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Correio Braziliense

'O livro de Líbero', de Setubal, mergulha em universo de questionamentos

'Acho que esse livro, claramente, por trás dele tem uma mensagem muito minha de uma paixão pelos livros e pela leitura', avalia o autor


postado em 01/04/2020 06:00

Alfredo Nugent Setubal é autor de O livro de Líbero(foto: Renato Parada/Divulgação)
Alfredo Nugent Setubal é autor de O livro de Líbero (foto: Renato Parada/Divulgação)

Líbero é um menino esperto, filho do dono do jornal de Pausado, que enxerga nos livros um mundo paralelo pelo qual é possível viajar ao infinito. Quando o circo chega à cidade, ele se vê num dilema: deve ou não mergulhar na leitura do livro mágico que descreve sua própria vida? A mistura de fantasia e poesia em O livro de Líbero, primeiro romance de Alfredo Nugent Setubal, responde por boa parte do encantamento provocado pela narrativa.

Alfredo reconhece que o livro é um romance de formação. Afinal, é dividido em duas partes, sendo que, na primeira, Líbero menino precisa escolher os rumos da própria e vida e, na segunda, ele está adulto e se questiona sobre as escolhas. Mas o romance é, também, um convite para leitores de todas as idades a mergulharem em um universo de profundos questionamentos filosóficos e existenciais.

O livro da vida que se apresenta a Líbero é a maior metáfora do romance e a mais importante. Em torno dela giram todas as outras. “Acho que esse livro, claramente, por trás dele tem uma mensagem muito minha de uma paixão pelos livros e pela leitura, de acreditar que os livros são uma alternativa de redenção, de se encontrar no mundo”, explica o autor, que escolheu como epígrafe para a segunda parte uma frase do italiano Alessandro Baricco. “Ele fala algo no sentido de que os livros são a possibilidade de você poder ser outra pessoa. Por trás de toda a história desse livro tem essa mensagem de uma pessoa que, recusando o livro da própria vida, encontra a salvação na possibilidade de encontrar personalidade, uma segunda chance por meio dos livros que lê.”

Na quarentena 


“A gente não pode fechar os olhos para o que está acontecendo, mas enxergo no livro uma maneira de respiro, de um certo porto seguro para momentos de ansiedade, momentos difíceis. Até por uma questão de saúde mental, a gente está sendo massacrado todo dia por notícias da epidemia. Não deixo de ler (as notícias), mas tenho reservado algumas horas para me obrigar a sair um pouco disso para respirar por meio de outras histórias. Às vezes, o escapismo é necessário para manter nossa cabeça sã”, diz Alfredo Nugent Setubal. 

O livro de Líbero
De Alfredo Nugent Setubal. 
Intrínseca, 256 páginas. R$ 49,90 

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